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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Pobres AVENIDAS NOVAS



Traçadas no final do século XIX, de acordo com o plano urbanístico de Ressano Garcia, as avenidas que partem da Rotunda (ou Praça Marquês de Pombal) determinaram a expansão de Lisboa num eixo que aponta para norte. Foram baptizadas "Avenidas Novas" pelo povo de Lisboa. Foram também ricamente decoradas com alguns dos exemplos mais conhecidos da arquitectura portuguesa dos primeiros anos do século XX, incluindo a maior parte dos edifícios que receberam, então, o célebre Prémio Valmor. Por ganâncias várias, esses edifícios foram quase todos substituídos, ao longo das seis últimas décadas, por construções incaracterísiticas e de volumetria exagerada. Restam alguns exemplos importantes, e um quarteirão praticamente intacto com referências que vão dos finais de Oitocentos até à década de 1930.


Capítulo sobre as AVENIDAS NOVAS
no segundo volume da
LISBOA DESAPARECIDA
de
MARINA TAVARES DIAS

Foto: o edifício Silva Graça, mais tarde convertido em Hotel Aviz e agora Hotel Sheraton, entre as avenidas Fontes Pereira de Melo e Cinco de Outubro.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

LISBOA DESAPARECIDA
de
MARINA TAVARES DIAS
Excerto do capítulo "Vendedores e Pregões"

«Pela manhã dentro, os vendedores de fruta, hortaliça, leite e doces chegavam dos arredores saloios. Cabaz à cabeça ou burro pela arreata, eram esperados em todos os bairros. Muitos pregões necessitariam de tradução, se não fossem já bem conhecidos dos lisboetas: "Tamari-dôôôô!"; "A vinte-cincô-salami!"; "Éééé-chega-lá-vaquííínha-chega!".
[...]
Os forasteiros espantavam-se com o hermetismo de algumas destas mensagens publicitárias, e com o facto de em Lisboa tudo se mercar à porta de cada um, como se não houvesse locais para tal destinados.[...]»


terça-feira, 22 de abril de 2014

A Ribeira de Sacavém ou, como lhe chamamos, o Rio Trancão

No início do século XX, pescava-se aqui em barquinhos como este, velejando por recreio. Sacavém e Camarate, adornadas de vastas quintas, faziam bom destino para férias fora de portas, mesmo após o início da urbanização do outro arrabalde que, até então, com este rivalizara: Benfica (Bemfica).

A partir da década de 1940, as descargas poluentes quase mataram o rio. Hoje já não se pesca nem navega, mas pode de novo respirar-se nas suas margens. Embora Sacavém permaneça designação clássica, o rio deve nome oficial a Afonso Trancão, proprietário de salinas e de quintas que atravessava no século XIII. Ou seja, praticamente cem anos após D. Afonso Henriques ter travado, nestas margens, o primeiro combate com vista à futura entrada vitoriosa em Lisboa.


ALBUMINA.  
POMENOR DE CARTÃO ESTEREOSCÓPICO

sábado, 8 de março de 2014

Rua da Prata. Quem a viu; quem a vê

Em: «Lisboa nos Passos de Pessoa»,
de 
Marina Tavares Dias

Fernando Pessoa, cujo domínio absoluto da língua inglesa, raríssimo na Lisboa da primeira metade do século, é cartão de visita em qualquer empresa da capital, transforma-se numa ajuda preciosa para a gerência de muitos escritórios. Adianta correspondência, estabelece contactos internacionais, ajuda no expediente geral. Recusa sempre um emprego fixo. A sua prioridade absoluta é, desde muito cedo, a obra literária. Aqui e ali, entre duas traduções, vai aproveitando a máquina para escrever outras coisas: o “Livro do Desassossego”, por exemplo, é parcialmente concebido na Baixa, sobretudo no primeiro andar da Ourivesaria Moitinho, em cujo escritório trabalha ao longo de mais de uma década.
MARINA TAVARES DIAS


domingo, 2 de março de 2014

CARNAVAL ALFACINHA... quem te viu, quem te vê!





