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quarta-feira, 15 de abril de 2015

O CHIADO DE MESTRE HORÁCIO NOVAES




As fotografias do Chiado de Mestre Horácio Novaes aparecem cheias de gente porque são tiradas para a reportagem da visita às quatro (havia uma quinta na Rua Nova do Almada) igrejas do Chiado, na Páscoa.

As identificações e datas (esta é de 1943) apontadas por MARINA TAVARES DIAS nos dossiers dos estúdios de Horácio Novaes desapareceram após a morte do seu assistente, António Lanceiro, com a venda ou cedência dos negativos a uma instituição que preservou apenas os negativos.


Apenas mais duas 
de tantas possíveis insistências:



Esta série fotográfica não representa um cortejo das celebrações dos centenários no âmbito da Exposição do Mundo Português de 1940. Trata-se da encenação de Leitão de Barros conhecida por Cortejo Histórico, celebrando a reconquista de Lisboa. A data é 1947.






As imagens com os principais grandes cinemas da Lisboa da
década de 1950 não se destinavam a reportagem
sobre os mesmos. Foi uma encomenda da firma Phillips,
que fornecia a iluminação de interiores e de fachadas


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

BANHA DA COBRA

Photographias de Lisboa
de
Marina Tavares Dias :

«DEITEM-SE OS PÓS
n'um copo d'agua», diz o pelotiqueiro desencantado por Benoliel ali à praça Luiz de Camões, na fronteira do Bairro Alto. A reportagem do dia 6 de Junho de 1910 revela que os charlatães resolvem todos os problemas, desde a febre dos fenos até aos bicos de papagaio. Nesta época, estão por Lisboa toda. "Lisboa toda", salienta o articulista, é "o Chiado, a Rua do Ouro, o Rocio, parte da Avenida, as secretarias de Estado e o ambinete secreto de certos ninhos galantes". A todos, o charlatão leva os seus pós e o seu conforto. E a Praça de Camões é sempre um mar de gente.




domingo, 1 de junho de 2014

Peças do ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS: os cartões das vistas estereoscópicas.





Verso de cartões das vistas estereoscópicas da famosa Loja 92 (na Rua Nova do Almada e sucursal na Rua do Ouro), também conhecida por Casa dos Chapéus de Chuva. As vistas eram de Lisboa, mas o chic era chamarem-se «Paris».
Para quem não se lembre, recordamos tratar-se da casa que ficou famosa através de enormes campanhas publicitárias com este logótipo «92», em cartazes colados pela cidade de finais do século XIX. Como brindes a clientes certos, mandava fazer os célebres pratos/calendário que ainda hoje aparecem à venda. A Loja 92 ardeu no incêndio do Chiado, em 1988. Durara mais de um século.

segunda-feira, 31 de março de 2014

CHIADO ABAIXO




...numa manhã do Outono de 1912, duas costureiras dos elegantes armazéns trazem consigo a merenda da tarde. Vestem de acordo com o figurino importado, mas o tecido é, provavelmente, dos saldos do Grandella: fim de peça e fim de estação. O fotógrafo Benoliel retratou dezenas de costureirinhas para reportagens da "Illustração Portugueza" sobre os novos hábitos da mulher trabalhadora a "viver fora de casa". Na foto, à esquerda, a montra da casa Ao Último Figurino (mais tarde, Novo Figurino), fundada em 1910. Mais acima, a loja de ferragens Shefield House e um salão de chá, onde mais tarde se instalaria A Pompadour.

Em MARINA TAVARES DIAS
PHOTOGRAPHIAS DE LISBOA

domingo, 16 de março de 2014



A história 
do
GRANDELLA
por
MARINA TAVARES DIAS
em
LISBOA DESAPARECIDA
(pequeno fragmento)

«[.../...] "Entrando pela Rua do Carmo encontra-se a mais importante e mais rica secção do estabelecimento. É a secção de sedas. O seu sortimento proveniente das principais fábricas estrangeiras, eleva-se a algumas centenas de contos de réis. Aqueles castelos de peças, cheias de vida, de finura, de graça, matizadas, vaporosas, estonteantes, dão a esta . secção um tom de grandeza que deslumbra". [...]

Correspondia o sexto pavimento do Grandella ao primeiro andar sobre a Rua do Carmo. Aí se instalou um alfaiate, um decorador e a zona para artigos de viagem. Pelo andar seguinte distribuíram-se os escritórios, paredes meias com secções de atendimento, infor­mações, promoção, distribuição e encomendas para a província. 

