quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
OS POSTAIS DE PAULO GUEDES
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
O ROSSIO DE POSTAL ILUSTRADO
A fachada lateral do Teatro Nacional D. Maria II, a estátua de D. Pedro IV, a estrutura inconfundível da praça traçada a régua e esquadro pelos arquitectos do Marquês de Pombal - não há que enganar: é o Rossio. E é como se fora, de Lisboa, o seu emblema maior e cosmopolita. Hoje ainda? Talvez. Então era-o decerto.
Mas que Rossio é este? O do carrossel de automóveis, dia e noite incessante à volta da placa central, que conhecemos? Não. Um Rossio diferente e diverso: as tipóias em fila esperam clientes, os outros, os utentes dos transportes públicos e colectivos, têm aqui à sua disposição e escolha dois tipos de "americanos": os fechados e os abertos.
Vem ainda longe a era do carro eléctrico, que esta foto é com certeza bem anterior ao 4 de Março de 1910 escrito à mão por alguém sobre o postal. Mas não é o exótico dos carros puxados a cavalo aquilo que mais nos surpreende. São as pessoas, ou a espantosa rarefacção delas. E o modo de estar das poucas que se vêem. É o Rossio, é. Tão calmo ainda que se imaginaria, porém, outro que não o de hoje por nós, na pressa, cruzado. E não será, efectivamente, outro?
Ele há as fachadas, o teatro e o monumento, mas tudo o resto mudou. As cidades mudam depressa.. Porque se lhes altera a alma. Mesmo se permanecem as pedras.
quarta-feira, 5 de março de 2025
LISBOA, 1940
«A Exposição do Mundo Português será a coroa de glória das opções assumidas por Ferro e apenas esboçadas anos antes, quer na Exposição Industrial do Porto quer na Internacional de Paris, em 1937, onde o pavilhão concebido pelo jovem arquitecto Keil do Amaral rompia com tudo aquilo que, até então, Portugal apresentara ao estrangeiro. No guia da Exposição do Mundo Português, o comissário Augusto de Castro escreve: "Sendo um olhar lançado sobre o passado, [a exposição] não terá um carácter exclusivamente erudito - e muito menos arqueológico. Deverá ser, ao contrário, uma lição de energia, uma perspectiva do génio português através de todos os estímulos de grandeza, um balanço de forças espirituais." Outros panfletos salientam tratar-se da primeira grande exposição histórica do Mundo. Esse mesmo mundo agora - historicamente - em guerra, ajuda a gerar, à volta desta paz sacralizante e sacralizada, o ambiente fictício dum paraíso do absurdo. »
terça-feira, 25 de fevereiro de 2025
ADEUS, BELÉM HISTÓRICA
continua no livro
Forografia: Mestre Horácio Novaes, prova original da época.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025
Avenida Duque de Ávila
Lisboa já se estendeu para norte. Ao Passeio Público, a Avenida da Liberdade passara-lhe por cima para ir dar à Rotunda. A partir daí (menos ambiciosas na sua largueza), diversas avenidas se abriram e, a seguir à (mais modesta) rotunda do Saldanha, nelas outras se cruzaram: as Avenidas Novas. Como esta ainda tão pacata e quase provinciana Avenida Duque de Ávila que aqui vemos, já percorrida por eléctricos, cujos fios, porém, são consertados, ainda, por carros puxados a cavalo.
Puxada a cavalo segue também, na outra via, uma carroça. O mundo - dir-se-ia - caminhava em frente e direito a nós. Equilibrado, embora, em dois pés: o passado e o presente. No meio, estão as poucas gentes que passam, insensíveis decerto à concomitância da História. Só os dois miúdos estacaram. Olhos postos no fotógrafo e no futuro.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2025
PRAÇA DA FIGUEIRA
Marina Tavares Dias em «Os Melhores Postais de Lisboa», 1995:
sexta-feira, 17 de janeiro de 2025
A FEIRA DA LADRA EM POSTAIS
Marina Tavares Dias em «Os Melhores Postais de Lisboa»:
segunda-feira, 9 de setembro de 2024
Carro eléctrico da Carris de Ferro
Carro #eléctrico aberto, no Largo de D. #Estefânia, na década de 1990.
O regresso fez-se como aquisição para o Museu da Carris.
A HISTÓRIA DO ELÉCTRICO DA #CARRIS (edição oficial do centenário)
#livro de
Marina Tavares Dias
quarta-feira, 6 de setembro de 2023
Biografia da Rainha D. Estefânia
LISBOA DESAPARECIDA
de
MARINA TAVARES DIAS
«[---]
A 8 de Julho de 1857, dia de Corpus Chisti, Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen terá decidido que casaria com o rei de Portugal. A ideia parece ter partido – e as «Memórias» do conde de Lavradio apontam nesse sentido – , mais uma vez, do príncipe Alberto de Inglaterra.
Após exame minucioso de todas as hipóteses alternativas na escolha de uma futura rainha para Portugal, Alberto informara Pedro de que Estefânia parecia ser a única princesa católica à altura de tal missão, proveniente como era de uma casa liberal, habituada como estava a um estilo de vida simples e conhecida que era a sua vocação para o estudo e para a caridade.
A fama das virtudes do jovem monarca português chegara, por sua vez, a Dusseldorf, sobretudo após a sua heróica permanência em Lisboa durante o surto de cólera que, em 1856, assolara a capital. O regime político português, minado pela incerteza e pela corrupção, tornava ainda mais louvável, aos olhos da Europa, o jovem monarca que, pela sua cultura e seriedade, era considerado um dos mais dotados soberanos do seu tempo.»












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