O Carnaval era a mais animada das festas de Lisboa.
[...]Na Avenida da Liberdade havia sempre parada, com carros enfeitados de flores de onde os foliões atiravam confeitos à multidão apinhada nos passeios. Entre as galeras engrinaldadas e as carroças repletas de mascarados, havia grupos de acrobatas executando prodígios como a "pirâmide" e a “dança da roda”. As máscaras mais famosas eram a de “Xéxé” (paródia aos velhos costumes “ancien-régime”) e a de velha-do-capote. Quase todas as famílias populares se organizavam, com os vizinhos, em “cegadas”, espécie de representação popular que metia sempre uma cena de pancadaria e um conhecido mascarado de polícia. Considerado uma festa violenta, devido aos desacatos muitas vezes cometidos pelos foliões em delírio, o Entrudo era acontecimento de primeira página para os jornais. [...]

por
MARINA TAVARES DIAS

sábado, 1 de março de 2014

Na cidade em que Júlio Castilho teve de vender a biblioteca para sobreviver

"[.../...] Neste momento, a casa onde morreu Júlio de Castilho, o pioneiro da olisipografia, está a cair, esquecida e emparedada, com placa de homenagem e um letreiro a dizer «Património Municipal». Este é, senhoras e senhores, o destino do olisipógrafo depois de morto. Enquanto vivo, a sua missão é a História em forma de ferroada. É pouco. Mas se pouco é, para mais não chega cada curta vida. Especialmente num país onde as cidades nunca tiveram os historiadores que merecem, tendo de contentar-se com aqueles que as amam sem sentido da mesura. Aqueles cuja vocação mostra, no mundo do lucro fácil, todos os indícios daquilo que saiu de moda há muitos e muitos anos: raízes, memória, estudo, contemplação, paredes barrocamente repletas de papéis e, sobretudo, andar pelas ruas sem automóvel.  Castilho, por exemplo, teve de vender a sua biblioteca pessoal para poder alimentar a casa. Disso mesmo se queixa em carta a Thomaz de Mello Breyner. Carta essa que comprei há décadas, e que mandei emoldurar. Para que a vida de olisipógrafa nunca me surpreendesse até ao desespero."

MARINA TAVARES DIAS


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A alegria da Feira Popular


Vista aérea da Feira Popular de Lisboa (Avenida da República), na década de 1960 e já como a recordam quase todos os alfacinhas. O encerramento do recinto, há alguns anos e ainda envolto em polémica, privou a cidade de um dos seus mais típicos pontos de encontro.
MARINA TAVARES DIAS
in LISBOA DESAPARECIDA
ilustração do capítulo II do volume 9

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A velha Igreja dos Anjos, demolida há mais de cem anos

Antiga Igreja dos Anjos, demolida em 1907 para passagem da nova Avenida D. Amélia (Almirante Reis). Cantarias, caixotões e talha dourada seriam aproveitadas para o novo templo, construído dois quarteirões acima.

Em: LISBOA DESAPARECIDA de MARINA TAVARES DIAS, volume I, a história da antiga igreja e da paróquia dos Anjos.


A Igreja antiga numa prova fotográfica de Joshua Benoliel.
Onde se vê a curva da Rua dos Anjos corre hoje, e desde 1906,
a Avenida Almirante Reis (outrora Avenida D. Amélia)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Ta-tão, Ta-tão, Ta-tão

Ribeirinho e Leonor Maia - a «Tatão» e o «Chico» - despedem-se à porta da Perfumaria da Moda, na Rua do Carmo. O filme é «O Pai Tirano», de António Lopes Ribeiro (1941). A perfumaria ardeu totalmente em Agosto de 1988, restando a cantaria da fachada, que hoje serve de janela a uma loja Nespresso.

