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sábado, 8 de agosto de 2026

DOIS LEÕES E UMA CONFUSÃO

 «Depois veio a vida. Nessa noite levaram-me a cear ao Leão. Tenho ainda a memória dos bifes no paladar da saudade — bifes, sei ou suponho, como hoje ninguém faz ou eu não como.»

Bernardo Soares, Livro do Desassossego

«Lembro-me tanto de certo jantar no Leão d'Ouro… numa noite chuvosa de Dezembro… Acompanhavam-me dois actores e um dramaturgo.»

Mário de Sá-Carneiro, A Confissão de Lúcio

«A Cervejaria Leão (1878), representada no quadro de Columbano, fechou em 1938 e reabriu em 1945 como Café-Restaurante Restauração [...]»

A frase vem no Expresso desta semana e coincide com a velha confusão lisboeta entre dois estabelecimentos com nomes semelhantes e destinos diferentes. A Cervejaria Leão, aberta em 1878, foi efectivamente encerrada em 1938 e deu lugar, em 1945, ao Café-Restaurante Restauração. Mas não era o restaurante do célebre quadro de Columbano. O Grupo do Leão foi pintado para decorar o vizinho Leão d’Ouro, inaugurado em 16 de Abril de 1885. Entre uma porta e a outra vão poucos metros. Historicamente, porém, vão duas casas.

A história começa em Arroios. Em 1878, João Varela, António Monteiro e um terceiro sócio, referido por João Paulo Freire como França — e como Jacinto Franco numa história posterior da Central de Cervejas —, todos antigos empregados da Fábrica de Cerveja Jansen, fundaram a Fábrica de Cerveja Leão. Ficava num pátio da Rua Direita de Arroios, nos números 46-A a 50, ocupando parte do antigo palácio dos condes dos Arcos.

Foi daquela fábrica, e da cerveja ali produzida, que veio o nome da Cervejaria Leão aberta na Baixa. O estabelecimento instalou-se na Rua do Príncipe, no ângulo com o Largo do Duque de Cadaval, aproveitando uma casa anterior conhecida como Cervejaria Varella. A mais antiga referência actualmente localizada à nova Cervejaria Leão é uma folha com desenhos de Rodrigues Vieira e Moura Girão, feitos no local e datados de Setembro de 1878. Em Janeiro de 1879, o nome já aparece na imprensa.

Os artistas começaram a reunir-se ali. Entre os frequentadores estavam Silva Porto, José Malhoa, Columbano Bordalo Pinheiro, Rafael Bordalo Pinheiro, João Vaz, António Ramalho, Moura Girão, Rodrigues Vieira e Ribeiro Cristino. O criado preferido era Manuel de Vasconcelos, conhecido por Manuel Fidalgo. O grupo ficou conhecido como Grupo do Leão.

Em 1885, os sócios separaram-se. António Monteiro ficou com a antiga sala de bilhares da cervejaria e adquiriu ainda o contíguo Café Mandarim Chinês, de José Augusto Sales. João Varela continuou à frente da primitiva Cervejaria Leão, que, depois de obras e de uma nova decoração, reabriu em 14 de Fevereiro de 1885.

Dois meses depois, nasceu quase ao lado um concorrente muito mais ambicioso.

António Monteiro pensara inicialmente revestir de espelhos o novo restaurante. Segundo a história recolhida por João Paulo Freire, terá sido Manuel de Vasconcelos, que acompanhara Monteiro na mudança, a sugerir que se chamassem os artistas. Estes aceitaram decorar a casa com obras executadas expressamente para as suas paredes. Monteiro financiou o trabalho e comprou telas, tintas e molduras.

O Restaurante Leão d’Ouro foi inaugurado em 16 de Abril de 1885, já com as pinturas, o reposteiro bordado e a grande escultura do leão em madeira dourada. A imprensa fora convidada a visitar a casa na véspera. Uma gravura de Ribeiro Cristino, desenhada do natural e publicada nesse mesmo ano, mostra a sala atravessada por sucessivos arcos de cantaria, com os grandes quadros suspensos nas paredes e o público sentado às mesas.

