domingo, 31 de maio de 2009

CHIADO ROMÂNTICO


O topo do Chiado na época do Romantismo, no tempo de Garrett e do Marrare do Polimento. Chamava-se ainda Rua das Portas de Santa Catarina. Reparem na estátua do chafariz. O mesmo Neptuno que, depois de passar pela Praça do Chile, está agora no Largo de D. Estefânia.

sábado, 30 de maio de 2009

Herculano azeiteiro...


O azeiteiro a quem Columbano Bordalo Pinheiro «deu» a cara de Alexandre Herculano. A fotografia original é de autoria de um dos grandes fotógrafos lisboetas do século XIX: Francisco Rocchini. Mas as semelhanças com Herculano são da exclusiva responsabilidade de Mestre Columbano. In Lisboa Desaparecida, volume 9.

«Olha o esquimó fresquinho!»


Foi com a fábrica Esquimaux que os lisboetas passaram a chamar «esquimó» ao gelado vendido em dose certa. Estava-se na década de 1930 e a designação permaneceu ao longo dos primeiros anos do segmento de mercado agora chamado «de impulso», com as marcas Olá e Rajá, nas décadas de 1960 e 1970. Esta foi a fotografia escolhida para a capa do nono volume da Lisboa Desaparecida.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Ai, Mouraria.



Ruas limítrofes da zona mais antiga da Rua da Palma e da parte desaparecida da Rua dos Fanqueiros (baixa Mouraria) no início da década de 1940. Edifícios demolidos para abrir o largo que receberia o nome de Martim Moniz.

(Lisboa Desaparecida, volume I, 1987)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Café Martinho, Praça D. João da Câmara.


Pois é... fica-se um bocado farta de ler e ouvir as histórias deste café serem confundidas com as do Martinho da Arcada. Afinal, apenas porque ambos pertenceram, em meados do século XIX, ao mesmo proprietário: Martinho Bartolomeu Rodrigues.

Aqui fica o primeiro dos «Martinhos», em 1909. Reparem no senhor sentado de castas. É o fotógrafo que fazia a reportagem desta segunda inauguração: Joshua Benoliel. Para «O Século», claro.

(Lisboa Desaparecida, volume I, 1987)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

CHIADO ACIMA, CHIADO ABAIXO


É comum encontrar uma dúzia de conhecidos enquanto se percorrem os quarteirões da Rua Garrett. O que levaria cinco minutos a descer transforma-se em derrame duma manhã inteira. Mas ninguém se importa com isso. Há tempo para tudo, ou assim parece. Toma-se café sempre sentado e à espera de companhia. As misturas são aromáticas e diversas - provenientes das colónias ou dos negócios rentáveis com o Brasil - mas vêm mornas. Não é hábito encher a chávena atrás do balcão: os criados trazem-na vazia até à mesa onde aviam da mesma cafeteira todos os convivas. A palavra “bica” está, portanto, por inventar. A melhor moka do século XIX não passa daquilo que, no futuro, se chamará “café de saco”.


(in Lisboa Desaparecida de Marina Tavares Dias, volume IV)