domingo, 6 de dezembro de 2009

LANÇAMENTO DA NOVA 'LISBOA DESAPARECIDA'


NO DIA 9 DE DEZEMBRO DE 2009, PELAS 19 HORAS,
NA LIVRARIA BOOKHOUSE DO EDIFÍCIO MUNUMENTAL (Saldanha)
decorre a sessão de autógrafos que marca
o início da actividade da
Lisboa Desaparecida Editores.

E o primeiro livro chama-se:

As Melhores Fotografias
da Lisboa Desaparecida
de Marina Tavares Dias

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

MELHORES FOTOS DA 'LISBOA DESAPARECIDA' À VENDA NO INÍCIO DE DEZEMBRO


«As Melhores fotografias da 'LISBOA DESAPARECIDA' de Marina Tavares Dias». O livro que marca o lançamento da Lisboa Desaparecida Editores. Nas livrarias na primeira semana de Dezembro.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Varinas


Em dias de festa, na Madragoa, comparavam-se arrecadas de ouro, trancelins e enormes corações de filigrana.

No último quartel do século XIX, as varinas estiveram em moda entre a nobreza.

A rainha D. Maria Pia foi fotografada no seu costume de ovarina para um baile de máscaras, gostando tanto da fotografia que quis, depois, retrato a óleo sobre o mesmo tema.

Artigo de 1986


Lisboa Desaparecida: um fenómeno da olisipografia nascido nos jornais


Das chatas e labregas que desciam a ria de Aveiro até aos mais miseráveis bairros da Lisboa de Oitocentos, as varinas cumpriram todos os rituais da estampa etnográfica. Inspiraram poetas, pintores e alfacinhas em geral, atentos aos gritos quotidianos que anunciavam a chegada do peixe: "Viva da costa!"; "Pescada do alto!"; "Olha a bela pescada marmota!". Um dia, desapareceram. Caiou-se de novo a lúgubre Madragoa e fizeram-se restaurantes finos nas antigas tascas do vinho morangueiro, sentaram-se etnógrafos a narrar origens e extinção das «gregas do ocidente», conformaram-se os outros bairros com peixe congelado dos supermercados. Foi assim aos poucos, antes que se desse por isso. Mas foi o fim de uma era. Publicado no «Diário de Lisboa» em 1989.