A decoração reunia obras de Columbano Bordalo Pinheiro, José Malhoa, Silva Porto, João Vaz, Rafael Bordalo Pinheiro, Rodrigues Vieira, Moura Girão e Ribeiro Cristino. Maria Augusta Bordalo Pinheiro bordou um leão rompente num reposteiro de cor grenat; Leandro Braga esculpiu o grande Leão de Ouro colocado sobre o balcão. Columbano pintou o retrato de António Monteiro e a enorme tela do Grupo do Leão, com mais de três metros e meio de largura.

É este o quadro que o Expresso agora atribui à Cervejaria Leão de 1878. A tela foi concebida para o novo Leão d’Ouro e permaneceu nas suas paredes durante décadas. O grupo nascera na cervejaria antiga, mas mudara-se para o restaurante novo, talvez, segundo a tradição, para continuar a ser servido pelo Manuel Fidalgo.

A diferença entre as duas casas tornou-se depressa matéria de humor lisboeta. A primitiva Cervejaria Leão, mais modesta do que o brilhante vizinho, passou a ser chamada Leão Triste e também Leão Pobre. O novo restaurante era o Leão d’Ouro.

O anúncio de 1900 não deixa dúvidas quanto à localização da casa antiga. Sob a figura de um leão lê-se: «Cervejaria Leão — Café Restaurant — Rua do Príncipe, 81 a 85», tendo como proprietário João Luís Ferreira. Depois da mudança do nome da rua, em 1908, e da alteração da numeração das portas, esses números corresponderam aos actuais 103 a 107 da Rua do 1.º de Dezembro. O Leão d’Ouro histórico ocupava os actuais 95 a 99, alargando-se em 1905 às dependências vizinhas e transferindo a cozinha para o número 89.

Em 1915, António Monteiro passou o Leão d’Ouro ao genro, José da Costa. Em 1937, este tentou vender ao Estado a colecção de pintura, mas recusou uma proposta que abrangia apenas três obras. Em Fevereiro de 1939 promoveu um leilão, do qual saiu apenas o Paúl da Outra Banda, de José Malhoa, comprado por Alfredo da Silva. O restaurante foi trespassado à firma Vasques, Fortes & Domingues, proprietária do Café Suísso.

Foi a outra casa, a Cervejaria Leão de 1878, que encerrou para obras em 1938. Em 1945, o espaço dos actuais números 103 a 107 reabriu como Café Restauração, propriedade da firma Saúl, Garcia & Albuquerque, L.da. O nome aludia simultaneamente à Rua do 1.º de Dezembro e ao imaginário histórico ainda alimentado pelas comemorações de 1940.

A remodelação foi projectada pelo arquitecto Vasco Regaleira. Os painéis de azulejos foram desenhados por Jorge Colaço e executados na Fábrica de Sant’Anna. Uma reportagem de O Século Ilustrado, publicada em 23 de Junho de 1945, mostrou o novo café poucos dias depois da inauguração.

É, pois, exacta a sequência Cervejaria Leão — encerramento em 1938 — Café-Restaurante Restauração em 1945. O que não é exacto é colocar nessa sequência o quadro de Columbano e o restaurante inaugurado com a galeria de pintura em 1885. Esses pertencem ao Leão d’Ouro histórico, a segunda casa.

A confusão agravou-se no fim do século XX. O nome Leão de Ouro acabou por ser usado também no espaço da antiga Cervejaria Leão e do Café Restauração, nos números 103 a 107. Ali foram colocados uma reprodução fotográfica do quadro de Columbano e o leão de madeira esculpido por Leandro Braga, retirado da casa original. O nome e a imagem foram deslocados.

