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terça-feira, 29 de setembro de 2026

O CAFÉ MARRARE DO POLIMENTO

 



António Marrare, antigo copeiro napolitano dos marqueses de Niza, fundou quatro botequins, hoje muito confundidos entre si de cada vez que se fala dos cafés oitocentistas: o chamado Marrare de S. Carlos (na Rua Anchieta), o Marrare das Sete Portas (na Rua dos Sapateiros, ou Rua do Arco do Bandeira), o Marrare do Cais do Sodré (no número 9 da praça), e - finalmente - o mais célebre de todos, a inenarrável coroa de louros do Romantismo, o "botequim sem-par" cuja frequência valia um estatuto: o Marrare do Polimento, em pleno Chiado. Todos estes cafés tiveram inauguração no primeiro quartel do século XIX. O Marrare do Polimento, inaugurado no primeiro dia do ano de 1820, assumiu quase automaticamente a sua invejável notoriedade. Vendia-se ali a mais saborosa neve, o mais aromático café, a torrada mais estaladiça, o melhor champanhe francês. Franquear aquelas portas era, só por si, um estatuto. Lá dentro encontravam-se facilmente as tertúlias mais celebradas da época. Delas faziam parte Garrett, Herculano, Passos Manuel, Bulhão Pato, além dos elegantes membros de todas as "claques" de S. Carlos, combinando pateadas monumentais a qualquer rival da sua cantora favorita.

A fina-flor da geração "chiadense" frequentava os bailes das Laranjeiras e as noites de estreia em todos os teatros. Reunia-se com os políticos às mesas do café, escutando José Estevão conspirar contra os Cabrais e Passos Manuel em plena propaganda maçónica. Era a época em que uma primeira incursão no Marrare exigia apresentação feita por qualquer veterano da casa. Aos desconhecidos que ousavam o sacrilégio eram lançados olhares de alto a baixo, os criados não os serviam de pronto e alguns jovens “dandies” mais irreverentes chegavam a convidá-los a sair. Por isso, muitos pais de família aconselhavam os filhos a não passar ali à porta, e era comum ver burgueses atravessando para o passeio em frente, quando havia aglomerações à entrada do café.

O Marrare foi, nas palavras sabedoras de Tinop, “o primeiro parlatório e pasmatório do Chiado, o mais notável centro de parolagem da velha Olisipo”*, tendo desempenhado em Lisboa um papel semelhante ao do Tortoni em Paris. A inauguração aparece assim anunciada, na "Gazeta de Lisboa" de 8 de Janeiro de 1820: "António Marrare transferiu a sua loja de vinhos engarrafados, sita na Rua das Portas de Santa Catarina, número 33, ao Chiado, para a mesma rua, número 25, a qual se abriu no 1º do corrente, com todas as qualidades de vinhos engarrafados, licores, cervejas, etc." Ocupava a zona térrea – a “loja”, uma sobre-loja e todo o primeiro andar, este último destinado a habitação do botequineiro. Sigamos, pois, a descrição de Tinop:

“O napolitano António Marrare chegou a Lisboa na última década do século XVIII e embarcou para o Brasil, onde serviu de copeiro no quartel-general de Porto-Alegre em 1797. Regressando em 1800, fundou uma loja de bebidas e de conservas no prédio que torneja da Rua da Anchieta (antiga Rua da Figueira) para a Rua Capelo (antiga travessa da Parreirinha), defronte do Governo Civil. Principiou logo por fornecer o Botequim de S. Carlos. A loja em que estabeleceu o café e a conservaria fora anteriormente ocupada pelo bilhar e depósito de vinhos do francês Mr. Dique. Aquele café, denominado o Marrare de S. Carlos, foi o confluente dos noveleiros no tempo dos franceses e um centro de palestreiros em épocas posteriores.”*

A proximidade do Teatro de S. Carlos equivaleu, para António Marrare, a uma verdadeira especialização nos hábitos de ócio da Lisboa elegante. Rotundo, corado, sonolento, grande apreciador da farta cozinha italiana*, o botequineiro mais célebre de Lisboa pavoneava-se entre os elegantes de S. Carlos como peixe na água. Até 1828 foi ele quem esteve encarregue do fornecimento de bebidas e ceias ao próprio teatro, tendo ficado célebre o banquete ali dado pelo senado da Câmara na noite de 12 de Outubro de 1814. Marrare forneceu a comida, os refrescos e toda a decoração do salão nobre. Acabou perdido de amores por uma das bailarinas da companhia, Margarida Bruni, mais tarde empresária do próprio teatro.

