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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Lisboa, 1908

MENÇÃO HONROSA
Valmor em 1908, a casa de Branco Rodrigues foi projectada por Manuel Joaquim de Norte Junior, um dos mais celebrados arquitectos do início do século. Este pequeno edifício ocupava o gaveto com o número 36 da Avenida da República, fronteiro ao "chalet" da Viscondessa de Valmor (arq.Ventura Terra, 1906, ainda existente). Nesse ano de 1908, o Prémio foi para Adães Bermudes, com o número 2 da Av: Almirante Reis. Este último ainda existe, mas o palacinho da foto foi demolido em 1950.


(continua no livro)
Em: 

Photographias de Lisboa
de 
Marina Tavares Dias
1989



bilhete postal ilustrado de Paulo Guedes,
editado em 1908, circulado em 1909

sexta-feira, 21 de março de 2014

VENDEDORES E PREGÕES




No início do século XX, os vendedores ambulantes pululam nas ruas da capital, pregoando quase tudo o que é necessário ao quotidiano doméstico: água, leite, peixe, fruta, vegetais, enchidos, azeite, petróleo, carvão, camisas, sapatos, facas, vasos, cadeiras ou “abat-jours”. 

As favas vendem-se já cozinhadas em caldo (“fava-rica”), o amolador também conserta chapéus-de-chuva, os garotos mercam palitos e meninas fazem flores para os chapéus. Alguns ficarão célebres, como o gorjeio dos rapazes dos jornais: “Século-Nooootícias!”. 

Ou o grito mais repetido pelas ruas, o das varinas: «Viva da Costa!» Apesar do folclore alusivo e dos poemas que as louvaminham, as peixeiras da capital vivem realidade muito menos poética, passando a madrugada no cais a descarregar carvão e depois o dia a pregoar pelas ruas todo o peixe que se come às mesas de Lisboa. À noite, de regresso a casa, embalam os filhos nas mesmas canastas, sempre com o cheiro intenso do peixe.

MARINA TAVARES DIAS
LISBOA DESAPARECIDA

quarta-feira, 19 de março de 2014

Ah, a Capital!


Actores do Nacional, 
em noite de ensaio geral, 
posam no restaurante 
do Café Martinho (c. 1910)


- P’ra o Martinho, hein? E Arthur foi-os seguindo timidamente, ansioso por ver o Martinho!
Pareceu-lhe esplêndido, com a acumulação de chapéus altos entre os espelhos dourados, sob uma névoa de fumo de tabaco, no bru-á-á contínuo das conversas. Não se atreveu a entrar. À porta um grupo palrava, e Arthur contemplava-o de longe, com devoção, pensando que deviam ser poetas e estadistas…

Eça de Queiroz, A Capital!

domingo, 19 de janeiro de 2014

O «outro livro» da olisipógrafa Marina Tavares Dias | Marina's «different book»

Um pouco do que se escreveu 
sobre o único livro português 
sobre o Titanic



Obra que desafiou 
uma historiadora 
de outras áreas e coordenadas: 
MARINA TAVARES DIAS.


      Margaret (Molly) Brown




Site da Objectiva Editores:

«No ano em que se assinala o centenário do naufrágio do Titanic, surge a primeira obra de um autor português sobre uma das grandes tragédias do século XX.
Um livro profusamente ilustrado, repleto de pormenores sobre o maior navio construído na altura: a existência de um navio “gémeo”, o Olympic, as grandes companhias construtoras e os seus proprietários, a sociedade da época, a vida no interior do navio, os “protagonistas”, os efeitos do naufrágio… detalhes inéditos daquele que foi considerado um dos maiores desastres do século XX.
Os que, em 1912, profetizaram que o Titanic era insubmersível não imaginaram como e até que ponto ele o seria – metaforicamente.