Mas os edifícios ainda contam a história. No Leão d’Ouro inaugurado em 1885 sobrevivem os grandes arcos desenhados por Ribeiro Cristino. Durante anos procurei fotografá-los. Um dia encontrei a porta aberta, com a casa fechada para obras, as paredes despidas e os arcos de cantaria novamente à vista. A fotografia coincide quase ponto por ponto com a gravura publicada no ano da inauguração.

Bastava olhar para os arcos. Em Lisboa, às vezes, as paredes são mais rigorosas do que os jornais.


Marina Tavares Dias


Notícia da inauguração do Leão d'Ouro,
em 1885
(«Diário Illustrado»)


O Leão d’Ouro no dia da inauguração, em 16 de Abril de 1885. Desenho do natural por João Ribeiro Cristino, mostrando a sucessão de arcos da sala e os quadros executados para a nova casa pelos artistas do Grupo do Leão. Esta estrutura arquitectónica sobrevive ainda no verdadeiro Leão d’Ouro, nos números 89 a 99 da rua 

Interior do Leão d'Ouro em 2020, após o último encerramento. Pode inclusivamente situar-se o local do quadro de Columbano  (à entrada, à esquerda)



Publicidade na «Revista Municipal»


Última versão do Leão d'Ouro: Buffet do Leão (2008)

O leão de metal que adornou a fachada original do número
89 foi deslocado para o restaurante do gaveto


Leão d'Ouro, aqui já como Buffet do Leão,
em 2008 (fotografia de Marina Tavares Dias)


Café Restauração, depois 
segundo Restaurante Leão d'Ouro


Pequeno vídeo de 2024 que
permite avaliar a distância
entre o Restaurante Leão d'Ouro (Buffet do Leão)
e a Cervejaria Leão (Café Restauração/novo Leão d'Ouro),
no gaveto da Rua Primeiro de Dezembro

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

DUAS PASTELARIAS CHAMADAS COLOMBO

A Pastelaria Colombo foi inaugurada a 31 de Outubro de 1935, na Avenida da República, por antigos empregados da Versailles, entre os quais José da Silva Coito. Tinha salão de chá, restaurante e fabrico próprio de confeitaria. Durante décadas, foi das principais referências das Avenidas Novas, célebre pelo bolo-rei, pela cozinha tradicional, pelos banquetes de festa e pelo serviço de catering para o exterior. Manteve a decoração art-déco inicial (evocativa da viagem de Cristóvão Colombo), tanto na pastelaria como no primeiro andar.

Quando, em Outubro de 1990, a Colombo encerrou portas, a desmontagem do histórico letreiro e do recheio foi acompanhada pela Imprensa, em particular pelo ‘Diário de Lisboa’. Na época, poucos reconheciam que uma casa comercial também constituía património da cidade. 

Abriria ali, meses depois, o primeiro McDonald's de Lisboa. Mas boa parte do equipamento, do mobiliário e da identidade da Colombo subsistiu, transferida para a Pastelaria Mimo (Avenida Duque de Ávila), que em 1991 passou a chamar-se Rota do Colombo. Assumiu-se esta como continuadora da casa original, preservando o receituário de José da Silva Coito e alguns dos objectos históricos, entre os quais a antiga sorveteira manual Reliance, fabricada na Suécia pela Husqvarna nas primeiras décadas do século XX. 

O neto do fundador, Cândido Gonçalves, escreveu que a Colombo tinha «continuidade e testemunho vivo». Não terminou em 1990: continuou durante toda a primeira década do século XX, noutra morada, praticamente com as mesmas pessoas e com alguns dos seus adereços originais. A ‘segunda Colombo’ encerrou em 2012.


Marina Tavares Dias 


















sábado, 20 de junho de 2026

O RESTAURANTE PALMEIRA DA RUA DO CRUCIFIXO

Quando, na década de 1990, aluguei uma sala para escritório num prédio fronteiro da Rua do Crucifixo, era aqui que vinha almoçar. O Palmeira servia os melhores pastéis de bacalhau de Lisboa, acompanhados por imperiais tiradas a preceito e pela conversa habitual dos empregados, que conheciam pelo nome grande parte da clientela. 