Mas mesmo S. Carlos, na sua ofuscante glória de 1820, não constituía paralelo para aquele que em breve se tornou o mais conhecido ponto de reunião do Chiado: o Marrare do Polimento. Os lisboetas que, contrafeitos, já tinham sido – nos alvores do século – forçados a tomar por café mistelas horríveis, adulteradas com casca de piorno e fel de vaca, deliciavam-se agora com uma mistura mais aromática e agradável (embora as críticas à qualidade da infusão continuassem sempre). A principal mudança era a própria ambiência: em lugar dos bancos de pinho de antigas tascas do velho Chiado, havia agora mobiliário de luxo, sendo a bebida provada entre celebridades e servida por criados de libré em cafeteiras de prata. Zacarias de Aça escreveria mais tarde (1883), nos seus folhetins do “Diário da Manhã”, que “sem a consagração do Marrare do Polimento não havia talentos nesta terra, nem artistas que prestassem, nem governos sólidos, nem mulheres bonitas, nem touradas excepcionais”. As bebidas eram todas excepcionais, os gelados eram puros e “com o encanto indefinível da neve polar”*. O champanhe, nas suas garrafas interminavelmente alinhadas pelas prateleiras, era a própria sugestão das noitadas boémias. E o Marrare abrigou alguns janotas boémios que deram brado na Lisboa do seu tempo: Bernardino Ruffo, João Aboim, Duarte Sá e o célebre Lima da Cardiga, “estróina incomparável” no dizer de Tinop, que conheceu pessoalmente a Dama das Camélias (Marguerite Gautier) e distribuiu várias fortunas por inúmeras amantes e incontáveis cenas de bebedeira.

O fascínio póstumo exercido pelo Marrare surtiu o seu efeito na obra de Eça de Queiroz – que nem deve ter chegado a conhecer o café, cujo encerramento data precisamente do ano em que vem morar para Lisboa. É à mesa do Marrare que Pedro da Maia, pai do Carlos de “Os Maias”, inicia as noites de boémia após o desgosto pela morte da mãe, e nelas escreve depois as suas cartas de amor. Da porta do Marrare avista Pedro, pela primeira vez, Maria Monforte*. Este “flash-back” de quem, como Eça, nunca viveu os anos dourados do mais célebre café da Lisboa romântica, vale como prova do fascínio exercido pelo Marrare mesmo nas gerações posteriores ao seu encerramento.

Júlio César Machado, irónico, classifica o botequim como “uma espécie de monumento histórico” que Lisboa suporta porque não pode já passar sem ele. Um sítio “onde nem todos têm o direito de entrar, apesar de ser público”. E adianta que o direito a franquear as preciosas portas se adquire mediante a condição insubstituível de “ser um homem fora do comum”. A descrição seguinte é elucidativa: “Consideram-se homens fora do comum os homens de talento, os janotas, os ociosos puros e todos os exceptuados da sociedade constituída que descobriram modo de gastar dinheiro sem ter dinheiro, ir ao teatro sem comprar bilhete, ter fato sem o pagar, andar de sege sem saber a conta”.*

Esta aparente censura à dissolução dos costumes caía muito bem nos leitores duma Lisboa cinzenta, onde o Chiado acendia, sozinho, a luz do cosmopolitismo. Mas Júlio César Machado, também ele frequentador do Marrare, não chegava ao arrojo extremo de imaginar mulheres neste território exclusivamente masculino. “Homens fora do comum”; nunca mulheres. Quem poderia imaginá-las, por muito libertinas, à mesa do Marrare, entregues à boémia e ao jogo? – E, no entanto, as crónicas registaram pelo menos uma presença feminina entre os clientes do café. Era inglesa, visitou Lisboa em 1852 e chamava-se Julia Wilson. Miss Wilson vivia com o ministro da Áustria na corte portuguesa e frequentava amiúde as récitas de S. Carlos, onde alugara a frisa com o número 23. Era comum verem-na envergando trajes masculinos e usando bengala de estoque. No Marrare, apresentou-se do seguinte modo para um jogo de bilhar “entre homens”: calças à cavaleiro, sobrecasaca, bengala e chapéu à patuleia (estilo sombreiro). E apesar dos desacatos frequentes, pelos quais o café também era célebre, não constou para a posteridade que a presença da inglesa tivesse causado qualquer perturbação nessa noite.

