segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O Paraíso de Lisboa, na Rua da Palma

Photographias de Lisboa
de
Marina Tavares Dias


PARAÍSO
em plena Lisboa, numa recriação imaginativa dos afamados "bals" parisienses (também eles hoje demolidos). Chamava-se precisamente Paraizo de Lisboa, este recinto ornado de pequenas muralhas, com "promenade" ao ar livre, labirinto de espelhos e um palco arte-nova instalado sobre... um lago. A área - amplo espaço da Rua da Palma, entre o Real Colyseu e o Palácio Folgosa - acabou por ser urbanizada na década de 20. Todos estes terrenos pertenciam ainda, em 1900, ao património da Casa de Folgosa.
[continua no livro]









sábado, 27 de setembro de 2014

A Feira Popular de Palhavã

«A Feira Popular de Palhavã, inaugurada em 1943 como apoio à Colónia Balnear Infantil de “O Século”.
Quando a Feira Popular se instalou nos terrenos do antigo Parque José Maria Eugénio de Almeida, Lisboa era uma cidade que mantinha hábitos antigos, semiprovincianos. Assim, aquele que foi apresentado em jornais e revistas como “o primeiro luna-parque português permanente” juntava às modernas atracções e aos divertimentos mais sofisticados todas as heranças da tradicional feira de rua: barracas de comes e bebes, bazares de tostão, tiro ao alvo e pim-pam-pum. [...]»





Continua em:
Lisboa nos Anos 40 – Longe da Guerra
de
Marina Tavares Dias

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A TORRINHA do Parque Eduardo VII

Marina Tavares Dias
em Photographias de Lisboa:


A TORRINHA
de quinta com o mesmo nome morava no futuro Parque Eduardo VII desde 1764. A seguir ao terramoto, estas terras do Vale do Pereiro eram inóspitas e de mau cultivo. Após a extinção das ordens religiosas (1835) foram divididas por vários proprietários rurais
[.../...]. A Torrinha foi a última resistente ao plano do Parque Eduardo VII. Veio abaixo em Abril de 1916. 

(continua no livro)



quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Ainda as típicas varinas de Lisboa

Lisboa muda muito, após 1755. Os lisboetas, também. Mas a cidade do final do século XVIII e de todo o século XIX é ainda um imenso carrocel de costumes e de animados pregões. Símbolo do novo abastecimento, surgem, no século XIX, os grandes mercados cobertos. Pela madrugada, continuam a chegar, de carroça, os víveres cultivados nos arredores. São vendidos também de porta em porta: o leite, a hortaliça, a fruta, a criação. O século XIX vê também nascer a mais famosa figura das ruas: a varina de Lisboa.

gravura da Biblioteca Nacional


Fotografia 'carte-de-visite' 
do estúdio Solas


Fotografia de Joshua Benoliel


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Animação numa praia perdida

Marina Tavares Dias 
em 
Lisboa Antes e Agora:

«Local: Praia de Algés

Data: c. 1902

Autor: fotógrafo da Casa 92 (Rua Nova do Almada)



Legenda: Cães amestrados em espectáculo para crianças, na praia de Algés. Depois da moda da praia de Pedrouços, que durou de meados de Oitocentos até à viragem para o século XX, o caminho-de-ferro viria, gradualmente, trazer os veraneantes para praias mais longe do centro da cidade. Algés era ainda moda quando esta fotografia foi tirada. Em breve, e em linha recta no espaço e no tempo, seria substituída pela Cruz Quebrada, por Oeiras e pelos Estoris [...]»