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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Lisboa, 1908

MENÇÃO HONROSA
Valmor em 1908, a casa de Branco Rodrigues foi projectada por Manuel Joaquim de Norte Junior, um dos mais celebrados arquitectos do início do século. Este pequeno edifício ocupava o gaveto com o número 36 da Avenida da República, fronteiro ao "chalet" da Viscondessa de Valmor (arq.Ventura Terra, 1906, ainda existente). Nesse ano de 1908, o Prémio foi para Adães Bermudes, com o número 2 da Av: Almirante Reis. Este último ainda existe, mas o palacinho da foto foi demolido em 1950.


(continua no livro)
Em: 

Photographias de Lisboa
de 
Marina Tavares Dias
1989



bilhete postal ilustrado de Paulo Guedes,
editado em 1908, circulado em 1909

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Berço real

MARINA TAVARES DIAS 
em
D. CARLOS | BIOGRAFIA (2007)

«1863

28 de Setembro: à uma e meia da tarde nasce o príncipe D. Carlos Fernando Luiz Maria Victor Miguel Raphael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão, na Sala Verde do Palácio Real da Ajuda, em Lisboa. O pai, D. Luís, foi aclamado Rei de Portugal (por morte do irmão D. Pedro V) menos de dois anos antes. A mãe, Rainha D. Maria Pia, é a filha mais nova do [...] Rei de Itália. O médico obstreta assistente da então tradicional parteira (Narcisa) foi José Eduardo de Magalhães Coutinho.


O futuro Rei D. Carlos, no seu bercinho, 
em «pose» com os pais e com a ama de leite. 
Fotografia de Francisco Gomes, 1863.



29 de Setembro: «Te Deum» solene, na Igreja de S. Domingos, pelo nascimento do príncipe real.

19 de Outubro: O baptismo, feito no paço no dia do nascimento, é oficialmente confirmado na Igreja de S. Domingos, local onde tradicionalmente decorrem as celebrações religiosas da Família Real. A madrinha, por procuração, é a irmã da mãe: princesa Clotilde de Sabóia.»

(EXCERTO DA CRONOLOGIA PESSOAL)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

D. CARLOS uma biografia por Marina Tavares Dias

 
D. CARLOS, o Rei de 1900

« Numa das suas cartas a João Franco, publicadas em 1924* com enorme sucesso editorial, D. Carlos escreveu: 'Não me admira que nestes momentos turvos alguns apareçam e alguma coisa tentem; mas para isso é que nós cá estamos e por certo nem a ti nem a mim será o medo que nos fará mudar de caminho'. [carta de 8 de Agosto de 1907] O Rei sabe, portanto, dos perigos que o espreitam. Desvaloriza-os, mas sabe. E não muda em nada o seu quotidiano por medo do que possa vir a acontecer. Os deveres de Estado ainda o chamam a Lisboa uma vez, a 11 de Janeiro, mas rapidamente regressa a Vila Viçosa, onde permanece mesmo após a chegada das piores notícias. »

Pequeno excerto do último capítulo
de D. Carlos,
de Marina Tavares Dias,
edição de 2007.

domingo, 10 de abril de 2011

REI D. CARLOS numa fotografia única


A mais extraordinária fotografia do Rei Dom Carlos é provavelmente esta, tirada por Joshua Benoliel durante um torneio de florete presidido pelo Rei, na Tapada da Ajuda, em 1907.

Ao lado, fardado, o Infante D. Afonso. O Rei muito mais informal, traja casaco sem bandas e colete de gola, calça 'pied-de poule' e chapéu mole. Pela primeira vez e talvez única vez, o fotógrafo apanhou-lhe o sorriso rasgado, revelando dois dentes nitidamente tortos. Não se preocupa, sequer, em esconder o curativo que lhe protege o dedo queimado pelo calor do charuto.

A imagem foi considerada tão excepcional que vários editores de postais ilustrados a reproduziram na época, mas a riqueza de pormenores apenas é perceptível numa ampliação razoável e a partir do original, como a que aqui mostramos.


Negativo e prova originais

pertencentes ao ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS.

Fotografia seleccionada para a capa de «D. Carlos», biografia publicada por Marina Tavares Dias em 2007.


Numa oferta especial para os leitores do blog Lisboa Desaparecida, aqui fica um boa resolução da referida fotografia. Todos os direitos reservados.