Por morte do fundador, em 1839, passou o Marrare para a posse do sobrinho deste, José Marrare, que entregou o serviço de copa a Francisco Cagiani, outro italiano em tempos copeiro dos marqueses de Niza. Quando, após um breve aluguer a Matias Ferrari, o Marrare fechou definitivamente as portas, “a alma do Chiado cobriu-se de um véu de lágrimas”*. Foi em 1866. Pouco depois, abria no mesmo local a Sapataria Lourenço. Muito mais tarde, após arranjo da fachada ao estilo neo-clássico (por José dos Passos Mesquita), o antigo café albergou a primeira casa de modas Piccadilly, posteriormente transferida para o lado oposto da rua. E só em 1925 voltaria o som da cavaqueira e dos talheres, o aroma e o fumo do café e dos charutos a sair por aquelas portas, derramando-se sobre a rua agora com o nome de Garrett. De 1925 até 1963, o antigo Marrare reviveu brevemente, na vocação do Café Chiado. 


sábado, 20 de junho de 2026

O RESTAURANTE PALMEIRA DA RUA DO CRUCIFIXO

Quando, na década de 1990, aluguei uma sala para escritório num prédio fronteiro da Rua do Crucifixo, era aqui que vinha almoçar. O Palmeira servia os melhores pastéis de bacalhau de Lisboa, acompanhados por imperiais tiradas a preceito e pela conversa habitual dos empregados, que conheciam pelo nome grande parte da clientela. 

Como tantos outros restaurantes da Baixa, era uma extensão dos escritórios vizinhos, e onde se trabalhava, se almoçava e encontravam amigos sem necessidade de marcar hora.

Ocupava o número 69 da Rua do Crucifixo. As listas da década de 1950 permitem corrigir uma informação muitas vezes repetida, nos últimos anos da casa: o Palmeira não foi fundado em 1954, como fazia supor o letreiro da fachada, mas sim em 1939. A data de 1954 assinalava apenas a entrada do novo proprietário e gerente, José de Almeida, que assumiu a exploração do estabelecimento em Março desse ano.

Palmeira era também o nome de um restaurante do Porto, ao qual esteve ligado durante algum tempo. Especializou-se desde o início na cozinha do Norte e na importação directa de vinhos verdes, tornando-se ponto de encontro obrigatório para muitos clientes oriundos do Entre-Douro-e-Minho que viviam ou passavam por Lisboa.

Costumava ser comparado com o famoso restaurante Dupont de Paris: um interior que pouco mudaria ao longo de mais de meio século, grandes arcadas sucessivas, pilares robustos. As abóbadas do salão principal permaneceram praticamente intactas até ao encerramento. Quando fotografei o restaurante nos seus últimos anos, reconheciam-se ainda os espaços representados nas imagens da década de 1950. José de Almeida, excelente profissional da restauração, foi responsável pelo modernizar da casa e aumento da sua popularidade. Possuía outro estabelecimento, o Palmeirinha Bar, situado na Rua da Conceição, n.º 32 (gaveto com a Rua dos Douradores), cuja gerência viria a entregar ao seu conterrâneo Manuel Ferreira de Oliveira.

Durante décadas, o Palmeira foi um restaurante da Baixa para as pessoas da Baixa. Assim foi até ao encerramento, no final de 2015. Era dos raros interiores comerciais de Lisboa que ainda conservava, quase sem alterações, atmosfera e funções que possuía nos anos quarenta e cinquenta do século XX. Gerações sucessivas de lisboetas sentaram-se sob as mesmas arcadas para fazer exactamente a mesma coisa: almoçar, beber, conversar, regressar ao trabalho. O encerramento da melhor casa de pastéis, numa década em que já proliferavam as actuais ‘fábricas de pastel de bacalhau’ com sabores inventados e absurdos, é mais que uma perda. É um símbolo de como Lisboa passou a sacrificar o genuíno para reinventar em ‘kitsch’ a sua própria história. 


Marina Tavares Dias 








Interior do restaurante na década de 1950





sexta-feira, 25 de agosto de 2023

RECORDAR O CHiADO

 

No dia 25 de Agosto de 1988, o Chiado ardeu em parte, tendo perdido para sempre grande parte das suas loja históricas.


No Diário de Lisboa, Marina Tavares Dias iniciou uma série de reportagens em defesa da reconstrução, de acordo com a traça original dos edifícios e com a recuperação das lojas. Para tal, foi lançado um abaixo-assinado para entregar ao então Presidente da República, Mário Soares.