Como tantos outros restaurantes da Baixa, era uma extensão dos escritórios vizinhos, e onde se trabalhava, se almoçava e encontravam amigos sem necessidade de marcar hora.

Ocupava o número 69 da Rua do Crucifixo. As listas da década de 1950 permitem corrigir uma informação muitas vezes repetida, nos últimos anos da casa: o Palmeira não foi fundado em 1954, como fazia supor o letreiro da fachada, mas sim em 1939. A data de 1954 assinalava apenas a entrada do novo proprietário e gerente, José de Almeida, que assumiu a exploração do estabelecimento em Março desse ano.

Palmeira era também o nome de um restaurante do Porto, ao qual esteve ligado durante algum tempo. Especializou-se desde o início na cozinha do Norte e na importação directa de vinhos verdes, tornando-se ponto de encontro obrigatório para muitos clientes oriundos do Entre-Douro-e-Minho que viviam ou passavam por Lisboa.

Costumava ser comparado com o famoso restaurante Dupont de Paris: um interior que pouco mudaria ao longo de mais de meio século, grandes arcadas sucessivas, pilares robustos. As abóbadas do salão principal permaneceram praticamente intactas até ao encerramento. Quando fotografei o restaurante nos seus últimos anos, reconheciam-se ainda os espaços representados nas imagens da década de 1950. José de Almeida, excelente profissional da restauração, foi responsável pelo modernizar da casa e aumento da sua popularidade. Possuía outro estabelecimento, o Palmeirinha Bar, situado na Rua da Conceição, n.º 32 (gaveto com a Rua dos Douradores), cuja gerência viria a entregar ao seu conterrâneo Manuel Ferreira de Oliveira.

Durante décadas, o Palmeira foi um restaurante da Baixa para as pessoas da Baixa. Assim foi até ao encerramento, no final de 2015. Era dos raros interiores comerciais de Lisboa que ainda conservava, quase sem alterações, atmosfera e funções que possuía nos anos quarenta e cinquenta do século XX. Gerações sucessivas de lisboetas sentaram-se sob as mesmas arcadas para fazer exactamente a mesma coisa: almoçar, beber, conversar, regressar ao trabalho. O encerramento da melhor casa de pastéis, numa década em que já proliferavam as actuais ‘fábricas de pastel de bacalhau’ com sabores inventados e absurdos, é mais que uma perda. É um símbolo de como Lisboa passou a sacrificar o genuíno para reinventar em ‘kitsch’ a sua própria história. 


Marina Tavares Dias 








Interior do restaurante na década de 1950





sábado, 19 de julho de 2014

RESTAURANTES E PETISCOS DE LISBOA


em LISBOA DESAPARECIDA
volume VIII
de MARINA TAVARES DIAS

«Já é altura de termos um capítulo leve – mesmo quando o jantar é pesado; e consensual – mesmo para quem não queira engordar. Falemos, pois, do mais glosado tema lisboeta: cozinha, culinária ou gastronomia alfacinha. Deixo escolha da palavra ideal à erudição do leitor. Até hoje, através da bibliografia alusiva, ela depende menos de diferenças entre livros do que da data de edição. Existem mesmo textos que, morto o autor, mudam de título para versões mais modernas e intelectuais*.

Como se dizia antigamente, «a conversa chegou à cozinha», ou seja, a elite está hoje na dita como outrora no salão. Veja-se a quantidade de artigos sobre como decorar esta parte da casa que, bem à americana, cada vez tende mais para o estilo sala-de-estar. A frase de Alexandre Dumas é mais democrática e mais actual do que parece: «As bestas devoram, os homens comem e os filósofos gastronomizam.» Gastronomizemos pois. Hoje em dia, toda a gente o faz. Mas continua a afigurar-se-me estranho fazê-lo em Lisboa.

