Os quiosques dos bairros populares, cujas ruas eram estreitas e muitas vezes íngremes, adaptaram-se ao meio através do modo e materiais de fabrico. Quase sempre confeccionados em madeira, eram portáteis e mudavam de local seguindo romarias e outros aglomerados humanos. Aqui fica a revelação. O desenvolvimento ficará no livro. Lisboa Desaparecida, de Marina Tavares Dias, volume X (ainda inédito).
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quinta-feira, 9 de abril de 2015
QUIOSQUE PORTÁTIL
Os quiosques dos bairros populares, cujas ruas eram estreitas e muitas vezes íngremes, adaptaram-se ao meio através do modo e materiais de fabrico. Quase sempre confeccionados em madeira, eram portáteis e mudavam de local seguindo romarias e outros aglomerados humanos. Aqui fica a revelação. O desenvolvimento ficará no livro. Lisboa Desaparecida, de Marina Tavares Dias, volume X (ainda inédito).
domingo, 13 de julho de 2014
PHOTOGRAPHIAS, PHOTOGRAPHIAS, PHOTOGRAPHIAS
Cada fotografia é um testemunho. Cada testemunho tende para a certidão de uma morte. Quando a fotografia excede a interioridade do fotógrafo no reflexo da época fotografada, é difícil enumerar todas as mortes que acumula a partir do momento que retratou.
Este livro é, simultaneamente, uma narrativa de muitas mortes e de muitos renascimentos. Como uma cidade. Poderia tê-lo chamado "As Melhores Fotografias de Lisboa", partindo do pressuposto que todos os livros reflectem, também eles, uma interioridade. De facto, estas são, entre as imagens encontradas ao longo de dez anos, as que se me afiguram mais dignas de contar a história da cidade no início deste século. As melhores fotografias de uma cidade não são, obviamente, as melhores obras fotográficas realizadas localmente, mas as que desencadeiam, por si, uma narrativa qualquer com ela como força centrífuga. A explicação das páginas pares pretende situar o leitor do ponto de vista do olisipógrafo, em vez de as submeter ao espectador neutro. [...]
MARINA TAVARES DIAS
in
PHOTOGRAPHIAS DE LISBOA (prefácio)
quinta-feira, 10 de abril de 2014
LISBOA DEPOIS DO TERRAMOTO
Entre os gritos e o desespero que se seguiram à manhã do dia 1 de Novembro de 1755, um homem começou a planear uma cidade nova. Mais prática, mais ampla e mais segura. A cidade das Descobertas dará lugar à cidade do Iluminismo. O Marquês de Pombal traça ruas largas sobre a antiga e confusa malha da baixa lisboeta. Para cada rua, prevê um ramo de comércio: os capelistas, os ourives do ouro e da prata, os correeiros, os douradores, os fanqueiros, etc. O Rossio será realinhado. Desaparecerá o Hospital de Todos os Santos. Nascerão os novos mercados, os novos jardins públicos, os novos botequins. Uma cidade dará lugar a outra. E a Baixa Pombalina guardará sempre, como designação, a sua homenagem ao homem que mandou reconstruir Lisboa.
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sábado, 22 de março de 2014
Mil aventuras, mil decisões antes de um livro de Marina Tavares Dias chegar às livrarias
TAKE MCCCXXVIII
O livro está pronto quando está escrito.
Mas falta o resto.
O resto é como preparar um filme. A única coisa em consenso, à partida, é o guião: textos, temas que versam, legendas que se pretendem para fotografias que ilustrarão a prosa.
Depois, investigam-se milhares de fotografias em dezenas de arquivos e colecções. Há que percorrer o Arquivo MTD em busca de mais de três quartos das que serão escolhidas. Há que alinhar capítulos de modo coeso (cronológico? temático? topográfico?), escolher o «design» da paginação, do pormenor das capitulares à opção dos versaletes. Depois, verificar tudo com atenção. Linhas viúvas? Linhas órfãs? Dentes de cavalo? Teclas batidas a dobrar em algum dos espaços? Entrelinhamento certo? Passível de «aconchegar» sem que se detecte a olho nu?
E o formato?
E a gramagem do papel?
E a opção pelo tipo de capa?
