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domingo, 12 de junho de 2022

A Expo de 1940

MARINA TAVARES DIAS

BELÉM 

E A 

EXPOSIÇÃO DO MUNDO PORTUGUÊS


Mapa desdobrável vendido na época e publicado no IV volume
de Lisboa Desaparecida 
de Marina Tavares Dias



*pequeno fragmento do texto
 [...] A Exposição do Mundo Português será a coroa de glória das opções assumidas por [António] Ferro e apenas esboçadas anos antes, quer na Exposição Industrial do Porto quer na Internacional de Paris, em 1937, onde o pavilhão concebido pelo jovem arquitecto Keil do Amaral rompia com tudo aquilo que, até então, Portugal apresentara ao estrangeiro. 

 No guia da Exposição do Mundo Português, o comissário Augusto de Castro escreve: "Sendo um olhar lançado sobre o passado, [a exposição] não terá um carácter exclusivamente erudito - e muito menos arqueológico. Deverá ser, ao contrário, uma lição de energia, uma perspectiva do génio português através de todos os estímulos de grandeza, um balanço de forças espirituais." [...]

 [...] Outros panfletos salientam tratar-se da primeira grande exposição histórica do Mundo. Esse mesmo mundo agora - historicamente - em guerra, ajudando a gerar, à volta desta paz sacralizante e sacralizada, o ambiente de um paraíso do absurdo.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

 Os Azulejos Desaparecidos 

do jornal DIÁRIO DE LISBOA


Enquanto trabalhava naquele jornal, Marina Tavares Dias fotografou muitas vezes as escadarias hoje destruídas, cujos azulejos eram um dos ex-libris do Bairro Alto. Adquira agora um objecto cujo design, a partir dos originais perdidos, foi concebido para os eternizar.

Em todos os suportes, na loja Redbubble do Arquivo MTD

MTD Archives (copy/paste do link em baixo)

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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

FADO –  SONGS ABOUT FATE



Pois é: ficámos surpreendidos ao verificar que quase metade dos nossos leitores moram nos Estados Unidos ou usam servidores ali alojados, Como esse dia coincide com aquele em que um deles muito gentilmente pede um «gravura antiga ligada ao Fado» (todas as gravuras antigas estão ligadas ao fado de alguém, diria aqui Pessoa... talvez).

Bem, aqui está a dupla desenhada por Joubert em 1825 e publicada em gravura nesse mesmo ano. Agora,


excuse us...


FADO – THE SONGS ABOUT FATE

«The fado was born one day/ When hardly a breeze was whispering/ And the sea merged into the sky/ In the tacking of a sailing ship/ In the breast of a sailor-boy/ Who was singing in his melancholy» – so goes the poem written by José Régio and sung by Amália Rodrigues. The real origins of Lisbon’s traditional song are probably much more recent than the era of the Discoveries. There is no written record of the fado before the 19th century. Its melody, which is thought to be the successor of the «lundum» danced by black slaves in Brazil, follows a four-line stanza where each line has a 10-syllable count. But aboveall, it reflects a state of spirit, sad and nostalgic, that Lisbon has made its own. During the 19th century, the fado (the song about fate) was sung all over Lisbon, from Calçada de Carriche to the flat-bottomed boats of the River Tagus, through the taverns of Bairro Alto and the narrow streets of Mouraria. The poignant plucking of guitars was heard in Arco do Cego and in Madre de Deus, in Lumiar and in Laranjeiras, in the Quebra-Bilhas tavern and in the bullring at Campo de Santana. The fado was sung markets, in brothels and in palaces.»


LISBOA/LISBON/LISBONNE/LISSABON - A sua história para os turistas / for the tourist who loves History, book by MARINA TAVARES DIAS, 1992.


lithograph by Joubert, 1825

Text by #ArquivoMarinaTavaresDias