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terça-feira, 25 de março de 2014

BELÉM: A parte histórica demolida em 1939


fotografia de Eduardo Portugal, 1938


«[...] O processo do edifício número 138 da Rua de Belém não consta hoje de qualquer arquivo consultável. Em vão tentei localizá-lo, ao longo de meses, enquanto procedia à análise de todos os outros documentos referentes aos demolidos em 1939. Proprietários dos restantes prédios foram informados sobre indemnizações e prazos. Mesmo quando estes eram propriedade municipal, o respectivo processo inclui documentos referentes às lojas que albergavam. Porquê, então, esta misteriosa omissão do número 138?

Acontece que, confirmando aquilo que diziam as pessoas do bairro, a referida casa guardava, nos seus alicerces, ruínas históricas contemporâneas da antiga capela do Infante [D. Henrique; anterior à construção dos Jerónimos]. Quando as demolições do quarteirão começaram, rapidamente foram postas a descoberto as abóbadas.


Ordens superiores mandaram então suspender os trabalhos, permanecendo o pequeno edifício entre as ruínas dos seus vizinhos, enquanto se decidia o que fazer do achado. Nada transpareceu nos jornais, e a demolição acabou por consumar-se, pois já não havia tempo para alterar quaisquer planos [em relação à Exposição de 1940].»


MARINA TAVARES DIAS
in 
LISBOA DESAPARECIDA
capítulo sobre Belém

terça-feira, 25 de junho de 2013

NOITES DE JUNHO NO LARGO DO INTENDENTE

Está praticamente irreconhecível (ou talvez não, visto ter sido sempre uma beleza em termos urbanísticos) o bem alfacinha e central Largo do Intendente Pina Manique. Muito se debateu a autora da LISBOA DESAPARECIDA, ao longo de toda a série dos livros e de mais de duas décadas, pela salvação daquele que é um dos mais emblemáticos locais da cidade. As palavras de MARINA TAVARES DIAS nem sempre caem em saco roto. Água mole em pedra dura...

Agora em pleno processo de muitas remodelações, o INTENDENTE  é um dos encantos da cidade. A frequência mudou, para bem melhor. Algumas noites são agora assim. E de dia, cada vez mais lojas de referência, cafés, tasquinhas. Vale a pena passar por lá - e ir ficando.

(fotografia Marina Tavares Dias / Arquivo Marina Tavares Dias)




terça-feira, 27 de novembro de 2012

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Cinco décadas de chávenas de A Brasileira (1945-1995)




OS CAFÉS DE LISBOA,
de Marina Tavares Dias (1999)

capítulo «A Brasileira».


Cinco décadas de chávenas da Brasileira (1945-1995). Quatro dos exemplares escolhidos para o livro.


domingo, 29 de maio de 2011

Hospital de D. Estefânia


Começou o «abate» do
Hospital de D. Estefânia.

Nestas coisas de destruição da cidade, já pouco me revolta. Este triplo atentado (histórico, patrimonial e ao bem da comunidade) faz-me abrir uma excepção.

Em 2009, fiz uma página no Facebook para defender a obra da Rainha D. Estefânia (Hospital de D. Estefânia: Nós estamos contra o encerramento»). Duvido que consigamos seja o que for, contra especuladores e PPPs. Mas é obrigação de todos os lisboetas não deixar morrer o assunto.

Este atentado é a coisa mais grave que se programa contra a nossa cidade e as futuras gerações aqui nascidas. Mesmo eu, habituada a toda a espécie de destruição do património, não consigo deixar de ficar pasmada. E já repararam na política de silêncio do Ministério da Saúde (cujas «fontes» nada mandam para os jornais)?

Já repararam no verdadeiro atestado de incompetência que isso representa? - Neste assunto de alienação de património, e mesmo que implique maltratar a saúde das nossas crianças, o MS nem sequer é ouvido ou achado. Valores mais altos...

Começou o abate do Hospital, com a decisão inacreditável de encerrar o bloco de partos a 6 de Junho de 2011. Edifício modelo, com obras de pouco mais de uma década e funcionamento considerado exemplar em termos técnicos e humanos. A partir de Junho, uma criança que nasça doente na Maternidade Alfredo da Costa é separada da mãe, para ir para o Hospital de D. Estefânia. Pareceria anedota, se não fosse aquilo que é.


MARINA TAVARES DIAS