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quarta-feira, 2 de abril de 2014
Ouro é na ourivesaria. E a rua chama-se Áurea
Há quem trate como «exportação» as toneladas de ouro que saíram de Portugal na última década, através das peças desfeitas, desmanchadas, destruídas para fazer barras de ouro a peso. Não louvo o discernimento de quem o faz.
A venda de ouro a peso é responsável pela destruição de verdadeiras obras-primas da filigrana e da mão-de-obra portuguesa, numa época em que cada miniatura, cada medalha gravada, resumia o estilo e o talento do ourives que a fabricava. Torres de Belém em miniatura, medalhas com gravações de todo o tipo de votos e oferendas, pequenos anjos, peixeiras de Lisboa, diminutas réplicas da Torre dos Clérigos ou da torre da Universidade de Coimbra. Havia a malha batida de modo especial por cada artesão, a malha torcida, a malha «corrente», etc., etc., etc.
Tudo isso tem sido derretido como «peças que você já não usa», porque o ouro em barra é que vale como moeda de troca.
Agora que o mercado aurífico está em queda, algumas das lojas de «ouro a peso» estão a fechar à mesma velocidade com que abriram portas. Por isso, talvez seja altura de deixar aqui uma pequena filigrana de papel da década de 1930. Se quer defender a nossa ourivesaria tradicional, os nossos artífices, as nossas peças, não veja o ouro como batata a peso. Para «valores» meramente monetários, existem numismatas, onde pode comprar libras de ouro à cotação do dia.
Ouro português é na ourivesaria. E a rua dos ourives do ouro é, assim determinou o Marquês de Pombal, a Rua Áurea. Vale a pena uma visita.
MARINA TAVARES DIAS
LISBOA DESAPARECIDA
sábado, 15 de março de 2014
EÇA DE QUEIROZ E OS OURIVES DA RUA DO OURO
EÇA DE QUEIROZ
in
Singularidades de Uma Rapariga Loura
citação para roteiro queirosiano em
A LISBOA DE EÇA DE QUEIROZ
de MARINA TAVARES DIAS
citação para roteiro queirosiano em
A LISBOA DE EÇA DE QUEIROZ
de MARINA TAVARES DIAS
sábado, 8 de março de 2014
Rua da Prata. Quem a viu; quem a vê
Em: «Lisboa nos Passos de Pessoa»,
de
de
Marina Tavares Dias
Fernando Pessoa, cujo domínio absoluto da língua inglesa, raríssimo na Lisboa da primeira metade do século, é cartão de visita em qualquer empresa da capital, transforma-se numa ajuda preciosa para a gerência de muitos escritórios. Adianta correspondência, estabelece contactos internacionais, ajuda no expediente geral. Recusa sempre um emprego fixo. A sua prioridade absoluta é, desde muito cedo, a obra literária. Aqui e ali, entre duas traduções, vai aproveitando a máquina para escrever outras coisas: o “Livro do Desassossego”, por exemplo, é parcialmente concebido na Baixa, sobretudo no primeiro andar da Ourivesaria Moitinho, em cujo escritório trabalha ao longo de mais de uma década.
Fernando Pessoa, cujo domínio absoluto da língua inglesa, raríssimo na Lisboa da primeira metade do século, é cartão de visita em qualquer empresa da capital, transforma-se numa ajuda preciosa para a gerência de muitos escritórios. Adianta correspondência, estabelece contactos internacionais, ajuda no expediente geral. Recusa sempre um emprego fixo. A sua prioridade absoluta é, desde muito cedo, a obra literária. Aqui e ali, entre duas traduções, vai aproveitando a máquina para escrever outras coisas: o “Livro do Desassossego”, por exemplo, é parcialmente concebido na Baixa, sobretudo no primeiro andar da Ourivesaria Moitinho, em cujo escritório trabalha ao longo de mais de uma década.
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ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS
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16:58
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