Salas de jantar, de fumo e de leitura dos donos da casa foram decoradas em três estilos: árabe, Luís XV e Luís XVI, tudo no quarto andar do lado do Chiado. [...], e lustres e azulejos assinados por Bordallo Pinheiro. O décimo pavimento, parte da casa particular dos Grandellas, era em grande parte ocupado pelo maquinismo do grande relógio sobre a Rua do Carmo.»
(continua no livro)

Ajude-nos a divulgar

LISBOA DESAPARECIDA

«clicando»
nos nossos anunciantes.
Bem haja!

segunda-feira, 3 de março de 2014

LISBOA NOS PASSOS DE FERNANDO PESSOA de MARINA TAVARES DIAS

Um exemplo da paginação do mais completo passeio pelas moradas e locais pessoanos da cidade, magistralmente guiado pela olisipógrafa Marina Tavares Dias.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Vai um chá GRANDELLA?



capa de partitura musical, c. 1906.




MARINA TAVARES DIAS 
em
LISBOA DESAPARECIDA II:
«A História fabulosa de Francisco de Almeida Grandella»

[.../...] A loja com entrada para a Rua do Carmo, andar nobre da casa, ficou dedicada às sedas, às fitas e às rendas -todos os atavios da "toilette" feminina em tempos anteriores ao pronto-a-vestir. Sobre esta área, a zona mais frequentada pelas damas de sociedade, vale a pena registar os louvores publicitários das agendas Grandella: "Entrando pela Rua do Carmo encontra-se a mais importante e mais rica secção do estabelecimento. É a secção de sedas. O seu sortimento proveniente das principais fábricas estrangeiras, eleva-se a algumas centenas de contos de réis. Aqueles castelos de peças, cheias de vida, de finura, de graça, matizadas, vaporosas, estonteantes, dão a esta . secção um tom de grandeza que deslumbra". [.../...]

sábado, 28 de dezembro de 2013

AS CHAMINÉS DO ELEVADOR DE SANTA JUSTA



O ASCENSOR DO CARMO AINDA COM CHAMINÉS.
HdEdC - MARINA TAVARES DIAS

[38* O Ascensor do Carmo (ou de Santa Justa), inaugurado a 10 de Junho de 1902, pertencia à empresa homónima, que se transformou em sociedade anónima em Fevereiro de 1903. Em contrato de 20 de Novembro de 1905 foi arrendado à Lisbon Electric Tramways Limited, que o electrificaria em 1907. Dissolvida a Empresa do Elevador do Carmo em 1938, passou o ascensor para a posse da Lisbon Electric, que cedeu a sua exploração à Carris em Agosto de 1943. Foi trespassado definitivamente a esta última em 1973.]

(nota de rodapé de página do livro 
HISTÓRIA DO ELÉCTRICO DA CARRIS
edição oficial, 
de 
MARINA TAVARES DIAS)

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

domingo, 25 de agosto de 2013

PERFUMARIA DA MODA




                                antes e depois do incêndio 

                                  de 25 de Agosto de 1988

                                 e fachada na actualidade



[.../...] Pergunto-lhes se pensam que o fogo vai chegar pelas traseiras. Parecem convictos de que o travarão antes que isso possa acontecer. O tubo que vai dar ao Eduardo Martins está serrado rente à janela deste lado. Talvez tenham razão. Articulo uma desculpa qualquer, falo do jornal, do serviço, da hora de fecho. Regresso às escadinhas e rumo ao topo do Chiado. Na Brasileira, os quadros a óleo foram arrancados sem grande jeito. Há um buraco aberto em cada canto de parede onde assentavam desde que, em 1971, substituíram os originais de 1925. Também à pressa vão saindo os arquivos de um banco qualquer. Pilhas de dossiês de todas as cores juntam-se, em fila, às pessoas que rezam, penduradas na grade de segurança. Para cá dessa grade, gente de joelhos. Os comerciantes da Rua Garrett pensam que, travado a norte pelo edifício do Montepio Geral, o fogo subirá agora a encosta, não poupando uma única loja. Encontro Carlos Pinto Lima, dono da Perfumaria da Moda, na Rua do Carmo (cujos interiores «estilo caixinha de bombons» fizeram de cenário no filme «O Pai Tirano», de António Lopes Ribeiro, em 1941). Diz-me apenas, apoiado no ombro do filho: «Desapareceu. A perfumaria desapareceu completamente.» 

