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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Berço real

MARINA TAVARES DIAS 
em
D. CARLOS | BIOGRAFIA (2007)

«1863

28 de Setembro: à uma e meia da tarde nasce o príncipe D. Carlos Fernando Luiz Maria Victor Miguel Raphael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão, na Sala Verde do Palácio Real da Ajuda, em Lisboa. O pai, D. Luís, foi aclamado Rei de Portugal (por morte do irmão D. Pedro V) menos de dois anos antes. A mãe, Rainha D. Maria Pia, é a filha mais nova do [...] Rei de Itália. O médico obstreta assistente da então tradicional parteira (Narcisa) foi José Eduardo de Magalhães Coutinho.


O futuro Rei D. Carlos, no seu bercinho, 
em «pose» com os pais e com a ama de leite. 
Fotografia de Francisco Gomes, 1863.



29 de Setembro: «Te Deum» solene, na Igreja de S. Domingos, pelo nascimento do príncipe real.

19 de Outubro: O baptismo, feito no paço no dia do nascimento, é oficialmente confirmado na Igreja de S. Domingos, local onde tradicionalmente decorrem as celebrações religiosas da Família Real. A madrinha, por procuração, é a irmã da mãe: princesa Clotilde de Sabóia.»

(EXCERTO DA CRONOLOGIA PESSOAL)

domingo, 10 de abril de 2011

REI D. CARLOS numa fotografia única


A mais extraordinária fotografia do Rei Dom Carlos é provavelmente esta, tirada por Joshua Benoliel durante um torneio de florete presidido pelo Rei, na Tapada da Ajuda, em 1907.

Ao lado, fardado, o Infante D. Afonso. O Rei muito mais informal, traja casaco sem bandas e colete de gola, calça 'pied-de poule' e chapéu mole. Pela primeira vez e talvez única vez, o fotógrafo apanhou-lhe o sorriso rasgado, revelando dois dentes nitidamente tortos. Não se preocupa, sequer, em esconder o curativo que lhe protege o dedo queimado pelo calor do charuto.

A imagem foi considerada tão excepcional que vários editores de postais ilustrados a reproduziram na época, mas a riqueza de pormenores apenas é perceptível numa ampliação razoável e a partir do original, como a que aqui mostramos.


Negativo e prova originais

pertencentes ao ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS.

Fotografia seleccionada para a capa de «D. Carlos», biografia publicada por Marina Tavares Dias em 2007.


Numa oferta especial para os leitores do blog Lisboa Desaparecida, aqui fica um boa resolução da referida fotografia. Todos os direitos reservados.

terça-feira, 23 de junho de 2009



PALÁCIO REAL DA AJUDA

A primeira pedra do edifício actual foi lançada pelo príncipe D. João a 9 de Novembro de 1795. O projecto ainda era barroco. Condicionamentos sucessivos determinaram paragens das obras e reviravolta estilística para o neo-clássico (o arquitecto inicial foi Manoel Caetano de Souza, sucedendo-lhe Francisco Xavier Fabri, José da Costa e Silva e, em 1821, António Francisco da Rosa). Só em 1802 é decidida a versão final, com os torreões a as paredes dispostas em quadrilátero. Estas novas obras de Santa Engrácia ainda hoje estão por terminar.

Adaptação de Lisboa Desaparecida

de Marina Tavares Dias,

volume 8,

capítulo sobre o Palácio da Ajuda.