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sexta-feira, 5 de junho de 2015

A LISBOA DE EÇA DE QUEIROZ


de MARINA TAVARES DIAS





EXCERTO DA CRONOLOGIA FINAL:


1866/67 - Eça de Queiroz estreia-se como escritor com a

publicação na Gazeta de Portugal de textos que, após a

sua morte, viriam a ser parcialmente compilados no

volume Prosas Bárbaras (1903). Em edições posteriores,

incluíram-se textos que não tinham sido seleccionados

para a primeira edição. De Janeiro a Outubro de 1867,

Eça esteve quase exclusivamente ocupado com a

redacção do jornal Distrito de Évora. Aqui publicou

algumas narrativas, tais como O Réu Tadeu e Farsas.



quinta-feira, 18 de setembro de 2014

A LISBOA DE EÇA DE QUEIROZ

Marina Tavares Dias 
em  

LISBOA DE EÇA DE QUEIROZ

Pag. 26
Modificações do Rossio ao longo da segunda metade do século XIX. Os pais de Eça moravam no quarto andar do prédio número 26 (sobre o actual Café Nicola, do lado ocidental da praça) e foi esta a morada do escritor entre 1866 e 1872. Em 1898, durante as comemorações do Centenário da Índia, Eça está em Lisboa e assiste, da janela, ao cortejo.

(continua no livro)







sábado, 13 de setembro de 2014

OS VENCIDOS DA VIDA

Marina Tavares Dias 
em A LISBOA DE EÇA DE QUEIROZ:

Os Vencidos da Vida (com excepção de António Cândido) fotografados por Augusto Bobone em 1889, no jardim da casa do conde de Arnoso, na Rua de S. Domingos à Lapa: marquês de Soveral (Luiz Pinto de Soveral, 1850-1922), Carlos Lima Mayer (1846-1910), conde de Sabugosa (António José de Mello Cezar de Menezes, 1854-1923), Oliveira Martins (1846-1894), Carlos Lobo d’Ávila (1860-1895), Eça (1845-1900), Ramalho Ortigão (1836-1915), Guerra Junqueiro (1850-1923), conde de Arnoso (Bernardo Pinheiro Correia de Mello, 1855-1911) e conde de Ficalho (Francisco Manoel de Mello Breyner, 1837-1903)

«Paris fez a Revolução, Londres deu Shakespeare, Viena deu Mozart, Berlim deu Kant, Lisboa... deu-nos a nós – que diabo!»
- Eça de Queiroz em carta a Ramalho Ortigão, 20 de Julho de 1873





quarta-feira, 21 de maio de 2014

O Arquivo Marina Tavares Dias









Tal como ninguém lhe pode exigir a si, caro leitor, que divulgue contra vontade a fotografia do casamento dos seus pais (por se tratar de documento importante para estudo dos costumes de uma época - e por ser propriedade artística do fotógrafo que a tirou), assim também ninguém pode obrigar um coleccionador de imagens e objectos a divulgá-los, se tal não quiser.

Com os arquivos públicos, como a própria designação indica, não se trata do mesmo. São propriedade do Estado; ou seja, de todos os portugueses. Os seus conservadores são pagos com o dinheiro dos nossos impostos e as peças foram, quase sempre, doadas ou herdadas, sem custos, de palácios e conventos. Os arquivos públicos devem estar abertos e ao serviço de todos os imvestigadores.


Mas, a par deles, existem colecções privadas maravilhosas que nunca foram vistas pelo público em geral. Que só divulga quem quer. Ou quem pretende tirar disso dividendos, influência, contratos com o Estado, etc. Ou então, quem é generoso; quem pratica serviço público voluntário. Existe uma coisa que se chama «direito de posse».