MARINA TAVARES DIAS
Ler o resto em: revista Visão (edição de 22 de Agosto de 2013)

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

EM CAMPANHA PELA RECONSTRUÇÃO DO CHIADO (1988)

Excertos de dois dos inúmeros textos publicados por Marina Tavares Dias em jornais e revistas, entre Agosto e Dezembro de 1988, defendendo a manutenção das lojas históricas que arderam no incêndio do dia 25 de Agosto de 1988. Textos e fotografias das publicações da época: ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS.



quarta-feira, 14 de agosto de 2013

CHIADO, 25 anos depois.

                                      Aqui esteve até 1988 a lindíssima Perfumaria da Moda 
                                    (concepção e imagens ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS)

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Aqui foi a célebre mercearia Martins & Costa. 
(concepção e imagens ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS)


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Aqui foi a centenária Casa José Alexandre. 
(concepção e imagens ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS)


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Aqui foi o luxuoso e setecentista Jerónimo Martins. 
(concepção e imagens ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS)


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O CHIADO DO SÉCULO XXI


Como estão, 25 anos volvidos, algumas das moradas que faziam parte do património lisboeta e que desapareceram no dia 25 de Agosto de 1988? (concepção e imagens ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS)


P.S. -- Já sabemos que vai haver tentação de muito «copianço» por parte de tv's, revistas, jornais, sites e blogs, quando chegarem os 25 anos de incêndio. Pelo menos, mandem uma mensagem para o blog, para que possamos por-vos em contacto com a escritora.Todas as fotografias das lojas como estavam antes do incêndio podem ser vistas, a ilustrar a descrição da história de cada local, nos volumes da LISBOA DESAPARECIDA de MARINA TAVARES DIAS.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

25 ANOS DEPOIS

LISBOA DESAPARECIDA
de
MARINA TAVARES DIAS

volume II

Capítulo
OS GRANDES ARMAZÉNS DO CHIADO

'Em 1912, a firma alargou as instalações por toda a ala direita para a Rua Nova do Carmo, inaugurando também sucursais no Porto e em Coimbra, assim como uma grande fábrica na Rua da Bombarda, aos Anjos. A publicidade da época mostra-nos algumas das produções exclusivas da casa: cavalinhos de pasta, chapéus de palha, longos tapetes e, claro, todos os tipos de renda. Uma nova inauguração, com instalações melhoradas, deu direito a brindes aos fregueses, no dia 12 de Maio de 1913. Com vinte sucursais no continente e ilhas, a década seguinte preparou os proprietários para a aquisição do imóvel. O ano em que esta se concretizou – 1927 – acabou por ser de grandes dificuldades económicas. 

O processo do edifício dos Grandes Armazéns do Chiado [.../...] [obras numerada como 495 no Arquivo Intermédio da Câmara Municipal de Lisboa] revela que, nesse mesmo ano, os proprietários solicitam à Câmara um adiantamento das obras de restauro do imóvel, alegando dificuldades no financiamento das mesmas. Do mesmo processo (outro volume) consta um pedido felizmente indeferido para demolição do edifício. Tem a data de 27 de Abril de 1970 e refere a intenção dos herdeiros de Joaquim Nunes dos Santos: «construir uns grandes armazéns modernos». É possível que, entre estes mesmos herdeiros, as opiniões sobre o futuro do imóvel se dividissem já. 

Efectivamente, a venda dos armazéns, ocorrida cerca de dez anos depois, é ainda hoje recordada com muito pesar por alguns elementos da família Nunes dos Santos. Seja como for, o edifício foi vendido por 500 mil contos em 1980, a uma sociedade constituída por Manuel Martins Dias (dos supermercados Paga-Pouco) e José Pereira Dias (dos Armazéns do Conde Barão). Esta firma acumulou dívidas ao longo de cinco anos e o edifício voltou à praça em Maio de 1986, sendo adquirido pela Caixa Económica do Funchal (posteriormente Banco Internacional do Funchal), à qual Martins Dias nunca reconheceu a posse do imóvel. No dia 24 de Agosto de 1988, Martins Dias foi libertado, após a acusação de burlar uma companhia de seguros através de fogo posto no armazém Paga-Pouco de Tavira. O futuro dos Grandes Arrmazéns do Chiado não parecia brilhante, enquanto os trabalhadores, numa derradeira esperança, enviavam um pedido de classificação do edifício para o Instituto Português do Património Cultural.