(ver: LISBOA DESAPARECIDA, volume II e LISBOA NOS ANOS 40 | LONGE DA GUERRA, de MARINA TAVARES DIAS)


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

MORADAS DOS MAIS MÍTICOS 

CAFÉS DE LISBOA

ATRAVÉS DOS SÉCULOS

Recolha do Arquivo Marina Tavares Dias
com base, exclusivamente, 
nos livros da olisipógrafa

parte 4

CAFÉS DAS RUAS DA BAIXA

Café Minerva das Sete Portas – Rua dos Sapateiros (conhecida por Rua do Arco do Bandeira), número 152, gaveto com a Rua de Assunção números 74 - 80. Fundado no início do século XIX, encerrado em 1827. No mesmo local esteve depois o Café Montanha, inaugurado em 1864 e encerrado em 1952.
Café Marrare das Sete Portas – Rua dos Sapateiros (conhecida por Rua do Arco do Bandeira), desta vez no gaveto com a Rua de Santa Justa. Fundado por António Marrare em 1804 deu, cerca de um século mais tarde, lugar à sala de jantar do Hotel Francfort.

Martinho da Arcada na actualidade. 
Fotografia Arquivo Marina Tavares Dias

Botequim do Nóbrega – Rua do Ouro, 181 a 187. Encerrado antes de 1885. Posteriormente, esteve aqui a Leitaria Áurea-Peninsular até 1922. Edifício demolido nos anos 20.

Café Peninsular – Rua dos Sapateiros (conhecida por Rua do Arco do Bandeira), 126. Actualmente: Restaurante Paris.

Café-Restaurante Martinho da Arcada – Rua da Prata, gaveto com as arcadas do Terreiro do Paço (Praça do Comércio). Fundado antes de 1782. Em 1989, após obras de remodelação dos interiores, passou a funcionar apenas como restaurante, ficando a área de café reduzida ao espaço das antigas cozinhas e tendo desaparecido a porta para a Rua da Prata.


domingo, 16 de fevereiro de 2014

«REGINA, REGINA, REGINA. É coisa fina!»

Esta embalagem litografada da primeira série de chocolates da marca REGINA, mostrando Cascais como era nas décadas de 1920 e 1930, é apenas um de dezenas de exemplos congéneres, agrupados ao longo de décadas no 
ARQUIVO MARINA TAVARES


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Vai um chá GRANDELLA?



capa de partitura musical, c. 1906.




MARINA TAVARES DIAS 
em
LISBOA DESAPARECIDA II:
«A História fabulosa de Francisco de Almeida Grandella»

[.../...] A loja com entrada para a Rua do Carmo, andar nobre da casa, ficou dedicada às sedas, às fitas e às rendas -todos os atavios da "toilette" feminina em tempos anteriores ao pronto-a-vestir. Sobre esta área, a zona mais frequentada pelas damas de sociedade, vale a pena registar os louvores publicitários das agendas Grandella: "Entrando pela Rua do Carmo encontra-se a mais importante e mais rica secção do estabelecimento. É a secção de sedas. O seu sortimento proveniente das principais fábricas estrangeiras, eleva-se a algumas centenas de contos de réis. Aqueles castelos de peças, cheias de vida, de finura, de graça, matizadas, vaporosas, estonteantes, dão a esta . secção um tom de grandeza que deslumbra". [.../...]

domingo, 9 de fevereiro de 2014

O MUNDO: A demolição da memória de um jornal

Quando, no primeiro quartel de novecentos, a toponímia lisboeta foi alterarada para albergar o nome dos jornais mais importantes da cidade, os títulos homenageados eram os diários de maior tiragem na época: O Século (com sede na Rua Formosa), o Diário de Notícias (na Rua dos Calafates) e O Mundo (na Rua Larga de S. Roque). 

Pois é: a mudança de topónimos tradicionais dá sempre grossa asneira. Mas em nenhum outro caso ficou isso mais evidente. O Diário de Notícias (que saiu da «sua» rua em 1940) e O Século (encerrado em 1977) mantiveram no Bairro Alto nome e topónimo. O Mundo, republicano-progressista, cedo foi apagado da circulação e da toponímia. Conseguiu-se assim o prodígio da «rua com três nomes». Na década de 1980 ainda havia pessoas que chamavam Rua de S. Roque, e outras que chamavam Rua do Mundo à... Rua da Misericórdia