E, e, e, e????
São mais mil e uma coisas, até ao corte final da guilhotina que dá forma aos cadernos.
Mas esqueçam, caros leitores.
Vejam apenas um exemplo.
Fácil.
Agradável.
Quantas versões de capa ficam para trás?
Aqui estão algumas das
LISBOA MISTERIOSA de MARINA TAVARES DIAS
que não passaram o crivo final. A primeira seria a preferida pela Autora.
Querem ver como ficou?
- Os últimos exemplares da segunda edição ainda estão em qualquer livraria...
O livro está pronto quando está escrito.
Mas falta o resto.
O resto é como preparar um filme. A única coisa em consenso, à partida, é o guião: textos, temas que versam, legendas que se pretendem para fotografias que ilustrarão a prosa.
Depois, investigam-se milhares de fotografias em dezenas de arquivos e colecções. Há que percorrer o Arquivo MTD em busca de mais de três quartos das que serão escolhidas. Há que alinhar capítulos de modo coeso (cronológico? temático? topográfico?), escolher o «design» da paginação, do pormenor das capitulares à opção dos versaletes. Depois, verificar tudo com atenção. Linhas viúvas? Linhas órfãs? Dentes de cavalo? Teclas batidas a dobrar em algum dos espaços? Entrelinhamento certo? Passível de «aconchegar» sem que se detecte a olho nu?
E o formato?
E a gramagem do papel?
E a opção pelo tipo de capa?
E, e, e, e????
São mais mil e uma coisas, até ao corte final da guilhotina que dá forma aos cadernos.
Mas esqueçam, caros leitores.
Vejam apenas um exemplo.
Fácil.
Agradável.
Quantas versões de capa ficam para trás?
Aqui estão algumas das
LISBOA MISTERIOSA de MARINA TAVARES DIAS
que não passaram o crivo final. A primeira seria a preferida pela Autora.
Querem ver como ficou?
- Os últimos exemplares da segunda edição ainda estão em qualquer livraria...
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
MORADAS DOS MAIS MÍTICOS
CAFÉS DE LISBOA
ATRAVÉS DOS SÉCULOS
Recolha do Arquivo Marina Tavares Dias,
com base, exclusivamente,
nos livros da olisipógrafa
parte 4
CAFÉS DAS RUAS DA BAIXA
Café Minerva das Sete Portas – Rua dos Sapateiros (conhecida por Rua do Arco do Bandeira), número 152, gaveto com a Rua de Assunção números 74 - 80. Fundado no início do século XIX, encerrado em 1827. No mesmo local esteve depois o Café Montanha, inaugurado em 1864 e encerrado em 1952.
Café Marrare das Sete Portas – Rua dos Sapateiros (conhecida por Rua do Arco do Bandeira), desta vez no gaveto com a Rua de Santa Justa. Fundado por António Marrare em 1804 deu, cerca de um século mais tarde, lugar à sala de jantar do Hotel Francfort.
Martinho da Arcada na actualidade.
Fotografia Arquivo Marina Tavares Dias
Botequim do Nóbrega – Rua do Ouro, 181 a 187. Encerrado antes de 1885. Posteriormente, esteve aqui a Leitaria Áurea-Peninsular até 1922. Edifício demolido nos anos 20.
Café Peninsular – Rua dos Sapateiros (conhecida por Rua do Arco do Bandeira), 126. Actualmente: Restaurante Paris.
Café-Restaurante Martinho da Arcada – Rua da Prata, gaveto com as arcadas do Terreiro do Paço (Praça do Comércio). Fundado antes de 1782. Em 1989, após obras de remodelação dos interiores, passou a funcionar apenas como restaurante, ficando a área de café reduzida ao espaço das antigas cozinhas e tendo desaparecido a porta para a Rua da Prata.
sábado, 14 de dezembro de 2013
LISBOA DESAPARECIDA
de
MARINA TAVARES DIAS
de
MARINA TAVARES DIAS
AS AVENIDAS NOVAS
Traçadas no final do século XIX, de acordo com o plano urbanístico de Ressano Garcia, as avenidas que partem da Rotunda (ou Praça Marquês de Pombal) determinaram a expansão de Lisboa num eixo que aponta para norte. Foram baptizadas "Avenidas Novas" pelo povo de Lisboa. Foram também ricamente decoradas com alguns dos exemplos mais conhecidos da arquitectura portuguesa dos primeiros anos do século XX, incluindo a maior parte dos edifícios que receberam, então, o célebre Prémio Valmor.