Os Grandes Armazéns do Chiado arderam no dia 25 de Agosto de 1988. Arderam todos os andares, todo o recheio, e as colunas de mármore, os atlantes de estuque, os frescos dos tectos, as talhas de madeira do andar nobre. Arderam mesmo as duas figuras de bronze que mantinham guarda à porta e que pertenciam à colecção particular da família Nunes dos Santos. Do Palácio Barcelinhos ficou a fachada com as suas sacadas e brasão. E tinha ficado o belo alpendre de ferro forjado e fundido que foi o maior de Lisboa. Mas, esse, foi demolido pelas obras de «rescaldo» e pela incompetência de quem deveria ser responsável. '

terça-feira, 16 de abril de 2013

CHIADO:

AS PORTAS DE SANTA CATARINA







« O alinhamento dos edifícios na quinhentista Rua Direita das Portas de Santa Catarina diferia alguma coisa do Chiado que hoje conhecemos. O traçado da rua mantém-se semelhante àquilo que foi antes do terramoto, mas o novo alinhamento eliminou muitas das pequenas travessas que se abriam em direcção ao monte do Carmo. Azinhagas e becos foram, depois, substituídos por novos prédios. Os documentos da reconstrução identificam alguns: Travessa da Casa dos Sá e Menezes, Azinhaga de Gil Vicente, Beco da Cruz, Travessa do Sacramento (a calçada do mesmo nome mantém o local).

E difícil imaginar o cenário de movimentada artéria. Mas parece hoje provado que o topónimo Chiado nasceu nesta época e numa taberna da zona. Assim, a história da Rua Garrett que hoje conhecemos começa na primeira esquina da mesma rua, no quarteirão onde estão os despojos da Antiga Casa José Alexandre »

( pequeno fragmento

de um dos textos

do segundo volume

da LISBOA DESAPARECIDA

de MARINA TAVARES DIAS )

 

Incêndio do Chiado

1988

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

LISBOA DESAPARECIDA de MARINA TAVARES DIAS

Alguns dos temas dos 10 volumes de
 
 
 

LISBOA DESAPARECIDA

 
de

 

MARINA TAVARES DIAS

 
 
 
 
 
(num clip com imagens alusivas aos mesmos)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

LISBOA DESAPARECIDA - volume II

GRANDES ARMAZÉNS DO CHIADO
em
LISBOA DESAPARECIDA,
de
Marina Tavares Dias,
volume II.
O Palácio Barcelinhos, onde estavam instalados os Grandes Armazéns do Chiado. Este local correspondia à antiga igreja do Convento do Espírito Santo da Pedreira. O interior do edifício ficou reduzido a cinzas durante o incêndio do dia 25 de Agosto de 1988.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Cinco décadas de chávenas de A Brasileira (1945-1995)




OS CAFÉS DE LISBOA,
de Marina Tavares Dias (1999)

capítulo «A Brasileira».


Cinco décadas de chávenas da Brasileira (1945-1995). Quatro dos exemplares escolhidos para o livro.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

LISBOA MISTERIOSA.

O que queremos realmente dizer quando contamos que caiu o Carmo e a Trindade?
Porque que é que já não existem as Obras de Santa Engrácia?
Qual é o animal mais célebre da Penha de França?
Será que Martim Moniz ficou mesmo entalado na porta do castelo?
Ulisses foi ou não o fundador de Lisboa?
Afinal, quem é o padroeiro da cidade?
Será que o Rossio já cabe na Rua da Betesga?
Porque é que Campo de Ourique ficava rés-vés?
Qual a Palma que deu nome à Rua e a Figueira que deu nome à Praça?
Estes são alguns dos mistérios aqui desvendados por Marina Tavares Dias (jornalista, fotógrafa, escritora e olisipógrafa).
Lisboa Misteriosa é um magnífico álbum, com fotografias raras que ilustram o texto pautado pelo mistério e pelas lendas. Histórias que ouvimos desde sempre e que passaram de boca em boca. Aqui se esclarecem as suas origens, enriquecendo a história da nossa Lisboa. Uma homenagem sem par à Cidade das Sete Colinas.
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ISBN
978-989-672-116-9
EAN
9789896721169
TITULO
Lisboa Misteriosa
AUTOR
Dias, Marina Tavares

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Lançamento de 'LISBOA MISTERIOSA' e 'LISBOA NOS PASSOS DE FERNANDO PESSOA'


'A Editora Objectiva e a Fnac Chiado têm o prazer de o(a) convidar para a apresentação de "Lisboa Misteriosa" e " Lisboa nos Passos de Fernando Pessoa" de Marina Tavares Dias. Dois livros que nos apresentam uma Lisboa diferente e que constituem uma homenagem sem par à Cidade das Sete Colinas. Conta com a apresentação de Catarina Portas.'
Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011, às 18:30, na FNAC Chiado.