Em matéria de petisco, o lisboeta de gema pende para o peso, não para o requinte. Perante a racional cozinha alemã ou a refinada cozinha francesa, suspiramos invariavelmente pelo calor luso. Tal mania de sabores intensos e molhinhos de refogado deve ter-nos ficado da passagem pelos Orientes. A cozinha europeia parece-nos insonsa. Vejam-se os restaurantes estrangeiros que vingaram por cá nas últimas três décadas. Dos italianos, importámos apenas, por via americana, massas e pizzas. Dos gregos, rejeitámos mesmo o tradicional menu baratinho. Dos russos, fizemos coisa exótica própria de noites de folga. Dos franceses não nos interessa senão o sempre igual entrecosto. Em compensação, aderimos em massa a paladares distantes, desde que mais fortes: africanos, brasileiros, indianos e chineses.

Na realidade, na Lisboa de 1800 existiam duas cozinhas: a do paço e a outra. Ou seja, a dos cardápios redigidos em francês e a que se servia nas tabernas e à mesa do povo. Até que, no último quartel do século XIX, uma geração de intelectuais esclarecidos e de cozinheiros célebres ao seu serviço resolveu fazer, em papel impresso, aquilo que, na prática, há séculos se fazia nos conventos: casar as duas e dar à luz a «gastronomia tradicional portuguesa». Para gáudio de todos [.../...]»

(continua no livro)



domingo, 2 de fevereiro de 2014

BENFICA E O RETIRO FERRO DE ENGOMAR




POR
MARINA TAVARES DIAS

em
LISBOA DESAPARECIDA
(excertos)



«A partir da Quinta das Laranjeiras, a estrada multiplicava-se em edifícios nobres [...] na longa cadeia de jardins e pomares que povoavam o vale de Benfica.»

[...]

«À direita, quase fronteiro ao gradeamento da propriedade do conde de Farrobo, ficava o Convento de Santo António da Convalescença - fundado em 1640 e pertencente aos frades capuchinhos. O edifício foi comprado, após a extinção das ordens, por João Gomes da Costa, que o transformou em casa de campo. »
[...]

«Do mesmo lado da estrada, as quintas maiores e mais conhecidas eram as do Lodi (com uma ermida neo-gótica), do Moller (onde João da Silva Carvalho inaugurou, em 1860, um gabinete fotográfico), a do Soeiro, e, a caminho do Calhariz, a Alfarrobeira, onde se instalou o Hospício de Santa Isabel. »

[...]


Um almoço no Retiro Ferro de Engomar em 1940


[...]
«Antes do desvio para o lugar do Calhariz, existiu - e existe ainda - um dos mais famosos retiros dos arredores: o Ferro de Engomar. O edifício original, de meados do século XIX, possuía o característico pátio com latadas. Na sala de jantar, com a configuração de um ferro de engomar (daí o nome celebrizado), cabiam 300 convivas.»
[...]

«Manuel Inácio, proprietário, beirão natural de Avô, [....] lembrava-se bem do tempo das patuscadas nos arredores, quando o número do telefone que mandou instalar era o 82. [...] e falou-nos do tempo em que um eléctrico parado a meio da Estrada de Benfica (enquanto o guardo-freio vinha "matar o bicho" ao Ferro de Engomar) não incomodava ninguém.»
[...]

«Demolido em 1953, o antigo Retiro do Ferro de Engomar foi substituído por prédios novos. Mas o restaurante subsiste, no mesmo local (ocupando o andar térreo de dois edifícios), conservando o seu "espírito" e as suas especialidades gastronómicas.»

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

PETISCOS LISBOETAS

Lista do Restaurante Cartaxeiro
no início do século xx.

LISBOA DESAPARECIDA
de MARINA TAVARES DIAS,
volume IX,
capítulo RESTAURANTES E PETISCOS

sábado, 9 de abril de 2011

ARMAZÉNS DO CHIADO, 1955

Menu do salão de chá, pastelaria e restaurante dos Grandes Armazéns do Chiado, 1955. «Lisboa Desaparecida», volume IX, capítulo «Restaurantes e Petiscos»