O edifício esteve quase a cair durante décadas. Hoje, recuperado, alberga a Associação 25 de Abril. Do Mundo nada resta. Reparem na fachada. Há um espaço «em branco» entre as varandas. Era lá que, imponente, se erguia o gigantesco globo. Parecia eterno.





domingo, 2 de fevereiro de 2014

BENFICA E O RETIRO FERRO DE ENGOMAR




POR
MARINA TAVARES DIAS

em
LISBOA DESAPARECIDA
(excertos)



«A partir da Quinta das Laranjeiras, a estrada multiplicava-se em edifícios nobres [...] na longa cadeia de jardins e pomares que povoavam o vale de Benfica.»

[...]

«À direita, quase fronteiro ao gradeamento da propriedade do conde de Farrobo, ficava o Convento de Santo António da Convalescença - fundado em 1640 e pertencente aos frades capuchinhos. O edifício foi comprado, após a extinção das ordens, por João Gomes da Costa, que o transformou em casa de campo. »
[...]

«Do mesmo lado da estrada, as quintas maiores e mais conhecidas eram as do Lodi (com uma ermida neo-gótica), do Moller (onde João da Silva Carvalho inaugurou, em 1860, um gabinete fotográfico), a do Soeiro, e, a caminho do Calhariz, a Alfarrobeira, onde se instalou o Hospício de Santa Isabel. »

[...]


Um almoço no Retiro Ferro de Engomar em 1940


[...]
«Antes do desvio para o lugar do Calhariz, existiu - e existe ainda - um dos mais famosos retiros dos arredores: o Ferro de Engomar. O edifício original, de meados do século XIX, possuía o característico pátio com latadas. Na sala de jantar, com a configuração de um ferro de engomar (daí o nome celebrizado), cabiam 300 convivas.»
[...]

«Manuel Inácio, proprietário, beirão natural de Avô, [....] lembrava-se bem do tempo das patuscadas nos arredores, quando o número do telefone que mandou instalar era o 82. [...] e falou-nos do tempo em que um eléctrico parado a meio da Estrada de Benfica (enquanto o guardo-freio vinha "matar o bicho" ao Ferro de Engomar) não incomodava ninguém.»
[...]

«Demolido em 1953, o antigo Retiro do Ferro de Engomar foi substituído por prédios novos. Mas o restaurante subsiste, no mesmo local (ocupando o andar térreo de dois edifícios), conservando o seu "espírito" e as suas especialidades gastronómicas.»

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O maior café lisboeta de 1930

No livro «OS CAFÉS DE LISBOA»© 
de MARINA TAVARES DIAS.

Um capítulo sobre o Café Chave d'Ouro. Inaugurado em 1916. Encerrado em 1959. Mais uma dependência bancária, menos um café no Rossio. Aqui na fotografia, a azáfama dos lisboetas no dia da célebre reabertura, após remodelação, em 1930. Ocupando todos os andares do edifício, passava a ser o maior café de Lisboa.

ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS






terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O Aterro que celebra a data do 24 de Julho



« Com o aparecimento do carros americanos - em 1873 - e o desenvolvimento das obras do porto de Lisboa - iniciadas em 1887 -, o Aterro da Boavista (como continuou, por muito tempo, a dizer-se) ganhou vida própria e muita animação. Fontes Pereira de Mello instituiu a celebração do dia 24 de Julho. Vinham representações de todas as tropas da província, saudar as guarnições alfacinhas; havia parada e salvas de morteiros. Era um dia animado, em que Lisboa acordava cedo e saía em peso à rua. Mas todos os dias eram alegres, na Rua 24 de Julho. Alberto Pimentel, recém-chegado do Porto, espanta-se com tanta animação:

"Dá prazer, dá alegria ver passar, ao meio-dia, especialmente ao Domingo, as carruagens americanas ao longo do Aterro. Sobretudo nas carruagens abertas, que no Porto se denominam dos fumistas, há o ar alegre dos franceses que vão divertir-se ao campo, e que já se sentem felizes só com pensar no champagne.
[...]»



