terça-feira, 13 de outubro de 2009

Lisboa Desaparecida: um fenómeno da olisipografia nascido nos jornais


Das chatas e labregas que desciam a ria de Aveiro até aos mais miseráveis bairros da Lisboa de Oitocentos, as varinas cumpriram todos os rituais da estampa etnográfica. Inspiraram poetas, pintores e alfacinhas em geral, atentos aos gritos quotidianos que anunciavam a chegada do peixe: "Viva da costa!"; "Pescada do alto!"; "Olha a bela pescada marmota!". Um dia, desapareceram. Caiou-se de novo a lúgubre Madragoa e fizeram-se restaurantes finos nas antigas tascas do vinho morangueiro, sentaram-se etnógrafos a narrar origens e extinção das «gregas do ocidente», conformaram-se os outros bairros com peixe congelado dos supermercados. Foi assim aos poucos, antes que se desse por isso. Mas foi o fim de uma era. Publicado no «Diário de Lisboa» em 1989.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

sábado, 4 de julho de 2009

CARRO ELÉCTRICO PARA A BOLA
O eléctrico para os estádios costumava ir assim, Avenida da República acima, na década de 1940.
Sporting e Benfica jogavam futebol em dois campos praticamente contíguos, no Lumiar. Os grandes jogos eram à tarde, com luz do dia, porque ainda não chegara o tempo das transmissões televisivas e respectivos horários forçados.
Em Lisboa Desaparecida, volume 3.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Do Passeio Público à Avenida da Liberdade

O Passeio Público, demolido entre 1879 e 1886, para construção da Avenida da Liberdade. Correspondia ao troço entre a Praça dos Restauradores e a Rua das Pretas. No topo do Passeio existia uma praça hoje desaparecida: a Praça da Alegria (de Baixo). À antiga Praça da Alegria de Cima chama-se, agora, apenas Praça da Alegria. No local da fonte representada pela gravura está o monumento aos Restauradores.


Lisboa Desaparecida, volume I, de Marina Tavares Dias. 1987.