quinta-feira, 9 de junho de 2022
O AZULEJO DA RAINHA DOS MERCADOS
sábado, 18 de maio de 2019
Rua Áurea
Aspectos da Rua do Ouro.O levantamento de todos os edifícios, e respectivas ocupações comerciais ao longo de dois séculos, foi feito por #MarinaTavaresDias para o volume V da #LisboaDesaparecida.
domingo, 21 de janeiro de 2018
O ROSSIO DE POSTAL ILUSTRADO
A fachada lateral do Teatro Nacional D. Maria II, a estátua de D. Pedro IV, a estrutura inconfundível da praça traçada a régua e esquadro pelos arquitectos do Marquês de Pombal - não há que enganar: é o Rossio. E é como se fora, de Lisboa, o seu emblema maior e cosmopolita. Hoje ainda? Talvez. Então era-o decerto.
Mas que Rossio é este? O do carrossel de automóveis, dia e noite incessante à volta da placa central, que conhecemos? Não. Um Rossio diferente e diverso: as tipóias em fila esperam clientes, os outros, os utentes dos transportes públicos e colectivos, têm aqui à sua disposição e escolha dois tipos de "americanos": os fechados e os abertos.
Vem ainda longe a era do carro eléctrico, que esta foto é com certeza bem anterior ao 4 de Março de 1910 escrito à mão por alguém sobre o postal. Mas não é o exótico dos carros puxados a cavalo aquilo que mais nos surpreende. São as pessoas, ou a espantosa rarefacção delas. E o modo de estar das poucas que se vêem. É o Rossio, é. Tão calmo ainda que se imaginaria, porém, outro que não o de hoje por nós, na pressa, cruzado. E não será, efectivamente, outro?
Ele há as fachadas, o teatro e o monumento, mas tudo o resto mudou. As cidades mudam depressa.. Porque se lhes altera a alma. Mesmo se permanecem as pedras.
terça-feira, 26 de abril de 2016
HOMENAGEM A MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO
Na FOTOBIOGRAFIA DE MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO,
Marina Tavares Dias recolheu as imagens inéditas, publicando pela primeira vez originais em alta definição, a partir das fotografias que comprou e que encontrou em casa de todos os bibliófilos e coleccionadores da época (1988).
Dois anos depois, levou a exposição de toda a iconografia e bibliografia em primeiras edições a Paris, onde estiveram expostas na sede da UNESCO. Paris reencontrou Mário de Sá-Carneiro.
Lisboa esqueceu-o. A quinta onde passou a infância, às portas da cidade, foi destruída. a morte continua por averbar na certidão de nascimento. Resta uma única placa, na casa onde nasceu, na Rua da Conceição (dos Retroseiros). Mas a data está errada.
Hoje, a LISBOA DESAPARECIDA de MARINA TAVARES DIAS
homenageia o génio de MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO.
Tanta coisa vai ficar para sempre inédita. Tanto é já referido pleno de enganos e de erros. Tanto se especula academicamente. Mas uma obra MAIOR resiste a tudo.
Hoje, celebramos o génio de MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO.
domingo, 27 de março de 2016
AVENIDA DE ROMA
domingo, 20 de março de 2016
O Palácio da Praia
Data: 1931
sábado, 20 de fevereiro de 2016
A MODA EM LISBOA
em
no volume VII:
«A simplicidade do trajo oitocentista só duraria até ao advento da crinolina. De 1820 a 1825 a silhueta começa a cintar-se mais, as saias alargam em baixo e o decote sobe em oval. As mangas continuam com o seu balãozinho no topo, agora cada vez mais colantes e longas, acabando em bico sobre a luva ou sobre a mão. Antes de 1840 essas mesmas mangas estão já enormes, os seus balões tufados foram descendo para acompanhar o movimento dos cotovelos, a cintura afilou-se de novo e os múltiplos saiotes começam a usar tecidos encorpados, prenúncio do que está para vir. »
(continua no livro)
domingo, 25 de outubro de 2015
Alvalade
Excerto de:
O plano de urbanização do Sítio de Alvalade, futuro bairro do mesmo nome, compreendia a área trapesoidal de cerca de 230 hectares limitada a norte pela Avenida do Brasil (denominada Alferes Malheiro na década de 40), a nascente pela futura Avenida do Aeroporto, a sul pelos terrenos confinantes com a Avenida Almirante Reis e a poente pelo Campo Grande e pela antiga Estrada de Entrecampos. O novo bairro, planeado no final da década de 30 e inaugurado na segunda metade da de 40, pretendia-se estampa ideal da nova cidade. O projecto é do primeiro urbanista português diplomado em Paris: Faria da Costa.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
OS ALMANJARRAS
sexta-feira, 5 de junho de 2015
A LISBOA DE EÇA DE QUEIROZ
quinta-feira, 21 de maio de 2015
O CONVENTO DA ESPERANÇA
[...] Após extinção das ordens religiosas, em 1834, o Convento da Esperança continuou activo. Por morte da última freira - Soror Joaquina Cândida de Jesus -, em 1881, decidiu a Direcção Geral dos Próprios Nacionais que se procedesse a inventário do convento (avaliado em 45 contos de réis) e casas anexas, agora pertença do Estado. Em Novembro, celebrou-se um contrato entre o Governo e a Câmara, determinando demolição parcial e abertura, no mesmo sítio, de uma nova avenida [hoje Avenida D.Carlos].
