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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

PELO MEIO DA RUA

Marina Tavares Dias 
em 
Photographias de Lisboa:

[... ] a Avenida descia-se a pé sobre terra batida, para ir levar a roupa lavada às casas burguesas da Baixa. Os quarteirões entre a Rua das Pretas e a Rotunda são todos posteriores ao desaparecimento do Passeio Público. O palacete nº 226, em estilo neo-árabe, foi mandado construir no início do século XX pelo industrial de bolachas Conceição Silva (projecto de 1888 do arquitecto Henri Lusseau). Nesta foto de Bobone, publicada a 9 de Julho de 1906, a casa aparece em fase de obras. Dos edifícios circundantes, seus contemporâneos, pouca coisa resta.



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

RECORTES

Pormenor de leque aguarelado representando uma cena à
entrada do desaparecido Passeio Público, onde hoje está 
a Avenida da Liberdade. O Passeio lisboeta foi um dos
primeiros temas abordados na LISBOA DESAPARECIDA




Excerto de uma entrevista de Marina Tavares Dias ao JORNAL DE LETRAS, marcando a primeira década da publicação da LISBOA DESAPARECIDA:



«A "Lisboa Desaparecida" completa a sua primeira década. Pedem-me agora que sobre ela escreva, o que se me afigura tarefa espinhosa: nunca tal fiz, ao longo de todo este tempo.
[.../...]

Naquela época, julguei fácil convencer uma editora a investir nos textos do "Popular" (alguns, entretanto, publicados também no "Expresso"), porque contavam já com o que eu julgava ser um público fiel. Ninguém embandeirou em arco, houve hesitações e recusas até ao dia em que, sentada à minha secretária na Redacção, recebi uma chamada: "Somos uma editora nova e gostamos imenso das suas páginas de Sábado". Meses depois, eu e essa "editora nova" estávamos a lançar o primeiro volume da "Lisboa Desaparecida" no Café Nicola. O resto é sabido.

Passaram 10 anos. Muito pouco daquilo que era o meu estilo desse tempo (aos vinte e poucos anos) permanece. Muito pouco do que foram as motivações iniciais é hoje prioritário. Desapareceu o "Diário Popular" - o seu público fiel onde estará? -, a enorme Redacção em «open-space» (como agora é uso dizer-se) está vazia, o precioso arquivo talvez perdido. O Bairro Alto deixou de ser o bairro dos jornais e os diários vespertinos cumpriram o seu ciclo temporal. Existe hoje em dia, pela primeira vez, uma "Lisboa Desaparecida" onde eu vivi. [...] Em 1987, partia-me a rir dos colegas mais velhos que me chamavam saudosista. Saudosista de quê? - Eu nunca vira os edifícios demolidos sobre os quais escrevia, condenando a destruição da cidade. Era tudo investigação. A mim, ao meu passado, não tinham ainda arrancado nada.»

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

DO PASSSEIO PÚBLICO À AVENIDA DA LIBERDADE

Logo a seguir ao terramoto de 1755, o Marquês de Pombal pensa dotar a cidade de um grande jardim público, onde os lisboetas possam conviver entre si. O novo "passeio" é construído a norte do Rossio, em terrenos conquistados aos arredores. Em breve se torna o mais frequentado lugar da capital, atingindo o grande objectivo do Marquês: amalgamar as classes sociais, fazendo despontar novos hábitos. No início do século XIX, o Passeio é restaurado e favorecido com novo gradeamento e novos portões. O Romantismo é a sua grande época. Entra na moda das elites, conhecendo mesmo todos os membros da família real, que por aqui se passeiam, entre novos burgueses e pobres de pedir, sem medo das multidões. 




Entre 1879 e 1886, a Câmara de Lisboa projecta e leva a cabo a demolição do Passeio, para construção Avenida da Liberdade. Ficou sendo a primeira avenida lisboeta, bem ao estilo do "boulevard" francês, ladeada de construções que marcaram época e das quais pouco resta. No topo da Avenida, na Rotunda (baptizada como Praça Marquês de Pombal), ergue-se o monumento ao reconstrutor de Lisboa, inaugurado em 1934.


FOTOGRAFIAS DA ÉPOCA. 
 LISBOA DESAPARECIDA, volume I
Em baixo: pormenores de estereoscopias
de Emílio Biel (Arquivo MARINA TAVARES DIAS)



quinta-feira, 9 de maio de 2013

DO ROMANTISMO À BELLE ÉPOQUE




ou


 

do PASSEIO PÚBLICO à AVENIDA DA LIBERDADE




Logo a seguir ao terramoto de 1755, o Marquês de Pombal pensa dotar a cidade de um grande jardim público, onde os lisboetas possam conviver entre si. Novo "passeio" será construído a norte do Rossio, em terrenos conquistados a campos praticamente arrabaldinos. Em breve será o mais apreciado lugar de Lisboa, atingindo o grande objectivo do próprio Pombal: amalgamar classes sociais, fazendo despontar nova elite entre a burguesia emergente.

No início do século XIX, o Passeio é restaurado e favorecido com novo gradeamento e novos portões. O Romantismo é a sua grande época. Entra na moda das elites, conhecendo mesmo todos os membros da família real, que por aqui se passeiam, entre burgueses e pobres de pedir, sem medo das multidões.

Entre 1879 e 1886, a Câmara de Lisboa projecta e leva a cabo a demolição do Passeio, para construção Avenida da Liberdade. Ficou sendo a primeira avenida lisboeta, ao estilo de boulevard francês, ladeada de construções que marcaram época. E das quais igualmente pouco resta.
A principal avenida de Lisboa é hoje, apesar da presença das lojas de grandes multinacionais da moda, uma auto-estrada.

Nos muitos volumes
da
 LISBOA DESAPARECIDA
de 
MARINA TAVARES DIAS
um capítulo sobre o Passeio,
e vários sobe a Avenida.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

MAIS CAFÉS.

Lisboa Desaparecida

OS CAFÉS DE LISBOA




Largo D. João da Câmara, antigo Largo de Camões, fronteiro à Estação do Rossio. Postal a partir do cliché original da contracapa do livro.



História dos cafés desta praça em Os Cafés de Lisboa, de Marina Tavares Dias.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

LISBOA DESAPARECIDA de MARINA TAVARES DIAS

Alguns dos temas dos 10 volumes de
 
 
 

LISBOA DESAPARECIDA

 
de

 

MARINA TAVARES DIAS

 
 
 
 
 
(num clip com imagens alusivas aos mesmos)

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

GRANDES ARMAZÉNS DE SANTA MARTA

Grandes Armazéns de Santa Marta

(Rua de Santa Marta), em 1915.
O edifício foi demolido no final do século XX




 Lisboa Desaparecida
de Marina Tavares Dias
volume VII,
capítulo Os Fotógrafos de Lisboa
(Octávio Sedas Nunes)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

terça-feira, 5 de abril de 2011

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Do Passeio Público à Avenida da Liberdade

O Passeio Público, demolido entre 1879 e 1886, para construção da Avenida da Liberdade. Correspondia ao troço entre a Praça dos Restauradores e a Rua das Pretas. No topo do Passeio existia uma praça hoje desaparecida: a Praça da Alegria (de Baixo). À antiga Praça da Alegria de Cima chama-se, agora, apenas Praça da Alegria. No local da fonte representada pela gravura está o monumento aos Restauradores.


Lisboa Desaparecida, volume I, de Marina Tavares Dias. 1987.