 O ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS é composto por cerca de 40 mil documentos em vários suportes (sobretudo papel), originais de várias épocas e comprados pela escritora ao longo de toda a vida. A maior parte nunca foi publicada, assim como nem todas as fotografias dos muitos livros da autora lhe pertecem. Alguma dessa iconografia, por o respectivo tema - sempre referente ao texto de cada livro - não estar entre o acervo, foi solicitada, e paga, a outras instituições. Essas imagens, claro, não fazem parte das referidas 40 mil peças, embora possam estar em alguns livros de MTD.

Quanto a doações, que nos conste, não existem entre os originais. A investigadora pagou todas as peças de época do seu próprio bolso, em leilões, alfarrabistas, antiquários, feiras de coleccionismo nacionais e estrangeiras, etc. MARINA TAVARES DIAS nunca processou quem copia imagens do seu arquivo pessoal. Mas resta-lhe, ainda, dar a conhecer, e descrever em pormenor em termos históricos, muitos milhares de peças. É uma luta contra o tempo.


quarta-feira, 19 de março de 2014

Ah, a Capital!


Actores do Nacional, 
em noite de ensaio geral, 
posam no restaurante 
do Café Martinho (c. 1910)


- P’ra o Martinho, hein? E Arthur foi-os seguindo timidamente, ansioso por ver o Martinho!
Pareceu-lhe esplêndido, com a acumulação de chapéus altos entre os espelhos dourados, sob uma névoa de fumo de tabaco, no bru-á-á contínuo das conversas. Não se atreveu a entrar. À porta um grupo palrava, e Arthur contemplava-o de longe, com devoção, pensando que deviam ser poetas e estadistas…

Eça de Queiroz, A Capital!

sábado, 15 de março de 2014

EÇA DE QUEIROZ E OS OURIVES DA RUA DO OURO






Via o fim da sua vida preenchido, completo, radioso. Estava quase sempre em casa da noiva, e um dia andava-a acompanhando, em compras, pelas lojas. Ele mesmo lhe quisera fazer um pequeno presente, nesse dia. A mãe tinha ficado numa modista, num primeiro andar da Rua do Ouro, e eles tinham descido, alegremente, rindo, a um ourives que havia em baixo, no mesmo prédio, na loja.


EÇA DE QUEIROZ

in
Singularidades de Uma Rapariga Loura

citação para roteiro queirosiano em

A LISBOA DE EÇA DE QUEIROZ


de MARINA TAVARES DIAS

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O Aterro que celebra a data do 24 de Julho



« Com o aparecimento do carros americanos - em 1873 - e o desenvolvimento das obras do porto de Lisboa - iniciadas em 1887 -, o Aterro da Boavista (como continuou, por muito tempo, a dizer-se) ganhou vida própria e muita animação. Fontes Pereira de Mello instituiu a celebração do dia 24 de Julho. Vinham representações de todas as tropas da província, saudar as guarnições alfacinhas; havia parada e salvas de morteiros. Era um dia animado, em que Lisboa acordava cedo e saía em peso à rua. Mas todos os dias eram alegres, na Rua 24 de Julho. Alberto Pimentel, recém-chegado do Porto, espanta-se com tanta animação:

"Dá prazer, dá alegria ver passar, ao meio-dia, especialmente ao Domingo, as carruagens americanas ao longo do Aterro. Sobretudo nas carruagens abertas, que no Porto se denominam dos fumistas, há o ar alegre dos franceses que vão divertir-se ao campo, e que já se sentem felizes só com pensar no champagne.
[...]»



MARINA TAVARES DIAS
LISBOA DESAPARECIDA
pequeno excerto do volume III


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

AJUDE O ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS sem nada gastar

ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS em organização.

Trabalho voluntário de uma equipa de 3 pessoas. A Câmara Municipal de Lisboa nunca apoiou o trabalho da olisipógrafa Marina Tavares Dias com um cêntimo ou com um elogio. Estamos a tentar organizar o arquivo para complementar o serviço público que, há mais de 25 anos, Marina Tavares Dias realiza, através da sua investigação e da publicação de dezenas de livros célebres.

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O seu simples gesto pode contribuir para a compra de mais uma resma de papel.