MARINA TAVARES DIAS
LISBOA DESAPARECIDA
pequeno excerto do volume III


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A Empresa Cerâmica de Lisboa, no coração de Campo de Ourique

LISBOA DESAPARECIDA
de
MARINA TAVARES DIAS

Ilustração do capítulo sobre CAMPO DE OURIQUE,
no volume VII

A Empresa Cerâmica de Lisboa. Onde hoje está a Igreja do Santo Condestável. Fotografia em albumina sobre cartão, fomato, 40 X 30 cm. Rua Saraiva de Carvalho em 1904.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

2014: Um desejo por cada colina

LISBOA COMEÇA UM NOVO ANO.



Que 2014 seja ano de:

- Menos património demolido e abandonado.

- Menos negociatas para especulação de terrenos em zonas específicas.

- Mais alegria e animação nas ruas do centro.

- Mais lisboetas a regressarem à capital para morarem com a sua família.

- Mais segurança em todas as freguesias.

- Menos obras megalómanas que desfiguram as avenidas principais.

- Menos licenciamentos sem que quem os assina vá (realmente) ver o que está em causa.




BOM ANO A TODOS OS LISBOETAS.

Marina Tavares Dias e a equipa do blog.



sábado, 28 de dezembro de 2013

AS CHAMINÉS DO ELEVADOR DE SANTA JUSTA



O ASCENSOR DO CARMO AINDA COM CHAMINÉS.
HdEdC - MARINA TAVARES DIAS

[38* O Ascensor do Carmo (ou de Santa Justa), inaugurado a 10 de Junho de 1902, pertencia à empresa homónima, que se transformou em sociedade anónima em Fevereiro de 1903. Em contrato de 20 de Novembro de 1905 foi arrendado à Lisbon Electric Tramways Limited, que o electrificaria em 1907. Dissolvida a Empresa do Elevador do Carmo em 1938, passou o ascensor para a posse da Lisbon Electric, que cedeu a sua exploração à Carris em Agosto de 1943. Foi trespassado definitivamente a esta última em 1973.]

(nota de rodapé de página do livro 
HISTÓRIA DO ELÉCTRICO DA CARRIS
edição oficial, 
de 
MARINA TAVARES DIAS)

domingo, 8 de dezembro de 2013

FADO – THE SONGS ABOUT FATE



Pois é: ficámos surpreendidos ao verificar que quase metade dos nossos leitores moram nos Estados Unidos ou usam servidores ali alojados, Como esse dia coincide com aquele em que um deles muito gentilmente pede um «gravura antiga ligada ao Fado» (todas as gravuras antigas estão ligadas ao fado de alguém, diria aqui Pessoa... talvez).
Bem, aqui está a dupla desenhada por Joubert em 1825 e publicada em gravura nesse mesmo ano. Agora, 

excuse us...


FADO – THE SONGS ABOUT FATE
«The fado was born one day/ When hardly a breeze was whispering/ And the sea merged into the sky/ In the tacking of a sailing ship/ In the breast of a sailor-boy/ Who was singing in his melancholy» – so goes the poem written by José Régio and sung by Amália Rodrigues. The real origins of Lisbon’s traditional song are probably much more recent than the era of the Discoveries. There is no written record of the fado before the 19th century. Its melody, which is thought to be the successor of the «lundum» danced by black slaves in Brazil, follows a four-line stanza where each line has a 10-syllable count. But aboveall, it reflects a state of spirit, sad and nostalgic, that Lisbon has made its own. During the 19th century, the fado (the song about fate) was sung all over Lisbon, from Calçada de Carriche to the flat-bottomed boats of the River Tagus, through the taverns of Bairro Alto and the narrow streets of Mouraria. The poignant plucking of guitars was heard in Arco do Cego and in Madre de Deus, in Lumiar and in Laranjeiras, in the Quebra-Bilhas tavern and in the bullring at Campo de Santana. The fado was sung markets, in brothels and in palaces.»

LISBOA/LISBON/LISBONNE/LISSABON - A sua história para os turistas / for the tourist who loves History, book by MARINA TAVARES DIAS, 1992.

lithograph by Joubert, 1825