
Rainha D. Estefânia fotografada por Francisco Gomes em 1858 (Arquivo MTD).
O
Hospital de D. Estefânia é ideia sua,surpreendida que ficara ao ver as crianças de Lisboa serem tratadas em hospitais para adultos. Mais de século e meio depois, com o previsto
encerramento do seu hospital (
hoje o único pediátrico do Sul de Portugal), o que foi considerado sórdido em 1858 vai voltar a acontecer
A
Rainha D. Estefânia destinou a maior parte do seu dote de casamento à construção do
primeiro hospital pediátrico de Lisboa e de Portugal. Fê-lo em
1858, após verificar as condições degradantes em que as crianças doentes da capital eram tratadas nos hospitais então existentes.
Por sua morte, o marido,
Rei D. Pedro V, não deixou esmorecer tal sonho. Para que se construísse um hospital pioneiro e ao nível dos melhores da Europa, cedeu parte da
Quinta da Bemposta, propriedade da Casa Real.
Hoje, o
hospital continua a ser único e imprescindível para quem mora em Lisboa. E
o parque que o circunda é uma das poucas manchas verdes que restam no centro da cidade. Mas tudo isto não impede quem, movido por interesses vários, pretende deixar Lisboa sem hospital pediátrico.