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domingo, 12 de junho de 2022

A Expo de 1940

MARINA TAVARES DIAS

BELÉM 

E A 

EXPOSIÇÃO DO MUNDO PORTUGUÊS


Mapa desdobrável vendido na época e publicado no IV volume
de Lisboa Desaparecida 
de Marina Tavares Dias



*pequeno fragmento do texto
 [...] A Exposição do Mundo Português será a coroa de glória das opções assumidas por [António] Ferro e apenas esboçadas anos antes, quer na Exposição Industrial do Porto quer na Internacional de Paris, em 1937, onde o pavilhão concebido pelo jovem arquitecto Keil do Amaral rompia com tudo aquilo que, até então, Portugal apresentara ao estrangeiro. 

 No guia da Exposição do Mundo Português, o comissário Augusto de Castro escreve: "Sendo um olhar lançado sobre o passado, [a exposição] não terá um carácter exclusivamente erudito - e muito menos arqueológico. Deverá ser, ao contrário, uma lição de energia, uma perspectiva do génio português através de todos os estímulos de grandeza, um balanço de forças espirituais." [...]

 [...] Outros panfletos salientam tratar-se da primeira grande exposição histórica do Mundo. Esse mesmo mundo agora - historicamente - em guerra, ajudando a gerar, à volta desta paz sacralizante e sacralizada, o ambiente de um paraíso do absurdo.

segunda-feira, 24 de março de 2014

A EXPOSIÇÃO DO MUNDO PORTUGUÊS

CINCO MESES, 3 MILHÕES DE VISITANTES




[...] Na sua área de 560 mil metros quadrados, a Exposição  do Mundo Português receberá 3 milhões de visitantes, de 23 de Junho a 2 de Dezembro de 1940. Entre eles estarão alguns estrangeiros privilegiados – como o escritor Antoine de Saint-Exupéry – que podem viajar pela Europa em guerra. Assim como quase todos os intelectuais portugueses que se opõem ao regime. Jaime Cortesão é visto às compras nos stands de artesanato, seguido de perto por um agente da PIDE.
[...][...]
A memória da grande festa, principal legado da Exposição do Mundo Português aos lisboetas, vai-se extinguindo com as gerações que passam. O quotidiano voltou ao normal logo em 1940, à medida que se esvaziavam os primeiros pavilhões. Outros, apeados muito mais tarde, por ali ficariam, à mercê da chuva e do sol. [...] (continua)

MARINA TAVARES DIAS
Excerto de texto jornalístico

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014



Senha de racionamento utilizada em Lisboa 
durante a Segunda Grande Guerra (1939-1945). 
Os géneros alimentícios racionados incluíam açúcar, arroz, feijão, sabão, carne, peixe e ovos. Ver mais em:
Lisboa nos Anos 40 - Longe da Guerra©  
de Marina Tavares Dias.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

LISBOA NOS ANOS 40 - LONGE DA GUERRA
de 
MARINA TAVARES DIAS

Francisco Ribeiro, conhecido pelo nome artístico Ribeirinho, fundou a companhia Os Comediantes de Lisboa em 1944, conseguindo levar a cena muitas obras que a censura trazia de olho. Mas as gerações futuras lembrá-lo-ão sobretudo como realizador (O Pátio das Cantigas, 1942) e actor de cinema (O Feitiço do Império,1940; O Pai Tirano, 1941; O Pátio das Cantigas, 1942; A Vizinha do Lado, 1945, etc.) 

     


          (Ribeirinho como o «Chico da Tatão» em O Pai Tirano, 
1941;
fotografia cedida pelo cineasta António Lopes Ribeiro para o livro)

quinta-feira, 21 de março de 2013

Cinema Lys

Cinema Lys
na Avenida Almirante Reis
(gaveto com a Rua dos Anjos),
bairro dos Anjos.
Década de 1940




Lisboa Desaparecida, volume VII. História do Lys no capítulo OS CINEMAS DE BAIRRO