Apesar da reconstrução ter sido feita com respeito pelo traçado pombalino das casas, o plano de conjunto não podia incluir o destino final de cada edifício. As lojas (Eduardo Martins, Casa Batalha, Pastelaria Ferrari, Perfumaria da Moda, Casa José Alexandre, Grandes Armazéns do Chiado, Armazéns Grandella, etc.) não voltaram ao Chiado.




Interior dos Grandes Armazéns do Chiado
(Marina Tavares Dias, 1985)


quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Homenagem ao nosso GRANDELLA

 O Grandella no tempo da sua ampliação (1906), fazendo as galerias parecerem-se com as dos tradicionais Grandes Armazéns de Paris.

Gravura única, pertencente ao Arquivo Marina Tavares Dias, e agora disponível em vários objectos fantásticos na nossa pequena loja na Redbubble. Link directo:

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Homenagem aos Grandes Armazéns do Chiado de 1900





CHIADO

 Já está pronta a 'secção de atoalhados', na nossa loja da Redbubble. Siga o link para este site, e procure em MTD-Archives. Pode passar o Natal com este padrão , a partir da digitalização e retoque, em alta resolução, de uma peça do Arquivo MTD.

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quarta-feira, 15 de abril de 2015

O CHIADO DE MESTRE HORÁCIO NOVAES




As fotografias do Chiado de Mestre Horácio Novaes aparecem cheias de gente porque são tiradas para a reportagem da visita às quatro (havia uma quinta na Rua Nova do Almada) igrejas do Chiado, na Páscoa.

As identificações e datas (esta é de 1943) apontadas por MARINA TAVARES DIAS nos dossiers dos estúdios de Horácio Novaes desapareceram após a morte do seu assistente, António Lanceiro, com a venda ou cedência dos negativos a uma instituição que preservou apenas os negativos.


Apenas mais duas 
de tantas possíveis insistências:



Esta série fotográfica não representa um cortejo das celebrações dos centenários no âmbito da Exposição do Mundo Português de 1940. Trata-se da encenação de Leitão de Barros conhecida por Cortejo Histórico, celebrando a reconquista de Lisboa. A data é 1947.






As imagens com os principais grandes cinemas da Lisboa da
década de 1950 não se destinavam a reportagem
sobre os mesmos. Foi uma encomenda da firma Phillips,
que fornecia a iluminação de interiores e de fachadas


domingo, 1 de junho de 2014

Peças do ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS: os cartões das vistas estereoscópicas.





Verso de cartões das vistas estereoscópicas da famosa Loja 92 (na Rua Nova do Almada e sucursal na Rua do Ouro), também conhecida por Casa dos Chapéus de Chuva. As vistas eram de Lisboa, mas o chic era chamarem-se «Paris».
Para quem não se lembre, recordamos tratar-se da casa que ficou famosa através de enormes campanhas publicitárias com este logótipo «92», em cartazes colados pela cidade de finais do século XIX. Como brindes a clientes certos, mandava fazer os célebres pratos/calendário que ainda hoje aparecem à venda. A Loja 92 ardeu no incêndio do Chiado, em 1988. Durara mais de um século.















segunda-feira, 31 de março de 2014

CHIADO ABAIXO




...numa manhã do Outono de 1912, duas costureiras dos elegantes armazéns trazem consigo a merenda da tarde. Vestem de acordo com o figurino importado, mas o tecido é, provavelmente, dos saldos do Grandella: fim de peça e fim de estação. O fotógrafo Benoliel retratou dezenas de costureirinhas para reportagens da "Illustração Portugueza" sobre os novos hábitos da mulher trabalhadora a "viver fora de casa". Na foto, à esquerda, a montra da casa Ao Último Figurino (mais tarde, Novo Figurino), fundada em 1910. Mais acima, a loja de ferragens Shefield House e um salão de chá, onde mais tarde se instalaria A Pompadour.

Em MARINA TAVARES DIAS
PHOTOGRAPHIAS DE LISBOA

domingo, 16 de março de 2014

ARMAZÉNS GRANDELLA





«[.../...] "Entrando pela Rua do Carmo encontra-se a mais importante e mais rica secção do estabelecimento. É a secção de sedas. O seu sortimento proveniente das principais fábricas estrangeiras, eleva-se a algumas centenas de contos de réis. Aqueles castelos de peças, cheias de vida, de finura, de graça, matizadas, vaporosas, estonteantes, dão a esta . secção um tom de grandeza que deslumbra". [...]

