terça-feira, 26 de abril de 2016

HOMENAGEM A MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO

Faz hoje, dia 26 de Abril de 2016, um século que nos deixou.

Na FOTOBIOGRAFIA DE MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO,
Marina Tavares Dias recolheu as imagens inéditas, publicando pela primeira vez originais em alta definição, a partir das fotografias que comprou e que encontrou em casa de todos os bibliófilos e coleccionadores da época (1988).

Dois anos depois, levou a exposição de toda a iconografia e bibliografia em primeiras edições a Paris, onde estiveram expostas na sede da UNESCO. Paris reencontrou Mário de Sá-Carneiro. 

Lisboa esqueceu-o. A quinta onde passou a infância, às portas da cidade, foi destruída. a morte continua por averbar na certidão de nascimento. Resta uma única placa, na casa onde nasceu, na Rua da Conceição (dos Retroseiros). Mas a data está errada.

Hoje, a LISBOA DESAPARECIDA de MARINA TAVARES DIAS
homenageia o génio de MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO.

Tanta coisa vai ficar para sempre inédita. Tanto é já referido pleno de enganos e de erros. Tanto se especula academicamente. Mas uma obra MAIOR resiste a tudo.

Hoje, celebramos o génio de MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO.




fotografia original, 
aqui em alta resolução, de 
MARINA TAVARES DIAS
(copyright 1988)
publicada em
Fotobiografia de 
MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO

domingo, 27 de março de 2016

AVENIDA DE ROMA







Fotografia de Mestre Horácio Novaes
divulgada em
LISBOA NOS ANOS 40
de
MARINA TAVARES DIAS
(edição em livro de 1992)


A futura Avenida de Roma, ainda sem quaisquer construções, vista da porta do Hospital Júlio de Matos: ym eixo onde, até 1940, existiram terrenos de cultivo. O Bairro de Alvalade, projecto de Faria da Costa, justificava a ligação da chamada «cidade nova» com o topo da Avenida Almirante Reis, cujo traçado datava de início do século XX.


#Alvalade
#MarinaTavaresDias
#LisboaDesaparecida
#LisboaNosAnos40

domingo, 20 de março de 2016

domingo, 6 de março de 2016

A Moda do século XIX

Marina Tavares Dias
em

A Moda em Lisboa




«Símbolo por excelência do Romantismo, a saia de merinaque, com os seus arcos de barbas de baleia e a sua estrutura de gaiola, ficará para sempre ligada à época de ouro do Passeio Público. Madame Seissal foi a primeira lisboeta a ostentar crinolina, sendo vaiada e coberta de ridículo em pleno Passeio, recolhendo precipitadamente a casa. 






Mas por volta de 1860 já se usava crinolina mesmo nos veraneios pela praia ou nos piqueniques campestres, e até as figurantes do Teatro de S. Carlos exibiam sempre saias de balão, mesmo quando o libreto da ópera contava uma história passada na Antiguidade clássica.






Dançava-se de crinolina nos salões, sempre com mil cuidados para que a proximidade do par não permitisse o desequilíbrio da estrutura: um leve encosto pela frente levantava a saia atrás, desvendando tudo o que estivesse ou não por baixo. 






[...] Quem saísse à tarde para o Passeio Público encontrava um verdadeiro mar de merinaques cobertos de todas as cores, tecidos e enfeites possíveis. A silhueta da mulher voltara às composições aparatosas e à prisão das formas caricaturais. Mesmo assim, os puritanos reclamavam contra o uso de crinolinas: segundo eles, estas podiam muito bem refugiar, sob a abóbada das barbas de baleia, um amante oculto.»

(continua no livro)

sábado, 20 de fevereiro de 2016

A MODA EM LISBOA

Marina Tavares Dias
em 
«A Moda em Lisboa»,

no volume VII:

«A simplicidade do trajo oitocentista só duraria até ao advento da crinolina. De 1820 a 1825 a silhueta começa a cintar-se mais, as saias alargam em baixo e o decote sobe em oval. As mangas continuam com o seu balãozinho no topo, agora cada vez mais colantes e longas, acabando em bico sobre a luva ou sobre a mão. Antes de 1840 essas mesmas mangas estão já enormes, os seus balões tufados foram descendo para acompanhar o movimento dos cotovelos, a cintura afilou-se de novo e os múltiplos saiotes começam a usar tecidos encorpados, prenúncio do que está para vir. »

(continua no livro)






domingo, 22 de novembro de 2015

Viva da Costa



MARINA TAVARES DIAS

Excerto do capítulo "Vendedores e Pregões"

«Pela manhã dentro, os vendedores de fruta, hortaliça, leite e doces chegavam dos arredores saloios. Cabaz à cabeça ou burro pela arreata, eram esperados em todos os bairros. Muitos pregões necessitariam de tradução, se não fossem já bem conhecidos dos lisboetas: "Tamari-dôôôô!"; "A vinte-cincô-salami!"; "Éééé-chega-lá-vaquííínha-chega!".

[...]



Os forasteiros espantavam-se com o hermetismo de algumas destas mensagens publicitárias, e com o facto de em Lisboa tudo se mercar à porta de cada um, como se não houvesse locais para tal destinados.[.../...]»