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sexta-feira, 25 de agosto de 2023

RECORDAR O CHiADO

 

No dia 25 de Agosto de 1988, o Chiado ardeu em parte, tendo perdido para sempre grande parte das suas loja históricas.


No Diário de Lisboa, Marina Tavares Dias iniciou uma série de reportagens em defesa da reconstrução, de acordo com a traça original dos edifícios e com a recuperação das lojas. Para tal, foi lançado um abaixo-assinado para entregar ao então Presidente da República, Mário Soares.


Apesar da reconstrução ter sido feita com respeito pelo traçado pombalino das casas, o plano de conjunto não podia incluir o destino final de cada edifício. As lojas (Eduardo Martins, Casa Batalha, Pastelaria Ferrari, Perfumaria da Moda, Casa José Alexandre, Grandes Armazéns do Chiado, Armazéns Grandella, etc.) não voltaram ao Chiado.




Interior dos Grandes Armazéns do Chiado
(Marina Tavares Dias, 1985)


quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Homenagem ao nosso GRANDELLA

 O Grandella no tempo da sua ampliação (1906), fazendo as galerias parecerem-se com as dos tradicionais Grandes Armazéns de Paris.

Gravura única, pertencente ao Arquivo Marina Tavares Dias, e agora disponível em vários objectos fantásticos na nossa pequena loja na Redbubble. Link directo:

https://www.redbubble.com/i/hat/Grandella-Lisbon-s-once-bigger-Department-Store-by-MTD-Archives/96746669.NJ288

https://www.redbubble.com/people/MTD-Archives/shop










domingo, 16 de março de 2014



A história 
do
GRANDELLA
por
MARINA TAVARES DIAS
em
LISBOA DESAPARECIDA
(pequeno fragmento)

«[.../...] "Entrando pela Rua do Carmo encontra-se a mais importante e mais rica secção do estabelecimento. É a secção de sedas. O seu sortimento proveniente das principais fábricas estrangeiras, eleva-se a algumas centenas de contos de réis. Aqueles castelos de peças, cheias de vida, de finura, de graça, matizadas, vaporosas, estonteantes, dão a esta . secção um tom de grandeza que deslumbra". [...]

Correspondia o sexto pavimento do Grandella ao primeiro andar sobre a Rua do Carmo. Aí se instalou um alfaiate, um decorador e a zona para artigos de viagem. Pelo andar seguinte distribuíram-se os escritórios, paredes meias com secções de atendimento, infor­mações, promoção, distribuição e encomendas para a província. 

Salas de jantar, de fumo e de leitura dos donos da casa foram decoradas em três estilos: árabe, Luís XV e Luís XVI, tudo no quarto andar do lado do Chiado. [...], e lustres e azulejos assinados por Bordallo Pinheiro. O décimo pavimento, parte da casa particular dos Grandellas, era em grande parte ocupado pelo maquinismo do grande relógio sobre a Rua do Carmo.»
(continua no livro)

Ajude-nos a divulgar

LISBOA DESAPARECIDA

«clicando»
nos nossos anunciantes.
Bem haja!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Vai um chá GRANDELLA?



capa de partitura musical, c. 1906.




MARINA TAVARES DIAS 
em
LISBOA DESAPARECIDA II:
«A História fabulosa de Francisco de Almeida Grandella»

[.../...] A loja com entrada para a Rua do Carmo, andar nobre da casa, ficou dedicada às sedas, às fitas e às rendas -todos os atavios da "toilette" feminina em tempos anteriores ao pronto-a-vestir. Sobre esta área, a zona mais frequentada pelas damas de sociedade, vale a pena registar os louvores publicitários das agendas Grandella: "Entrando pela Rua do Carmo encontra-se a mais importante e mais rica secção do estabelecimento. É a secção de sedas. O seu sortimento proveniente das principais fábricas estrangeiras, eleva-se a algumas centenas de contos de réis. Aqueles castelos de peças, cheias de vida, de finura, de graça, matizadas, vaporosas, estonteantes, dão a esta . secção um tom de grandeza que deslumbra". [.../...]

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

LISBOA NOS ANOS 40 - LONGE DA GUERRA
de 
MARINA TAVARES DIAS

Francisco Ribeiro, conhecido pelo nome artístico Ribeirinho, fundou a companhia Os Comediantes de Lisboa em 1944, conseguindo levar a cena muitas obras que a censura trazia de olho. Mas as gerações futuras lembrá-lo-ão sobretudo como realizador (O Pátio das Cantigas, 1942) e actor de cinema (O Feitiço do Império,1940; O Pai Tirano, 1941; O Pátio das Cantigas, 1942; A Vizinha do Lado, 1945, etc.) 

     


          (Ribeirinho como o «Chico da Tatão» em O Pai Tirano
1941;
fotografia cedida pelo cineasta António Lopes Ribeiro para o livro)