Mostrar mensagens com a etiqueta Tarujo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tarujo. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Do Aqueduto à Ribeira de Alcântara

A velha Calçada do Baltazar, onde Lisboa terminava. Lá estão a guarita e o soldado , marcando o limite da cidade (fotografia de Paulo Guedes, c. 1902). Actualmente, [...] prédios taparam a vista do aqueduto e, mais abaixo, já não corre o caneiro. A rua termina num muro, mas a ribeira ouve-se ainda correr, sob o pavimento.

LISBOA DESAPARECIDA
de
MARINA TAVARES DIAS, 
volume III



quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O Tarujo e a Rabicha

MARINA TAVARES DIAS
em 
LISBOA DESAPARECIDA III:


«As obras do Aqueduto das Águas Livres iniciaram-se a 16 de Agosto de 1732. Decorreram em bom ritmo, estando completamente terminadas em pouco mais de 15 anos. A quem este período possa parecer longo, recorde-se que o aqueduto parte do Olival do Santíssimo, em Caneças, percorrendo 18 quilómetros e 838 metros até às Amoreiras. Só a galeria subterânea mede 4 650 metros, assentes em 109 arcos de pedra. A caldeira tem 137 ventiladores. Quando inrompe do solo, no vale de Alcântara, a galeria prolonga-se sobre 36 arcos monumentais que atingem, em altura, 231 palmos. O maior destes arcos abria-se sobre a Ribeira da Alcântara, na zona em que esta era conhecida por Ribeira da Rabicha.
Para qualquer lisboeta de há cem anos, a Rabicha era Campolide. Os terrenos a norte do aqueduto adquiriram, na generalidade, a designação da principal quinta da zona. E Rabicha ficou sendo, também, o nome da pequena ponte de dois arcos que aparece em todos os mapas, a partir de 1807; e o nome do caneiro que sob ela corria. [...]»
CONTINUA NO LIVRO