O navio mais célebre do mundo iniciou, na noite do naufrágio, uma longa viagem através do imaginário dos povos. Neste interminável percurso, assume tudo aquilo com que cada um de nós o aparelha dos seus próprios medos, das suas próprias causas e da sua própria alma.
Demanda simbólica, também, de um século em que a humanidade tentou, sem sucesso à vista, reencontrar-se consigo mesma e com o significado da sua obra face à eternidade



Sobre a Autora (ainda pela Objectiva):

MARINA TAVARES DIAS
É jornalista, fotógrafa, escritora e olisipógrafa. Nasceu em 1962 e, desde muito jovem, assinou nos jornais Diário Popular, Expresso e Diário de Lisboa textos e reportagens sobre a cidade, que cedo revelam uma conjugação da investigação apurada com a escrita cativante de quem fala para o grande público.

Em 1987 publica o seu primeiro livro Lisboa Desaparecida (volume I) que lhe vale o Prémio Júlio de Castilho. Ao longo dos 19 anos seguintes, continuando o itinerário lisboeta proposto pelo título, são editados mais oito volumes desta obra pioneira da olisipografia. Outras obras da autora sobre temáticas lisbonenses incluem: A Lisboa de Eça de Queiroz (2001), História do Eléctrico da Carris (2001), História do Futebol em Lisboa (2000), Os Cafés de Lisboa (1999), Lisboa nos anos 40 – Longe da Guerra (1998), Os melhores Postais Antigos de Lisboa (1995), A Lisboa de Fernando Pessoa (1991), Photographias de Lisboa 1900 (1989), Lisboa Misteriosa (2003). 

Além destes títulos, a autora especializa-se ainda na divulgação do Primeiro Modernismo, tendo editado obras sobre Mário de Sá-Carneiro e sobre Fernando Pessoa, além de ser responsável pela apresentação em Paris, na sede da UNESCO, da exposição comemorativa do centenário do nascimento de Mário de Sá-Carneiro (1990).

Marina Tavares Dias nasceu e vive em Lisboa.




ENGLISH

Review by «Carlotta» on Goodreads.com:




«This is the first book written by a Portuguese author on the Titanic subject. The author has chosen to view the story from the historical and sociological point of view. That is why we learn more about the «gilded age» or the steamship companies's story than exactly if the candeleers were round or square. For that you have the pictures, many of them well know, some orignal, some never published before. There is also the referencfe to all the Portuguese passengers and to all the Portuguese newspapers and magazines. I particularly like the pages with the large photos of the interiors because I never even knew they existed with such high definition. A first book for all readers and a must-have for Titanic buffs»



(by publishing this personal review we do not intend to violate any personal copyrights of the present text. The author was informed through the site's mail system and authorized it)



sábado, 14 de dezembro de 2013

LISBOA DESAPARECIDA
de
MARINA TAVARES DIAS

AS AVENIDAS NOVAS

Traçadas no final do século XIX, de acordo com o plano urbanístico de Ressano Garcia, as avenidas que partem da Rotunda (ou Praça Marquês de Pombal) determinaram a expansão de Lisboa num eixo que aponta para norte. Foram baptizadas "Avenidas Novas" pelo povo de Lisboa. Foram também ricamente decoradas com alguns dos exemplos mais conhecidos da arquitectura portuguesa dos primeiros anos do século XX, incluindo a maior parte dos edifícios que receberam, então, o célebre Prémio Valmor.

Por cobiças alheias à harmonia das avenidas, esses edifícios foram quase todos substituídos, ao longo das últimas seis décadas, por construções incaracterísticas.

Na fotografia, o 'atelier' do pintor Malhoa, hoje exemplarmente preservado como Casa-Museu Anastácio Gonçalves. Raro sobrevivente intacto, que em breve será «emparedado» por um quarteirão inteiro de inenarráveis volumetrias.