Correspondia o sexto pavimento do Grandella ao primeiro andar sobre a Rua do Carmo. Aí se instalou um alfaiate, um decorador e a zona para artigos de viagem. Pelo andar seguinte distribuíram-se os escritórios, paredes meias com secções de atendimento, infor­mações, promoção, distribuição e encomendas para a província. 

Salas de jantar, de fumo e de leitura dos donos da casa foram decoradas em três estilos: árabe, Luís XV e Luís XVI, tudo no quarto andar do lado do Chiado. [...], e lustres e azulejos assinados por Bordallo Pinheiro. O décimo pavimento, parte da casa particular dos Grandellas, era em grande parte ocupado pelo maquinismo do grande relógio sobre a Rua do Carmo.»











quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Vai um chá GRANDELLA?



capa de partitura musical, c. 1906.




MARINA TAVARES DIAS 
em
LISBOA DESAPARECIDA II:
«A História fabulosa de Francisco de Almeida Grandella»

[.../...] A loja com entrada para a Rua do Carmo, andar nobre da casa, ficou dedicada às sedas, às fitas e às rendas -todos os atavios da "toilette" feminina em tempos anteriores ao pronto-a-vestir. Sobre esta área, a zona mais frequentada pelas damas de sociedade, vale a pena registar os louvores publicitários das agendas Grandella: "Entrando pela Rua do Carmo encontra-se a mais importante e mais rica secção do estabelecimento. É a secção de sedas. O seu sortimento proveniente das principais fábricas estrangeiras, eleva-se a algumas centenas de contos de réis. Aqueles castelos de peças, cheias de vida, de finura, de graça, matizadas, vaporosas, estonteantes, dão a esta . secção um tom de grandeza que deslumbra". [.../...]

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O DIA EM QUE O CHIADO ARDEU

Primeira página do texto da reportagem de MARINA TAVARES DIAS
sobre os 25 anos
do incêndio do CHIADO.
Revista VISÃO.


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

EM CAMPANHA PELA RECONSTRUÇÃO DO CHIADO (1988)

Excertos de dois dos inúmeros textos publicados por Marina Tavares Dias em jornais e revistas, entre Agosto e Dezembro de 1988, defendendo a manutenção das lojas históricas que arderam no incêndio do dia 25 de Agosto de 1988. Textos e fotografias das publicações da época: ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS.



quarta-feira, 14 de agosto de 2013

CHIADO, 25 anos depois.

                                      Aqui esteve até 1988 a lindíssima Perfumaria da Moda 
                                    (concepção e imagens ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS)

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Aqui foi a célebre mercearia Martins & Costa. 
(concepção e imagens ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS)


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Aqui foi a centenária Casa José Alexandre. 
(concepção e imagens ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS)


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Aqui foi o luxuoso e setecentista Jerónimo Martins. 
(concepção e imagens ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS)


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O CHIADO DO SÉCULO XXI


Como estão, 25 anos volvidos, algumas das moradas que faziam parte do património lisboeta e que desapareceram no dia 25 de Agosto de 1988? (concepção e imagens ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS)


P.S. -- Já sabemos que vai haver tentação de muito «copianço» por parte de tv's, revistas, jornais, sites e blogs, quando chegarem os 25 anos de incêndio. Pelo menos, mandem uma mensagem para o blog, para que possamos por-vos em contacto com a escritora.Todas as fotografias das lojas como estavam antes do incêndio podem ser vistas, a ilustrar a descrição da história de cada local, nos volumes da LISBOA DESAPARECIDA de MARINA TAVARES DIAS.

domingo, 27 de janeiro de 2013

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

LISBOA DESAPARECIDA de MARINA TAVARES DIAS

Alguns dos temas dos 10 volumes de
 
 
 

LISBOA DESAPARECIDA

 
de

 

MARINA TAVARES DIAS

 
 
 
 
 
(num clip com imagens alusivas aos mesmos)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

LISBOA DESAPARECIDA - volume II

GRANDES ARMAZÉNS DO CHIADO
em
LISBOA DESAPARECIDA,
de
Marina Tavares Dias,
volume II.
O Palácio Barcelinhos, onde estavam instalados os Grandes Armazéns do Chiado. Este local correspondia à antiga igreja do Convento do Espírito Santo da Pedreira. O interior do edifício ficou reduzido a cinzas durante o incêndio do dia 25 de Agosto de 1988.