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domingo, 20 de julho de 2014

PARA UMA HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA EM PORTUGAL

MARINA TAVARES DIAS
em LISBOA DESAPARECIDA
volume VII, capítulo sobre
RETRATISTAS DO SÉCULO XIX

«A história dos estúdios fotográficos lisboetas está por fazer. Apesar de lhes devermos as imagens que, durante século e meio, adornaram paredes e atenuaram distâncias, ninguém se lembrou de registar a maior parte desses nomes e dessas moradas. Actualmente, após o desaparecimento de todos os ateliers de retrato que marcaram uma era na cidade, torna-se difícil recuperar a obra e a memória de quem fixou para o futuro o rosto e a pose dos lisboetas de antanho. Resta uma parcela ínfima de cada obra, hoje dispersa por arquivos, alfarrabistas, museus e álbuns de família.

As casas fecharam, os prédios foram remodelados ou demolidos, os espólios foram desbaratados. Fotografias identificadas pelo cartão em que foram montadas transmitem-nos, a esta distância temporal, no olhar vago dos retratados, costumes e enredos por adivinhar. As cartes de visite e os cabinets oitocentistas, tão fáceis de encontrar, por baixo preço, em caixotes de alfarrabistas, são um marco da história da fotografia e um monumento ao hábito ocidental de cultivar a imagem.

Ainda que arremetidos, pelo passar do tempo, para o anonimato, todos esses fantasmas têm uma história para contar. Ou melhor, duas: a do fotografado e a do próprio fotógrafo. Fotógrafo cujo legado ao futuro não foi aparentemente além de um amontoado de rostos e de posturas, um dia iluminados pela paradoxal subjectividade da sua objectiva. [...]»

(continua no livro)








segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

D. CARLOS uma biografia por Marina Tavares Dias

 
D. CARLOS, o Rei de 1900

« Numa das suas cartas a João Franco, publicadas em 1924* com enorme sucesso editorial, D. Carlos escreveu: 'Não me admira que nestes momentos turvos alguns apareçam e alguma coisa tentem; mas para isso é que nós cá estamos e por certo nem a ti nem a mim será o medo que nos fará mudar de caminho'. [carta de 8 de Agosto de 1907] O Rei sabe, portanto, dos perigos que o espreitam. Desvaloriza-os, mas sabe. E não muda em nada o seu quotidiano por medo do que possa vir a acontecer. Os deveres de Estado ainda o chamam a Lisboa uma vez, a 11 de Janeiro, mas rapidamente regressa a Vila Viçosa, onde permanece mesmo após a chegada das piores notícias. »

Pequeno excerto do último capítulo
de D. Carlos,
de Marina Tavares Dias,
edição de 2007.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Cinco décadas de chávenas de A Brasileira (1945-1995)




OS CAFÉS DE LISBOA,
de Marina Tavares Dias (1999)

capítulo «A Brasileira».


Cinco décadas de chávenas da Brasileira (1945-1995). Quatro dos exemplares escolhidos para o livro.


quarta-feira, 10 de junho de 2009

Fernando Pessoa numa cadeirinha que não era dele

O estúdio de João Francisco Camacho foi dos mais importantes na Lisboa de finais de Oitocentos. Tinha entrada pelo número 116 da Rua Nova do Almada (edifício dos Grandes Armazéns do Chiado).
Natural da Madeira, Camacho viveu em Paris, conhecendo grandes profissionais e trabalhando como discípulo do «inventor» da carte de visite, Disderi.
Esta fotografia do futuro poeta Fernando Pessoa é posterior à reconstrução do atelier (após o incêndio do Palácio Barcelinhos, em 1880). Camacho viria a morrer em 1898, aos 65 anos. O estúdio passou então para a posse do filho, José Alves Camacho.
In Lisboa Desaparecida, volume 7.

sábado, 30 de maio de 2009

Herculano azeiteiro...


O azeiteiro a quem Columbano Bordalo Pinheiro «deu» a cara de Alexandre Herculano. A fotografia original é de autoria de um dos grandes fotógrafos lisboetas do século XIX: Francisco Rocchini. Mas as semelhanças com Herculano são da exclusiva responsabilidade de Mestre Columbano. In Lisboa Desaparecida, volume 9.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Café Martinho, Praça D. João da Câmara.


Pois é... fica-se um bocado farta de ler e ouvir as histórias deste café serem confundidas com as do Martinho da Arcada. Afinal, apenas porque ambos pertenceram, em meados do século XIX, ao mesmo proprietário: Martinho Bartolomeu Rodrigues.

Aqui fica o primeiro dos «Martinhos», em 1909. Reparem no senhor sentado de castas. É o fotógrafo que fazia a reportagem desta segunda inauguração: Joshua Benoliel. Para «O Século», claro.

(Lisboa Desaparecida, volume I, 1987)