Por cobiças alheias à harmonia das avenidas, esses edifícios foram quase todos substituídos, ao longo das últimas seis décadas, por construções incaracterísticas.
Na fotografia, o 'atelier' do pintor Malhoa, hoje exemplarmente preservado como Casa-Museu Anastácio Gonçalves. Raro sobrevivente intacto, que em breve será «emparedado» por um quarteirão inteiro de inenarráveis volumetrias.
Traçadas no final do século XIX, de acordo com o plano urbanístico de Ressano Garcia, as avenidas que partem da Rotunda (ou Praça Marquês de Pombal) determinaram a expansão de Lisboa num eixo que aponta para norte. Foram baptizadas "Avenidas Novas" pelo povo de Lisboa. Foram também ricamente decoradas com alguns dos exemplos mais conhecidos da arquitectura portuguesa dos primeiros anos do século XX, incluindo a maior parte dos edifícios que receberam, então, o célebre Prémio Valmor.
Por cobiças alheias à harmonia das avenidas, esses edifícios foram quase todos substituídos, ao longo das últimas seis décadas, por construções incaracterísticas.
Na fotografia, o 'atelier' do pintor Malhoa, hoje exemplarmente preservado como Casa-Museu Anastácio Gonçalves. Raro sobrevivente intacto, que em breve será «emparedado» por um quarteirão inteiro de inenarráveis volumetrias.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
OS TEMAS DA LISBOA DESAPARECIDA | LOST LISBON, THE BOOKS AND THEIR STORIES
LISBOA DESAPARECIDA
de MARINA TAVARES DIAS
Aqui estão alguns dos temas abordados em capítulos especiais, ao longo de nove volumes da LISBOA DESAPARECIDA de MARINA TAVARES DIAS. Apenas algumas das longas conversas estabelecidas com o leitor sobre a História profunda de uma cidade inigualável: das primeiras motocicletas aos últimos grandes cinemas; dos costumes de 1800 às modas de 1900; dos primeirios liceus aos grandes mercados; dos jornais célebres às lojas que mudaram hábitos; do Bairro Alto à beira-Tejo; do Parque Mayer à Feira Popular; dos cafés destruídos à construção dos novos bairros; do teatro ao fado, etc., etc. etc. É um nunca mais acabar de aventuras e percursos.
Não sabe onde encontrar todos ou qualquer dos volumes? Não sabe como adquirir aquele volume que ainda lhe falta?
- É simples.
A loja A VIDA PORTUGUESA de CATARINA PORTAS tem todos os números, incluindo os que já esgotaram nas outras livrarias. Recomendamos que os procure na secção de livraria, sem os manusear muito, pois são MESMO os últimos.
Mais uma razão para visitar as lojas A VIDA PORTUGUESA na RUA DA ANCHIETA e no LARGO DO INTENDENTE, em Lisboa, evitando as grandes superfícies e beneficiando, em tempo de crise, o comércio local - defensor daquilo que é nosso.
Este Natal, viaje pela história da sua cidade. Ofereça a sua cidade a quem mais ama ou a quem mais A ama.
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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
DO PASSSEIO PÚBLICO À AVENIDA DA LIBERDADE
Logo a seguir ao
terramoto de 1755, o Marquês de Pombal pensa dotar a cidade de um grande jardim
público, onde os lisboetas possam conviver entre si. O novo "passeio"
é construído a norte do Rossio, em terrenos conquistados aos arredores. Em
breve se torna o mais frequentado lugar da capital, atingindo o grande
objectivo do Marquês: amalgamar as classes sociais, fazendo despontar novos
hábitos. No início do século XIX, o Passeio é restaurado e favorecido com novo
gradeamento e novos portões. O Romantismo é a sua grande época. Entra na moda
das elites, conhecendo mesmo todos os membros da família real, que por aqui se
passeiam, entre novos burgueses e pobres de pedir, sem medo das multidões.