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

OS TEMAS DA LISBOA DESAPARECIDA | LOST LISBON, THE BOOKS AND THEIR STORIES

LISBOA DESAPARECIDA

de MARINA TAVARES DIAS

Aqui estão alguns dos temas abordados em capítulos especiais, ao longo de nove volumes da LISBOA DESAPARECIDA de MARINA TAVARES DIAS. Apenas algumas das longas conversas estabelecidas com o leitor sobre a História profunda de uma cidade inigualável: das primeiras motocicletas aos últimos grandes cinemas; dos costumes de 1800 às modas de 1900; dos primeirios liceus aos grandes mercados; dos jornais célebres às lojas que mudaram hábitos; do Bairro Alto à beira-Tejo; do Parque Mayer à Feira Popular; dos cafés destruídos à construção dos novos bairros; do teatro ao fado, etc., etc. etc. É um nunca mais acabar de aventuras e percursos.

Não sabe onde encontrar todos ou qualquer dos volumes? Não sabe como adquirir aquele volume que ainda lhe falta?
- É simples.

A loja A VIDA PORTUGUESA de CATARINA PORTAS tem todos os números, incluindo os que já esgotaram nas outras livrarias. Recomendamos que os procure na secção de livraria, sem os manusear muito, pois são MESMO os últimos. 

Mais uma razão para visitar as lojas A VIDA PORTUGUESA na RUA DA ANCHIETA e no LARGO DO INTENDENTE, em Lisboa, evitando as grandes superfícies e beneficiando, em tempo de crise, o comércio local - defensor daquilo que é nosso.

Este Natal, viaje pela história da sua cidade. Ofereça a sua cidade a quem mais ama ou a quem mais A ama.














terça-feira, 17 de setembro de 2013

MARINA TAVARES DIAS e o DIÁRIO DE LISBOA


Algumas (apenas algumas) de muitas prosas © Marina Tavares Dias no extinto vespertino «Diário de Lisboa». Reprodução e redistribuição proibidas, ao abrigo da lei que protege a propriedade intelectual.

O símbolo de Direitos de Autor, designado pelo © (um "C circunscrito") , é usado para fornecer aviso de direitos em obras escritas por autores ainda vivos ou mortos há menos de 70 anos.

























domingo, 20 de janeiro de 2013

TITANIC por Marina Tavares Dias

 
 
 
 
A olisipógrafa fala do seu novo projecto: a primeira história portuguesa do TITANIC, como edição para o centenário do famoso navio. Marina Tavares Dias em Ler Mais, Ler Melhor (RTP)

domingo, 6 de janeiro de 2013

PHOTOGRAPHIAS DE LISBOA

Casa de José Luciano de Castro, na Rua dos Navegantes, número 48. Construída em 1890. Demolida em 1956. Apesar de José Luciano ter sido conselheiro do Rei D. Carlos, foi Aquilino Ribeiro a voz que mais se insurgiu, nos anos 50, contra a demolição deste palacete histórico. Em vão. (postal ilustrado, edição Faustino Martins, c. 1904) -- em Photographias de Lisboa, de Marina Tavares Dias, ed. 1989.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

TITANIC por MARINA TAVARES DIAS


TITANIC  |  SOBRE O OCEANO DA HISTÓRIA
 
O novo livro de
MARINA TAVARES DIAS

 

Os que, em 1912, profetizaram que o Titanic era insubmersível não imaginaram como e até que ponto ele o seria – metaforicamente.

[…/…] O navio mais célebre do mundo iniciou, na noite do naufrágio, uma longa viagem através do imaginário dos povos. Neste interminável percurso, assume tudo aquilo com que cada um de nós o aparelha dos seus próprios medos, das suas próprias causas e da sua própria alma. Demanda simbólica, também, de um século em que a humanidade tentou, sem sucesso à vista, reencontrar-se consigo mesma e com o significado da sua obra à face de Deus. [do prefácio]
 
Editora Objectiva, 2012.

domingo, 17 de abril de 2011

Avenida da República antes de 1910

Avenida da República antes de 1910. Quarteirões anteriores à Praça do Campo Pequeno, direcção Entre-Campos - Saldanha. Esta perspectiva é rara, em fotografias desta época. (Postal ilustrado antigo, fototipia litografada, edição Faustino Martins, escolhido para a capa de «Lisboa Antes e Agora» de Marina Tavares Dias.)