Mostrar mensagens com a etiqueta Mouraria. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mouraria. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 27 de março de 2014

A DEMOLIÇÃO DA MOURARIA

Marina Tavares Dias

Lisboa nos Anos 40 | Longe da Guerra
Capítulo III

À medida que iam crescendo edifícios e arruamentos nas novas áreas urbanas a norte da Avenida Almirante Reis ia desaparecendo, a sul, a velha Mouraria. A degradação das casas mais antigas justificava, aos olhos do poder, uma devastação completa: “arrancar o mal pela raiz”. Semana após semana, tombavam por terra algumas referências alfacinhas, como a Ourivesaria da Guia, o Palácio do Marquês de Alegrete ou a Igreja do Socorro. Demolições que continuariam ainda pelas décadas de 50 e de 60, com o desaparecimento do Teatro Apolo e do último arco da cerca fernandina. Mas a Mouraria ocidental não morreu em vão: serviu como exemplo dos erros da demolição sem critério. Antes que o desaparecimento de outros bairros históricos fosse por diante, já tinham mudado os tempos, as vontades e as modas urbanísticas.

Rua e Arco do Marquês de Alegrete.
A Baixa Mouraria foi 
totalmente destruída entre 1946 e 1963.
Aguarela de Roque Gameiro (s/d)

segunda-feira, 17 de março de 2014

A LENDA DA SEVERA

A Severa num estudo 
incompleto de Alberto
de Souza, inspirado na figura
de Palmira Torres no papel
da peça homónima de Júlio Dantas.
A verdadeira Maria Severa nada
teria a ver com estas romanceadas versões
de chinela de verniz a saiotes encarnados



[...] Por volta de 1845, batia-se o fado por tudo quanto era lugar de boémia, desde a Calçada de Carriche até aos botes do Tejo, passando pelas tabernas do Bairro Alto e pelas vielas da Mouraria. Ouviam-se guitarradas no Arco do Cego e na Madre de Deus, no Lumiar e nas Laranjeiras, no Quebra-Bilhas do Campo Grande e na praça de touros do Campo de Santana. 

Nas esperas de gado, nas hortas, nos prostíbulos e nos palácios. Tudo terreno lavrado e sequioso para semear uma tradição e para erguer uma lenda. Assim sucedeu. Enquanto o marquês de Castello-Melhor, o conde de Anadia ou o conde de Vimioso organizavam serões onde punham a nobreza a par da terminologia fadista, a Lisboa da rua, a Lisboa popular ia sedimentando os futuros mitos. O primeiro de todos, heroína digna de romance de cordel, rouxinol da Mouraria, prostituta recebida pelos nobres, foi Maria Severa Onofriana.[...]
MARINA TAVARES DIAS
Continua na LISBOA DESAPARECIDA,
volume IV

sexta-feira, 3 de maio de 2013

PROCISSÃO DA SENHORA DA SAÚDE, no Domingo, na AVENIDA ALMIRANTE REIS


É DIA DE PROCISSÃO

DA SENHORA DA SAÚDE

«encham-me essa Avenida!»



No próximo Domingo de regresso à Avenida. Saudades para D. Genciana... 

[In: FB, Página da LISBOA DESAPARECIDA de MARINA TAVARES DIAS] Fotografias: Arquivo MTD




segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Varininha


Varininha, por Stuart Carvalhaes. Com pregão anexo.

Em Lisboa Misteriosa,
de Marina Tavares Dias,
capítulo «As Varinas Eram Fenícias?»

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Lisboa Desaparecida: um fenómeno da olisipografia nascido nos jornais


Das chatas e labregas que desciam a ria de Aveiro até aos mais miseráveis bairros da Lisboa de Oitocentos, as varinas cumpriram todos os rituais da estampa etnográfica. Inspiraram poetas, pintores e alfacinhas em geral, atentos aos gritos quotidianos que anunciavam a chegada do peixe: "Viva da costa!"; "Pescada do alto!"; "Olha a bela pescada marmota!". Um dia, desapareceram. Caiou-se de novo a lúgubre Madragoa e fizeram-se restaurantes finos nas antigas tascas do vinho morangueiro, sentaram-se etnógrafos a narrar origens e extinção das «gregas do ocidente», conformaram-se os outros bairros com peixe congelado dos supermercados. Foi assim aos poucos, antes que se desse por isso. Mas foi o fim de uma era. Publicado no «Diário de Lisboa» em 1989.

sábado, 30 de maio de 2009

Herculano azeiteiro...


O azeiteiro a quem Columbano Bordalo Pinheiro «deu» a cara de Alexandre Herculano. A fotografia original é de autoria de um dos grandes fotógrafos lisboetas do século XIX: Francisco Rocchini. Mas as semelhanças com Herculano são da exclusiva responsabilidade de Mestre Columbano. In Lisboa Desaparecida, volume 9.

«Olha o esquimó fresquinho!»


Foi com a fábrica Esquimaux que os lisboetas passaram a chamar «esquimó» ao gelado vendido em dose certa. Estava-se na década de 1930 e a designação permaneceu ao longo dos primeiros anos do segmento de mercado agora chamado «de impulso», com as marcas Olá e Rajá, nas décadas de 1960 e 1970. Esta foi a fotografia escolhida para a capa do nono volume da Lisboa Desaparecida.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Ai, Mouraria.



Ruas limítrofes da zona mais antiga da Rua da Palma e da parte desaparecida da Rua dos Fanqueiros (baixa Mouraria) no início da década de 1940. Edifícios demolidos para abrir o largo que receberia o nome de Martim Moniz.

(Lisboa Desaparecida, volume I, 1987)