Entre 1879 e 1886, a Câmara de Lisboa projecta e leva a cabo a demolição do
Passeio, para construção Avenida da Liberdade. Ficou sendo a primeira avenida
lisboeta, bem ao estilo do "boulevard" francês, ladeada de
construções que marcaram época e das quais pouco resta. No topo da Avenida, na
Rotunda (baptizada como Praça Marquês de Pombal), ergue-se o monumento ao
reconstrutor de Lisboa, inaugurado em 1934.
FOTOGRAFIAS DA ÉPOCA.
LISBOA DESAPARECIDA, volume I
Em baixo: pormenores de estereoscopias
de Emílio Biel (Arquivo MARINA TAVARES DIAS)
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domingo, 24 de novembro de 2013
O «CHORA»
«A pequena firma de Eduardo Jorge possui lugar aparte na história do trânsito alfacinha. Foi ela a única que, batalhando em tribunal e nas ruas, conseguiu manter décadas a fio, sobre os carris, os seus carritos desengonçados. Mesmo depois de ter aparecido o poderoso e rápido eléctrico. As quezílias com a Carris eram tão frequentes que os jornais começaram a achá-las assunto corriqueiro.
E o povo de Lisboa, sempre desconfiado do poder instituído, corria em massa para o «chora», apoiando a teimosia do proprietário. Eduardo Jorge viu-se aflito com a chegada dos eléctricos, que dificilmente travavam a tempo de não abalroar as suas carruagens, mas rapidamente calculou a solução: passou a espetar-lhes uma espécie de lança, evitando assim a colisão.
Continuou alegremente sobre os trilhos da Carris. Neles se manteve até à Grande Guerra (mais exactamente até 1917), quando a aquisição das mulas por parte do Exército lhe prejudicou irreversivelmente o negócio.»
MARINA TAVARES DIAS
E o povo de Lisboa, sempre desconfiado do poder instituído, corria em massa para o «chora», apoiando a teimosia do proprietário. Eduardo Jorge viu-se aflito com a chegada dos eléctricos, que dificilmente travavam a tempo de não abalroar as suas carruagens, mas rapidamente calculou a solução: passou a espetar-lhes uma espécie de lança, evitando assim a colisão.
Continuou alegremente sobre os trilhos da Carris. Neles se manteve até à Grande Guerra (mais exactamente até 1917), quando a aquisição das mulas por parte do Exército lhe prejudicou irreversivelmente o negócio.»
MARINA TAVARES DIAS
em HISTÓRIA DO ELÉCTRICO DE LISBOA
domingo, 18 de agosto de 2013
BAIRRO ALTO: a «casa» dos grandes jornais
Marina Tavares Dias
subindo a escadaria do DIÁRIO DE LISBOA
Fotografia de Rodrigues da Silva, 1988.
'[.../...] Quinta-feira, 7 de Abril de 1921. O "Diário de Lisboa" começa a publicação, provisoriamente instalado no número 90 da Rua do Carmo. As janelas abrem-se sobre requintes do comércio mais luxuoso, mas o velho segundo andar deste prédio pombalino ainda se assemelha pouco a uma Redacção: os quartos são acanhados, o acesso à rua é feito por escada íngreme de degraus carunchosos. De noite, os ratos cruzam-se por baixo das bancas dos redactores e sobre a "mesa da estiva" onde, ao centro da sala mais larga, são revistas as provas tipográficas.
Almada Negreiros tem estirador nessa sala. Para o primeiro número do jornal, traça a tinta da china o destino adivinhado dum vespertino de vanguarda. São esboços da vida contemporânea: carros eléctricos, mulheres de saia curta em plena Baixa, luvarias da moda, casas de chapéus. António Ferro escreve um poema sobre essas ilustrações. Ao alto da terceira página, em título garrafal, como um segundo logotipo, manda compôr: "Rua do Oiro". (...) Almada e Ferro assinam, juntos, uma opção do próprio fundador, Joaquim Manso: falar da modernidade, divulgar a poesia, dar emprego aos ilustradores e privilegiar temáticas olisiponenses. Serão presença constante no "DL" de Joaquim Manso e Alfredo Vieira Pinto.
