Subindo duas calçadas íngremes - a da Estrela e a do Combro - este era um dos elevadores mais procurados de Lisboa. Percorria grande parte do trajecto da posterior, e hoje tradicional, carreira de eléctrico número 28. Movido a acetileno, o Elevador da Estrela não sobreviveu ao desuso desse combustível, logo na segunda década do século XX.
Note-se a total ausência de fios eléctricos sobre os carris, assim como a configuração da pequena locomotiva aberta. No entanto, o seu atrelado sugere, já, um futuro carro eléctrico no mesmo percurso. Entre os vários editores de postais lisboetas de 1900, apenas Faustino Martins parece ter conferido grande interesse turístico aos transportes sobre carris. É o único a dedicar-lhes três edições com fotografias em que estes aparecem num grande plano. Além do Elevador da Estrela, publicou ainda imagens de eléctricos abertos, com um ou dois trolleys. A par de «O Carro do Jorge» (edição Malva & Roque), constituem temática privilegiada entre todos os postais lisboetas. De outras cidades - Porto, Coimbra, etc. - não se conhecem verdadeiros grandes planos de eléctricos sobre postal antigo, ou exemplares cuja legenda refira apenas estes meios de transporte.

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