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domingo, 20 de março de 2016

O Palácio da Praia

Imagem de:
LISBOA ANTES E AGORA
de





Local: Belém. Início da Rua Bartolomeu Dias. 
Actual localização do Centro Cultural de Belém
Data: 1931

domingo, 19 de abril de 2015

Destino: Exposição

MARINA TAVARES DIAS 
(excerto de crónica, 2010):

«Na sua área de 560 mil metros quadrados, a Exposição do Mundo Português receberá três milhões de visitantes, de 23 de Junho a 2 de Dezembro de 1940. Entre eles estarão alguns estrangeiros privilegiados – como o escritor Antoine de Saint-Exupéry – que podem viajar pela Europa em guerra, assim como quase todos os intelectuais portugueses que se opõem ao regime. Jaime Cortesão é visto às compras nos "stands" de artesanato, sempre seguido por um agente da PIDE.»

Primeiros autocarros lisboetas, utilizados como teste para transporte de passageiros, do Rossio para Belém. Destino: Exposição.»



domingo, 23 de novembro de 2014

Belém: a zona demolida em 1939






Marina Tavares Dias

em volume V de

LISBOA DESAPARECIDA

capítulo sobre Belém:

«Até ao ângulo oriental do grande conjunto do mosteiro, prolongava-se a Rua de Belém. A sua área desaparecida incluía mais três quarteirões a Sul, uma praça e outro quarteirão a Norte. Os últimos números de polícia são hoje o 128 e o 105. Antes de 1939, continuavam até ao 138 (lado da Confeitaria dos Pastéis de Belém) e ao 167. Todos os andares térreos eram ocupados por lojas. O chafariz abastecedor do bairro estava no centro do Largo Frei Heitor Pinto, a poente do quarteirão onde outrora se erguera o palácio dos duques de Aveiro. Também esse largo desapareceria, sacrificadas que foram as casas do lado ocidental, recolhendo o chafariz - como já vimos no respectivo capítulo - a depósito camarário, sendo mais tarde reconstruído no Largo do Mastro.»

Postal ilustrado fotográfico
de Eduardo Portugal. 1939.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

O HIPÓDROMO DE BELÉM

No Bom Sucesso, nas traseiras da actual Rua Bartolomeu Dias, com entrada pela Travessa dos Peões, existiu durante décadas o Hipódromo de Belém.

As corridas de cavalos não possuem hoje, em Lisboa, o cariz de encontro elegante que ainda têm em Paris (Longchamps) ou Londres (Ascot). No entanto, chegaram a ser o local mais bem frequentado da cidade, no tempo em que o hipódromo se situava mesta extremidade ocidental da cidade. Antes de ser tranferido, no início do século XX, para o Campo Grande. Na mesma época, tornar-se-iam habituais as corridas de cavalos no Velódromo de Palhvã.

Informações coligidas de
A LISBOA DE EÇA DE QUEIROZ
de
MARINA TAVARES DIAS

Fotografia Flauviens
negativo do Arquivo Eastman

terça-feira, 25 de março de 2014

BELÉM: A parte histórica demolida em 1939


fotografia de Eduardo Portugal, 1938


«[...] O processo do edifício número 138 da Rua de Belém não consta hoje de qualquer arquivo consultável. Em vão tentei localizá-lo, ao longo de meses, enquanto procedia à análise de todos os outros documentos referentes aos demolidos em 1939. Proprietários dos restantes prédios foram informados sobre indemnizações e prazos. Mesmo quando estes eram propriedade municipal, o respectivo processo inclui documentos referentes às lojas que albergavam. Porquê, então, esta misteriosa omissão do número 138?

Acontece que, confirmando aquilo que diziam as pessoas do bairro, a referida casa guardava, nos seus alicerces, ruínas históricas contemporâneas da antiga capela do Infante [D. Henrique; anterior à construção dos Jerónimos]. Quando as demolições do quarteirão começaram, rapidamente foram postas a descoberto as abóbadas.


Ordens superiores mandaram então suspender os trabalhos, permanecendo o pequeno edifício entre as ruínas dos seus vizinhos, enquanto se decidia o que fazer do achado. Nada transpareceu nos jornais, e a demolição acabou por consumar-se, pois já não havia tempo para alterar quaisquer planos [em relação à Exposição de 1940].»


MARINA TAVARES DIAS
in 
LISBOA DESAPARECIDA
capítulo sobre Belém