Almada "muda-se" com o jornal, para a Rua Luz Soriano número 44, em 1923. [.../...]
(...) Na sala ampla e arejada do primeiro andar, às mesas de trabalho sentam-se, frente a frente, Rodrigues Pereira e Stuart Carvalhaes, Thomaz Ribeiro Colaço e Pedro Bordallo Pinheiro, Ferro e Álvaro de Andrade, Norberto Lopes e António Carneiro, Artur Portela e Sarmento Duque, Carmen Marques e Vasconcellos e Sá, Miguel Martins e Sá Pereira.'
Almada Negreiros tem estirador nessa sala. Para o primeiro número do jornal, traça a tinta da china o destino adivinhado dum vespertino de vanguarda. São esboços da vida contemporânea: carros eléctricos, mulheres de saia curta em plena Baixa, luvarias da moda, casas de chapéus. António Ferro escreve um poema sobre essas ilustrações. Ao alto da terceira página, em título garrafal, como um segundo logotipo, manda compôr: "Rua do Oiro". (...) Almada e Ferro assinam, juntos, uma opção do próprio fundador, Joaquim Manso: falar da modernidade, divulgar a poesia, dar emprego aos ilustradores e privilegiar temáticas olisiponenses. Serão presença constante no "DL" de Joaquim Manso e Alfredo Vieira Pinto.
Almada "muda-se" com o jornal, para a Rua Luz Soriano número 44, em 1923. [.../...]
(...) Na sala ampla e arejada do primeiro andar, às mesas de trabalho sentam-se, frente a frente, Rodrigues Pereira e Stuart Carvalhaes, Thomaz Ribeiro Colaço e Pedro Bordallo Pinheiro, Ferro e Álvaro de Andrade, Norberto Lopes e António Carneiro, Artur Portela e Sarmento Duque, Carmen Marques e Vasconcellos e Sá, Miguel Martins e Sá Pereira.'
MARINA TAVARES DIAS
(excerto inicial da história do DIÁRIO DE LISBOA. Adaptado para o blog)
domingo, 6 de janeiro de 2013
PHOTOGRAPHIAS DE LISBOA
Casa de José Luciano de Castro, na Rua dos Navegantes, número 48. Construída em 1890. Demolida em 1956. Apesar de José Luciano ter sido conselheiro do Rei D. Carlos, foi Aquilino Ribeiro a voz que mais se insurgiu, nos anos 50, contra a demolição deste palacete histórico. Em vão. (postal ilustrado, edição Faustino Martins, c. 1904) -- em Photographias de Lisboa, de Marina Tavares Dias, ed. 1989.
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012
LISBOA DESAPARECIDA - O INÍCIO
Lançamento do primeiro livro com textos
sobre a Lisboa Desaparecida de Marina Tavares Dias.
Café Nicola, Rossio, Dezembro de 1987
sobre a Lisboa Desaparecida de Marina Tavares Dias.
Café Nicola, Rossio, Dezembro de 1987
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Avenida Duque de Ávila
Avenida Duque de Ávila (c. 1910)
Lisboa Desaparecida
de Marina Tavares Dias,
volume II.
Capítulo As Avenidas Novas.
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terça-feira, 27 de novembro de 2012
HOTEL LYS
Hotel Lys
Avenida da Liberdade
Lisboa Desaparecida
de Marina Tavares Dias,
volume V,
capítulo «O Prémio Valmor»
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domingo, 12 de agosto de 2012
Imagens do livro Photographias de Lisboa
1900 de Marina Tavares Dias. Edição de 1989.
Postais ilustrados da editora do fotógrafo Paulo Guedes (Rua do Ouro).
Postais ilustrados da editora do fotógrafo Paulo Guedes (Rua do Ouro).
