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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

LISBOA DAS SETE COLINAS

«Lisboa, Augusta emula de Roma», com sete colinas veras ou ligeiramente pinceladas pela imaginação de historiadores e poetas. Assim será sempre, apesar das muralhas terem desaparecido, de novos eixos terem apontado em direcção ao norte, a ocidente e a oriente. Em vão se crismam novos horizontes, mas a cidade antiga prevalece e ninguém assimila qualquer outra suburbana «alta de Lisboa». O rigor orográfico nem sempre terá sido assegurado, mas no que diz respeito a Lisboa ser a cidade das sete colinas, estamos conversados. Sê-lo-á sempre. É desta majestosa desmaterialização que se fazem as lendas. O resto é apenas terra batida, onde as gerações vão construindo e o tempo vai destruindo. Sucessivamente.

Marina Tavares Dias
in 
Lisboa Desaparecida
volume IX
Capítulo 
Lisboa das Sete Colinas




sexta-feira, 9 de maio de 2014

Pobres AVENIDAS NOVAS



Traçadas no final do século XIX, de acordo com o plano urbanístico de Ressano Garcia, as avenidas que partem da Rotunda (ou Praça Marquês de Pombal) determinaram a expansão de Lisboa num eixo que aponta para norte. Foram baptizadas "Avenidas Novas" pelo povo de Lisboa. Foram também ricamente decoradas com alguns dos exemplos mais conhecidos da arquitectura portuguesa dos primeiros anos do século XX, incluindo a maior parte dos edifícios que receberam, então, o célebre Prémio Valmor. Por ganâncias várias, esses edifícios foram quase todos substituídos, ao longo das seis últimas décadas, por construções incaracterísiticas e de volumetria exagerada. Restam alguns exemplos importantes, e um quarteirão praticamente intacto com referências que vão dos finais de Oitocentos até à década de 1930.


Capítulo sobre as AVENIDAS NOVAS
no segundo volume da
LISBOA DESAPARECIDA
de
MARINA TAVARES DIAS

Foto: o edifício Silva Graça, mais tarde convertido em Hotel Aviz e agora Hotel Sheraton, entre as avenidas Fontes Pereira de Melo e Cinco de Outubro.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A Empresa Cerâmica de Lisboa, no coração de Campo de Ourique

LISBOA DESAPARECIDA
de
MARINA TAVARES DIAS

Ilustração do capítulo sobre CAMPO DE OURIQUE,
no volume VII

A Empresa Cerâmica de Lisboa. Onde hoje está a Igreja do Santo Condestável. Fotografia em albumina sobre cartão, fomato, 40 X 30 cm. Rua Saraiva de Carvalho em 1904.


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A. CAEIRO

Há dias passava eu de carro na Avenida Almirante Reis. Levantando os olhos por acaso, leio no cabeçalho de uma loja: Farmácia A. Caeiro.

Carta de FERNANDO PESSOA
a Armando Côrtes-Rodrigues, 
datada de 4 de Outubro de 1914 e
explicando a génese e os apelidos 
dos seus heterónimos.

Ilustração e citação retiradas de:
A LISBOA DE FERNANDO PESSOA
de 
MARINA TAVARES DIAS


(postal ilustrado em fototipia, edição de Faustino Martins)

domingo, 18 de agosto de 2013

BAIRRO ALTO: a «casa» dos grandes jornais

Marina Tavares Dias 

subindo a escadaria do DIÁRIO DE LISBOA  


                                                        Fotografia de Rodrigues da Silva, 1988.


'[.../...] Quinta-feira, 7 de Abril de 1921. O "Diário de Lisboa" começa a publicação, provisoriamente instalado no número 90 da Rua do Carmo. As janelas abrem-se sobre requintes do comércio mais luxuoso, mas o velho segundo andar deste prédio pombalino ainda se assemelha pouco a uma Redacção: os quartos são acanhados, o acesso à rua é feito por escada íngreme de degraus carunchosos. De noite, os ratos cruzam-se por baixo das bancas dos redactores e sobre a "mesa da estiva" onde, ao centro da sala mais larga, são revistas as provas tipográficas.

Almada Negreiros tem estirador nessa sala. Para o primeiro número do jornal, traça a tinta da china o destino adivinhado dum vespertino de vanguarda. São esboços da vida contemporânea: carros eléctricos, mulheres de saia curta em plena Baixa, luvarias da moda, casas de chapéus. António Ferro escreve um poema sobre essas ilustrações. Ao alto da terceira página, em título garrafal, como um segundo logotipo, manda compôr: "Rua do Oiro". (...) Almada e Ferro assinam, juntos, uma opção do próprio fundador, Joaquim Manso: falar da modernidade, divulgar a poesia, dar emprego aos ilustradores e privilegiar temáticas olisiponenses. Serão presença constante no "DL" de Joaquim Manso e Alfredo Vieira Pinto.

Almada "muda-se" com o jornal, para a Rua Luz Soriano número 44, em 1923. [.../...]
(...) Na sala ampla e arejada do primeiro andar, às mesas de trabalho sentam-se, frente a frente, Rodrigues Pereira e Stuart Carvalhaes, Thomaz Ribeiro Colaço e Pedro Bordallo Pinheiro, Ferro e Álvaro de Andrade, Norberto Lopes e António Carneiro, Artur Portela e Sarmento Duque, Carmen Marques e Vasconcellos e Sá, Miguel Martins e Sá Pereira.'


