Mostrar mensagens com a etiqueta cafés of Europe. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cafés of Europe. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 19 de março de 2014

Ah, a Capital!


Actores do Nacional, 
em noite de ensaio geral, 
posam no restaurante 
do Café Martinho (c. 1910)


- P’ra o Martinho, hein? E Arthur foi-os seguindo timidamente, ansioso por ver o Martinho!
Pareceu-lhe esplêndido, com a acumulação de chapéus altos entre os espelhos dourados, sob uma névoa de fumo de tabaco, no bru-á-á contínuo das conversas. Não se atreveu a entrar. À porta um grupo palrava, e Arthur contemplava-o de longe, com devoção, pensando que deviam ser poetas e estadistas…

Eça de Queiroz, A Capital!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014





MORADAS DOS MAIS MÍTICOS 
CAFÉS DE LISBOA
ATRAVÉS DOS SÉCULOS

Recolha do Arquivo Marina Tavares Dias
com base, exclusivamente, 
nos livros da olisipógrafa

parte I

CAFÉS DO ROSSIO


Café Nicola – Rossio (Praça D. Pedro IV), 25.
Desde 1929. O Nicola inicial, de tempo de Bocage, era anterior a 1787, encerrando em 1837.

Botequim das Parras – Rossio (Praça D. Pedro IV), 27 a 29. Fundado antes de 1790, durou até meados do século XIX. Leitaria Luso-Central a partir de 1916. Depois Restaurante e “
Snack-Bar” Pic-Nic e agora de novo com o nome Luso-Central (restaurante), vale a pena ir ver a recuperação da sua bela fachada de 1916.


Café Chave d’Ouro – Rossio (Praça D. Pedro IV), 33 a 38.
Fundado em 1916 e encerrado em 1959, ocupou inicialmente e até 1935 apenas os números 37 e 38. Comprado pelo Banco Nacional Ultramarino, continua a ser dependência bancária.


A Brasileira (conhecida por Brasileira do Rossio, distinguindo-se assim da Brasileira do Chiado) – Rossio (Praça D. Pedro IV), 51 a 53. Fundada em 1911 por Adriano Telles, o dono da Brasileira do Chiado (café este de que falaremos noutro post) e encerrada em 1960. Reabertura temporária, com o tecto original alterado, durante alguns meses de
 1966. Actualmente: BCP-Millenium.


Café Portugal – Rossio (Praça D. Pedro IV), 56 a 58.
1935-1988, funcionando ultimamente como sala de jogos electrónicos. A partir de 1990 esteve no local a «mega-loja» Valentim de Carvalho. Hoje, é uma sapataria.

Botequim do Freitas – Rossio (Praça D. Pedro IV), 64 e 65.
Mais tarde Café do Gelo.
Inaugurado em 1883. Remodelado em 1939 e em 1954. Encerrado em 1991. Ultimamente, com a mesma designação, funcionava como pastelaria e “snack bar”. Mudou para a denominação Abracadabra em 1991, pretendendo-se “fast-food” português. Há poucos anos, retomou a vocação de café e ainda se chama Gelo. Curiosa a disposição interior, em «L», formato original do estabalecimento.


Botequim do Barão – Rossio (Praça D. Pedro IV), 66 a 68.
Depois sucessivamente chamado Café Moreira e Café Europa. Deu lugar a uma livraria no final do século XIX. Actualmente: telefones públicos do Rossio (loja da Portugal Telecom ou, desde esta semana, chamada MEO).


proximamente:
CAFÉS DA PRAÇA D. JOÃO DA CÂMARA 
(ANTIGO LARGO CAMÕES)



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O maior café lisboeta de 1930

No livro «OS CAFÉS DE LISBOA»© 
de MARINA TAVARES DIAS.

Um capítulo sobre o Café Chave d'Ouro. Inaugurado em 1916. Encerrado em 1959. Mais uma dependência bancária, menos um café no Rossio. Aqui na fotografia, a azáfama dos lisboetas no dia da célebre reabertura, após remodelação, em 1930. Ocupando todos os andares do edifício, passava a ser o maior café de Lisboa.

ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS