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sábado, 14 de dezembro de 2013

LISBOA DESAPARECIDA
de
MARINA TAVARES DIAS

AS AVENIDAS NOVAS

Traçadas no final do século XIX, de acordo com o plano urbanístico de Ressano Garcia, as avenidas que partem da Rotunda (ou Praça Marquês de Pombal) determinaram a expansão de Lisboa num eixo que aponta para norte. Foram baptizadas "Avenidas Novas" pelo povo de Lisboa. Foram também ricamente decoradas com alguns dos exemplos mais conhecidos da arquitectura portuguesa dos primeiros anos do século XX, incluindo a maior parte dos edifícios que receberam, então, o célebre Prémio Valmor.

Por cobiças alheias à harmonia das avenidas, esses edifícios foram quase todos substituídos, ao longo das últimas seis décadas, por construções incaracterísticas.

Na fotografia, o 'atelier' do pintor Malhoa, hoje exemplarmente preservado como Casa-Museu Anastácio Gonçalves. Raro sobrevivente intacto, que em breve será «emparedado» por um quarteirão inteiro de inenarráveis volumetrias.


domingo, 6 de janeiro de 2013

PHOTOGRAPHIAS DE LISBOA

Casa de José Luciano de Castro, na Rua dos Navegantes, número 48. Construída em 1890. Demolida em 1956. Apesar de José Luciano ter sido conselheiro do Rei D. Carlos, foi Aquilino Ribeiro a voz que mais se insurgiu, nos anos 50, contra a demolição deste palacete histórico. Em vão. (postal ilustrado, edição Faustino Martins, c. 1904) -- em Photographias de Lisboa, de Marina Tavares Dias, ed. 1989.

domingo, 29 de maio de 2011

Hospital de D. Estefânia


Começou o «abate» do
Hospital de D. Estefânia.

Nestas coisas de destruição da cidade, já pouco me revolta. Este triplo atentado (histórico, patrimonial e ao bem da comunidade) faz-me abrir uma excepção.

Em 2009, fiz uma página no Facebook para defender a obra da Rainha D. Estefânia (Hospital de D. Estefânia: Nós estamos contra o encerramento»). Duvido que consigamos seja o que for, contra especuladores e PPPs. Mas é obrigação de todos os lisboetas não deixar morrer o assunto.

Este atentado é a coisa mais grave que se programa contra a nossa cidade e as futuras gerações aqui nascidas. Mesmo eu, habituada a toda a espécie de destruição do património, não consigo deixar de ficar pasmada. E já repararam na política de silêncio do Ministério da Saúde (cujas «fontes» nada mandam para os jornais)?

Já repararam no verdadeiro atestado de incompetência que isso representa? - Neste assunto de alienação de património, e mesmo que implique maltratar a saúde das nossas crianças, o MS nem sequer é ouvido ou achado. Valores mais altos...

Começou o abate do Hospital, com a decisão inacreditável de encerrar o bloco de partos a 6 de Junho de 2011. Edifício modelo, com obras de pouco mais de uma década e funcionamento considerado exemplar em termos técnicos e humanos. A partir de Junho, uma criança que nasça doente na Maternidade Alfredo da Costa é separada da mãe, para ir para o Hospital de D. Estefânia. Pareceria anedota, se não fosse aquilo que é.


MARINA TAVARES DIAS