MARINA TAVARES DIAS 
(excerto inicial da história do DIÁRIO DE LISBOA. Adaptado para o blog)


sexta-feira, 3 de maio de 2013

PROCISSÃO DA SENHORA DA SAÚDE, no Domingo, na AVENIDA ALMIRANTE REIS


É DIA DE PROCISSÃO

DA SENHORA DA SAÚDE

«encham-me essa Avenida!»



No próximo Domingo de regresso à Avenida. Saudades para D. Genciana... 

[In: FB, Página da LISBOA DESAPARECIDA de MARINA TAVARES DIAS] Fotografias: Arquivo MTD




quarta-feira, 27 de março de 2013

AS VARINAS DE LISBOA





 

 

 

 

 
«A indumentária pode variar, de ilustrador para ilustrador, ou em diferentes edições de postal ilustrado. Mas a varina lisboeta enverga invariavelmente um corpete de flanela, uma cinta de lã a altear a saia axadrezada, um avental, um lenço de ramagens cruzado sobre as espáduas e um chapéu redondo de feltro, achatado, com as abas reviradas. A rodilha ou "sogra", sobre a qual assenta a canastra forrada de oleado, e a "patrona", bolsinha lateral para o dinheiro, completam o quadro. Temos, então, a varina, tal como a vemos nas estampas. » 
 
 
 
- MARINA TAVARES DIAS
 em LISBOA DESAPARECIDA,
volume III, capítulo «Vendedores e Pregões».
 
Postais ilustrados do início do século XX. Arquivo MTD.

domingo, 6 de janeiro de 2013

PHOTOGRAPHIAS DE LISBOA

Casa de José Luciano de Castro, na Rua dos Navegantes, número 48. Construída em 1890. Demolida em 1956. Apesar de José Luciano ter sido conselheiro do Rei D. Carlos, foi Aquilino Ribeiro a voz que mais se insurgiu, nos anos 50, contra a demolição deste palacete histórico. Em vão. (postal ilustrado, edição Faustino Martins, c. 1904) -- em Photographias de Lisboa, de Marina Tavares Dias, ed. 1989.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Cinema Lys

Cinema Lys

na Avenida Almirante Reis

(gaveto com a Rua dos Anjos), bairro dos Anjos.

Década de 1940







Lisboa Desaparecida

de Marina Tavares Dias

volume VIII - Os Cinemas de Bairro

terça-feira, 27 de novembro de 2012

domingo, 30 de outubro de 2011

Festas da Cidade, 1934.


Capa do livro comemorativo das Festas da Cidade de Lisboa (incluindo as Marchas Populares). Almada Negreiros, 1934.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Hermínia Silva, a diva castiça do Fado


Hermínia Silva e António Silva
no filme O Costa do Castelo,
de Arthur Duarte.

Lisboa Desaparecida,
de MARINA TAVARES DIAS
volume III,
capítulo «História do Fado».

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Rainha D. ESTEFÂNIA


Rainha D. Estefânia fotografada por Francisco Gomes em 1858 (Arquivo MTD).

O Hospital de D. Estefânia é ideia sua,surpreendida que ficara ao ver as crianças de Lisboa serem tratadas em hospitais para adultos. Mais de século e meio depois, com o previsto encerramento do seu hospital (hoje o único pediátrico do Sul de Portugal), o que foi considerado sórdido em 1858 vai voltar a acontecer


A Rainha D. Estefânia destinou a maior parte do seu dote de casamento à construção do primeiro hospital pediátrico de Lisboa e de Portugal. Fê-lo em 1858, após verificar as condições degradantes em que as crianças doentes da capital eram tratadas nos hospitais então existentes.

Por sua morte, o marido, Rei D. Pedro V, não deixou esmorecer tal sonho. Para que se construísse um hospital pioneiro e ao nível dos melhores da Europa, cedeu parte da Quinta da Bemposta, propriedade da Casa Real.

Hoje, o hospital continua a ser único e imprescindível para quem mora em Lisboa. E o parque que o circunda é uma das poucas manchas verdes que restam no centro da cidade. Mas tudo isto não impede quem, movido por interesses vários, pretende deixar Lisboa sem hospital pediátrico.

domingo, 24 de abril de 2011

Benfica. Igreja e Ribeira de Alcântara

ESTRADA DE BENFICA
na Lisboa Desaparecida

A Ribeira de Alcântara entrava em Lisboa, como já vimos, a sul das Portas de Benfica. Seguia quase paralela à estrada, atravessando as terras que a ladeavam. Mais adiante, em frente da igreja paroquial, passava pelas propriedades da Casquilha e da Feiteira. Na zona de S. Domingos, seguia pela cerca do convento, pela Quinta de Devisme, pelas terras do Lameiro e do Monteiro dos Milhões, correndo depois no leito da actual Rua António Saúde. O Diccionario Etnographico de 1870 chama à ribeira "Rio de Benfica", sugerindo, talvez, uma designação que lhe era atribuída naquela zona.



Lisboa Desaparecida,
de Marina Tavares Dias,
volume III,
capítulo Os Arredores.
Gravura de 1861.

sábado, 9 de abril de 2011

CAMPO DE OURIQUE


Campo de Ourique. Gaveto da Rua Azedo Gneco com a Rua Coelho da Rocha em 1944. As tiras de papel nas janelas eram usadas, nesta época, como protecção contra estilhaços, caso Portugal viesse a entrar na guerra e fosse alvo de ataques aéreos.


«Lisboa Desaparecida», volume VII, capítulo «Campo de Ourique».