Os quiosques dos bairros populares, cujas ruas eram estreitas e muitas vezes íngremes, adaptaram-se ao meio através do modo e materiais de fabrico. Quase sempre confeccionados em madeira, eram portáteis e mudavam de local seguindo romarias e outros aglomerados humanos. Aqui fica a revelação. O desenvolvimento ficará no livro. Lisboa Desaparecida, de Marina Tavares Dias, volume X (ainda inédito).
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quinta-feira, 9 de abril de 2015
QUIOSQUE PORTÁTIL
Os quiosques dos bairros populares, cujas ruas eram estreitas e muitas vezes íngremes, adaptaram-se ao meio através do modo e materiais de fabrico. Quase sempre confeccionados em madeira, eram portáteis e mudavam de local seguindo romarias e outros aglomerados humanos. Aqui fica a revelação. O desenvolvimento ficará no livro. Lisboa Desaparecida, de Marina Tavares Dias, volume X (ainda inédito).
quinta-feira, 27 de março de 2014
A DEMOLIÇÃO DA MOURARIA
Marina Tavares Dias
Marina Tavares Dias
Lisboa nos Anos 40 | Longe da Guerra
Capítulo III
À medida que iam crescendo edifícios e arruamentos nas novas áreas urbanas a norte da Avenida Almirante Reis ia desaparecendo, a sul, a velha Mouraria. A degradação das casas mais antigas justificava, aos olhos do poder, uma devastação completa: “arrancar o mal pela raiz”. Semana após semana, tombavam por terra algumas referências alfacinhas, como a Ourivesaria da Guia, o Palácio do Marquês de Alegrete ou a Igreja do Socorro. Demolições que continuariam ainda pelas décadas de 50 e de 60, com o desaparecimento do Teatro Apolo e do último arco da cerca fernandina. Mas a Mouraria ocidental não morreu em vão: serviu como exemplo dos erros da demolição sem critério. Antes que o desaparecimento de outros bairros históricos fosse por diante, já tinham mudado os tempos, as vontades e as modas urbanísticas.
À medida que iam crescendo edifícios e arruamentos nas novas áreas urbanas a norte da Avenida Almirante Reis ia desaparecendo, a sul, a velha Mouraria. A degradação das casas mais antigas justificava, aos olhos do poder, uma devastação completa: “arrancar o mal pela raiz”. Semana após semana, tombavam por terra algumas referências alfacinhas, como a Ourivesaria da Guia, o Palácio do Marquês de Alegrete ou a Igreja do Socorro. Demolições que continuariam ainda pelas décadas de 50 e de 60, com o desaparecimento do Teatro Apolo e do último arco da cerca fernandina. Mas a Mouraria ocidental não morreu em vão: serviu como exemplo dos erros da demolição sem critério. Antes que o desaparecimento de outros bairros históricos fosse por diante, já tinham mudado os tempos, as vontades e as modas urbanísticas.
Rua e Arco do Marquês de Alegrete.
A Baixa Mouraria foi
totalmente destruída entre 1946 e 1963.
Aguarela de Roque Gameiro (s/d)
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Santa Justa, Portugal
terça-feira, 11 de março de 2014
Martim Moniz no Socorro
MARINA TAVARES DIAS
(texto e fotografias)
in
LISBOA MISTERIOSA
Teremos sempre, na primeira história da Lisboa cristã, o mito agarrado ao leme do tempo. Para mal dos pecados da imaginação, querem os deuses que tal leme não saiba tornar atrás. Só uma descoberta nova, agora altamente improvável, de manuscritos antigos referentes à tomada de Lisboa poderia repor Martim Moniz no caminho da historiografia mais séria.
Assim sendo, Dom Martim continuará entalado entre a cidade real e a cidade imaginada. Lugar perfeito para qualquer herói, de Orfeu a Páris, de Ulisses ao Encoberto, das passadas estampas ao futuro continuado dos filmes históricos.
Um herói à medida de qualquer lugar ou ocasião. Existindo, sim, mas sem identidade definitiva. Existindo, sim, mas devagar…
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ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS
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