Quadros e outras obras de arte seriam entregues ao Museu Nacional de Arte Antiga, enquanto a livraria transitou, praticamente intacta, para a Biblioteca Nacional. O livro da fundação do convento ainda ali se encontra, na secção de Reservados. Muitos dos painéis de azulejo acabaram por ser repostos no quartel de bombeiros que hoje ocupa parte da área do mosteiro. Quanto ao orgão, foi doado à Igreja de Santos-o-Velho.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
De Cine Bélgica a Rock Rendez-Vous
sábado, 25 de abril de 2015
A COSTA DE CAPARICA
de
(EXCERTO do capítulo «A Outra Banda»)
« [...] Ao longo de todo o século XIX, a Costa de Caparica é quase exclusivamente um extenso areal, pontilhado por casinhotos de madeira onde se abrigam as famílias dos pescadores. Vai-se à Costa provar a caldeirada ou, mais esporadicamente, visitar o vizinho Convento dos Capuchos, de cujas alturas se avista, plana e interminável, a linha sinuosa da orla atlântica.
Essas primeiras cabanas montadas nos areais deverão datar do último quartel de seiscentos, quando algumas famílias algarvias ou ílhavas ali se fixam provisoriamente, nos meses de Verão, para se dedicarem à pesca.
Documentos reunidos por um mestre das artes de pesca (Francisco José da Silva) apontam o ano de 1770 como data das primeiras residências fixas, em barracas certamente maiores, de vários “mestres” com as suas companhas. José Gonçalves Bexiga (algarvio), Joaquim Pedro (de Ílhavo), Romualdo dos Santos (algarvio) e José Rapaz (de Ílhavo): foram eles os primeiros residentes da Costa de Caparica. A primeira construção relativamente elaborada terá sido a igreja local, praticamente no mesmo sítio onde a vemos hoje, inicialmente revestida apenas de colmo e de junco.»
(continua)
domingo, 19 de abril de 2015
Destino: Exposição
«Na sua área de 560 mil metros quadrados, a Exposição do Mundo Português receberá três milhões de visitantes, de 23 de Junho a 2 de Dezembro de 1940. Entre eles estarão alguns estrangeiros privilegiados – como o escritor Antoine de Saint-Exupéry – que podem viajar pela Europa em guerra, assim como quase todos os intelectuais portugueses que se opõem ao regime. Jaime Cortesão é visto às compras nos "stands" de artesanato, sempre seguido por um agente da PIDE.»
Primeiros autocarros lisboetas, utilizados como teste para transporte de passageiros, do Rossio para Belém. Destino: Exposição.»
quarta-feira, 15 de abril de 2015
O CHIADO DE MESTRE HORÁCIO NOVAES
As fotografias do Chiado de Mestre Horácio Novaes aparecem cheias de gente porque são tiradas para a reportagem da visita às quatro (havia uma quinta na Rua Nova do Almada) igrejas do Chiado, na Páscoa.
As identificações e datas (esta é de 1943) apontadas por MARINA TAVARES DIAS nos dossiers dos estúdios de Horácio Novaes desapareceram após a morte do seu assistente, António Lanceiro, com a venda ou cedência dos negativos a uma instituição que preservou apenas os negativos.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
QUIOSQUE PORTÁTIL
Os quiosques dos bairros populares, cujas ruas eram estreitas e muitas vezes íngremes, adaptaram-se ao meio através do modo e materiais de fabrico. Quase sempre confeccionados em madeira, eram portáteis e mudavam de local seguindo romarias e outros aglomerados humanos. Aqui fica a revelação. O desenvolvimento ficará no livro. Lisboa Desaparecida, de Marina Tavares Dias, volume X (ainda inédito).
quarta-feira, 11 de março de 2015
O Burnay 'do Pataco'
excerto de
capítulo
FIGURAS E TIPOS DAS RUAS
volume I
O Burnay do Pataco, oriundo de família abastada, era pobre mas inconformado. Sentava-se à mesa da Brasileira do Chiado, na década de 1920, e mandava vir almoço, alegando que quem pagaria a conta seria «aquele meu amigo, no grupo ali ao fundo». No início, deu resultado. Mais tarde, dirigia-se directamente ao visado, perguntando se podia sentar-se-lhe à mesa.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
OS GRANDES FUTEBOLISTAS DAS DÉCADAS DE 1920 E DE 1930
VER em:
HISTÓRIA DO FUTEBOL EM LISBOA
de
Equipa-sensação de futebol , nos Jogos Olímpicos de 1928. Lisboa inteira na rua para os receber na Câmara Municipal. Lá em cima, o maior avançado português antes de Peyroteo e Eusébio: Pepe, do Belenenses, então no pico da popularidade. 'Sic transit...'
Bordallo na Mónaco do Rossio
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
FERNANDA
«Particularmente agreste a tratar as mulheres, a má-língua popular celebrizou algumas por muito pouca coisa: a Libânia das Sinas, porque vendia as ditas numa caixinha de pau, ou a Madame Rebolona, porque tinha o costume de passar o dia a ler nos jardins. Poucas conheciam o proveito da fama que lhes era imposta. A sua única diferença era, muitas vezes, uma liberdade menos vigiada, na época em que - como dizia o «Pinheiro Maluco» (figura popular em 1920) - as mulheres se queriam em casa a coser meias. Mas houve quem tivesse vivido à altura do seu mito. Essa assombrosa mulher usava o pseudónimo de Preta Fernanda.»
Nascida em Cabo Verde, na ilha de S. Tiago, em Maio de 1859, Fernanda do Vale recebeu baptismo bem diferente do seu posterior "pseudónimo literário" [.../...].
A sua história completa está contada no volume III
