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quarta-feira, 14 de março de 2012
OS CARROS AMERICANOS, ANTECESSORES DOS ELÉCTRICOS
O AMERICANO DA CARRIS
«Ficou ontem aberta à circulação a primeira secção de linha de carruagens sobre carris de ferro, pelo sistema americano, em Lisboa, compreendida entre a estação de linha férrea do norte e leste e o extremo oeste do Aterro da Boa Vista. Ficou portanto definitivamente estabelecido na cidade mais um meio de viação, seguro, cómodo e barato que há-de ser o início de maior desenvolvimento e aperfeiçoamento dos veículos de transporte na capital […]. Quando se aproximava a hora de partirem do extremo dessa secção da linha as carruagens com os convidados da empresa dos Carris de Ferro de Lisboa, e as pessoas que em outras eram admitidas, o povo cheio de alegria e curiosidade formava alas em todo o trajecto da linha, para saudar amoravelmente o novo progresso que passava.
A cidade que assistiu à inauguração das carreiras de «americanos» não estava particularmente confiante nas virtudes dos transportes públicos. Os exemplos anteriores tinham habituado todos a vicissitudes então consideradas insuperáveis. Desde o horário desregrado dos ónibus, passando pelo asseio duvidoso dos charabãs, até às tarifas oportunistas dos trens de aluguer, havia uma longa genealogia de desconfianças e de queixas.
Mesmo assim, os jornais não pouparam elogios a um transporte considerado revolucionário, que tinha provado as suas virtudes em cidades estrangeiras (também o Porto já possuía «americanos» desde o dia 15 de Maio de 1872). Em breve, os lisboetas reconheceriam as diferenças do novo sistema de transporte, chegando a considerá-lo como o verdadeiro messias do trânsito alfacinha. Bairros houve em que tal progresso foi saudado com flores para enfeitar os carros e fardas de luxo oferecidas aos cocheiros. O «Diário de Notícias» de 18 de Novembro de 1873 noticia deste modo a inauguração das carreiras:
A estação principal da linha e largo em frente estavam embandeirados e ornamentados de arcos e grinaldas, de verdura e de emblemas nacionais! Uma linha de 32 carruagens […] estava postada sobre os ‘rails’ com os seus cocheiros e condutores singelamente uniformizados e postos sobre as plataformas, e os seus magníficos tiros de cavalos e muares perfeitamente arreados com as testeiras das cabeçadas ornadas de rosetas azuis e brancas [as cores da bandeira nacional do tempo da Monarquia]. Vinte e quatro dessas carruagens eram fechadas e oito abertas, destinadas aos fumistas.»
[Exemplar existente no Museu da Carris]
[Exemplar existente no Museu da Carris]
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
LISBOA MISTERIOSA.
O que queremos realmente dizer quando contamos que caiu o Carmo e a Trindade?
Porque que é que já não existem as Obras de Santa Engrácia?
Qual é o animal mais célebre da Penha de França?
Será que Martim Moniz ficou mesmo entalado na porta do castelo?
Ulisses foi ou não o fundador de Lisboa?
Afinal, quem é o padroeiro da cidade?
Será que o Rossio já cabe na Rua da Betesga?
Porque é que Campo de Ourique ficava rés-vés?
Qual a Palma que deu nome à Rua e a Figueira que deu nome à Praça?
Estes são alguns dos mistérios aqui desvendados por Marina Tavares Dias (jornalista, fotógrafa, escritora e olisipógrafa).
Lisboa Misteriosa é um magnífico álbum, com fotografias raras que ilustram o texto pautado pelo mistério e pelas lendas. Histórias que ouvimos desde sempre e que passaram de boca em boca. Aqui se esclarecem as suas origens, enriquecendo a história da nossa Lisboa. Uma homenagem sem par à Cidade das Sete Colinas.
ISBN | 978-989-672-116-9 |
EAN | 9789896721169 |
TITULO | Lisboa Misteriosa |
AUTOR | Dias, Marina Tavares |
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Lançamento de 'LISBOA MISTERIOSA' e 'LISBOA NOS PASSOS DE FERNANDO PESSOA'

'A Editora Objectiva e a Fnac Chiado têm o prazer de o(a) convidar para a apresentação de "Lisboa Misteriosa" e " Lisboa nos Passos de Fernando Pessoa" de Marina Tavares Dias. Dois livros que nos apresentam uma Lisboa diferente e que constituem uma homenagem sem par à Cidade das Sete Colinas. Conta com a apresentação de Catarina Portas.'
Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011, às 18:30, na FNAC Chiado.
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