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segunda-feira, 27 de julho de 2026

FREIRE, GRAVADOR DA CASA REAL

Ayres Lourenço Freire, natural de Penela, veio para Lisboa com apenas doze anos, ficando entregue ao seu parente Marcolino Augusto Branco, gravador da Imprensa Nacional. Foi este quem lhe ensinou o ofício e descobriu o seu talento para o desenho. 

Trabalhando depois com mestres como Ferdinand Augusto Gérard, gravador do Banco de Portugal, e Cassiano Augusto Vidal da Maia, Ayres Freire aperfeiçoou os seus conhecimentos em Paris, na casa Ernest Lemoine, especializando-se na gravura em relevo. Novas viagens de estudo a França, Espanha, Áustria, Alemanha e Inglaterra permitiram-lhe acompanhar os progressos técnicos da época.

Em 1882, introduziu em Portugal os novos processos de fabrico, sendo apontado como o grande impulsionador da esmaltagem artística aplicada às tabuletas e publicidades, à bijutaria e à escultura.

Aos vinte e dois anos, Freire ampliou o seu estabelecimento, que passou a ocupar os números 158 a 164 da Rua do Ouro e 92 a 96 da Rua da Vitória. Era a mais importante casa de gravura artística e industrial, carimbos, sinetes, punções, cunhos, chapas esmaltadas, artigos para escritório, filigranas, ourivesaria artística e anéis com brasões e monogramas. Trabalhava para a Casa Real, para toda a nobreza, para os organismos públicos e para numerosas empresas. 

A qualidade da produção valeu-lhe muitos prémios, entre os quais uma medalha especial na Exposição Universal de Paris de 1889 (a exposição em que foi inaugurada a Torre Eiffel) e oito medalhas de ouro (incluindo a do primeiro prémio) na Exposição Industrial Internacional do Rio de Janeiro, em 1908.

Em 1943, com mais de sessenta anos, as instalações da Rua do Ouro foram completamente remodeladas e inaugurada nova fachada, de linhas consideradas modernas. A direcção passou então para os filhos do fundador — Ruy Lourenço Freire, Gustavo Lourenço Freire e Mário Lourenço Freire —, que procuraram conciliar a experiência adquirida ao longo de décadas com novos métodos industriais. Adoptaram como divisa da empresa a frase de Santo Agostinho «Parar é recuar.» A histórica casa manteve-se ainda em actividade durante praticamente três décadas. Em 1972, o espaço da loja e da cave foi ocupado pelo Centro do Livro Brasileiro.

A tradição familiar seria igualmente seguida noutra morada, desta vez pelo quarto filho do fundador, Aníbal Freire. Abriu este, em 1929, a Aníbal Gravador (Rua Nova do Almada, 64), dedicada também a gravura artística, brasões, monogramas, convites e cartões de visita. A pequena casa manteve vivo o prestígio do apelido Freire durante nove décadas e permaneceu aberta até 2018.


Marina Tavares Dias 



















quinta-feira, 18 de junho de 2026

AS SEMENTES DE SOARES & REBELO

Foi uma das fachadas comerciais mais bonitas da Baixa. Fundada em 1935 por Edmundo Luiz Soares e Manuel Martins Rebelo, a Soares & Rebelo permaneceu, durante quase nove décadas, uma das casas mais características de Lisboa. Inicialmente na Rua dos Correeiros, expandiu-se rapidamente para o gaveto da Rua do Amparo (Praça da Figueira), onde permaneceu até 2022.

A localização não era casual. Na época, a Praça da Figueira era ainda dominada pelo grande mercado que abastecia Lisboa. Por ali passavam diariamente lavradores, horticultores, vendedores de flores e comerciantes vindos dos arredores da capital. A Casa das Sementes encontrou nesse movimento constante de gente ligada à terra o ambiente ideal para desenvolver a sua actividade. A ligação ao mercado foi tão forte que a loja permaneceu, até ao fim, como um dos últimos testemunhos visíveis da vocação agrícola e abastecedora daquela zona da cidade.

Desde cedo, a empresa distinguiu-se pela importação directa de sementes provenientes da Holanda, França e Estados Unidos, pela venda por correspondência e pela preocupação com a selecção dos produtos comercializados. 

Num folheto publicado cerca de 1945, a firma afirmava possuir terrenos próprios para ensaio e cultura de sementes na Quinta do Pinhal Verde, em Caneças, onde experimentava variedades nacionais e estrangeiras antes de as colocar à venda. Apresentava-se, assim, não apenas como uma loja, mas como uma verdadeira casa especializada em horticultura.

A marca “Hortelão” tornou-se a sua imagem de referência. Primeiro representada por um hortelão masculino, símbolo do agricultor e do trabalho da terra, passou mais tarde a ser acompanhada por uma figura feminina carregando uma cesta de flores, frutos e hortaliças. 

Ambas as personagens vieram a figurar nos célebres painéis decorativos da fachada, executados sobre vidro e durante décadas um dos elementos mais emblemáticos da loja. Já bastante degradados nos últimos anos de funcionamento, constituíam um raro exemplo da publicidade comercial tradicional que outrora caracterizava a Baixa de Lisboa.

Embora continuasse a servir horticultores e pequenos agricultores, a Soares & Rebelo adaptou-se aos tempos. Em finais da década de 1990, uma parte significativa das vendas era feita por correspondência, incluindo numerosas encomendas enviadas para os países africanos de língua portuguesa. Comércio discreto que conservava uma rede de clientes espalhada muito para além da Baixa.

Quando encerrou portas, em 2022, desapareceu uma das últimas ligações físicas à antiga Praça da Figueira das bancas, das hortas e dos vendedores que durante séculos abasteceram Lisboa.


Marina Tavares Dias 


A loja em 2005

A loja em 1945


O hortelão, 
primeiro símbolo da casa


A vendedeira,
publicidade célebre 
da década de 50







sábado, 13 de junho de 2026

ACHILLES: O FOTÓGRAFO DAS CRIANÇAS DE LISBOA

Durante mais de meio século, o nome de Achilles (Aquiles Friscioni) foi familiar para todos os moradores da Avenida Almirante Reis. Antigo empregado da célebre Photographia Camacho (instalada no edifício dos Grandes Armazéns do Chiado), abriu estabelecimento próprio em 1898, precisamente o ano da morte de João Francisco Camacho. Nos primeiros cartões do novo atelier fazia questão de anunciar essa origem profissional, apresentando-se como «Empregado da Photographia Camacho», uma referência que o público reconhecia de imediato. Era o especialista em retratos infantis do estúdio, e fotografou toda uma geração de crianças lisboetas, incluindo Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro.


Aquiles esperava suceder ao fundador da casa Camacho. A morte deste, em Setembro de 1898, levou porém a que o negócio permanecesse na esfera familiar, embora o filho tivesse já outro estúdio profissional. A sua oferta pelo trespasse do atelier do Chiado foi recusada, e Aquiles estabeleceu-se por conta própria. Recuperou a carteira de clientes que o conheciam e o  êxito do estabelecimento foi muito rápido.

A morada da Rua dos Anjos, n.º 36, (no núcleo urbano do Largo do Intendente Pina Manique) tornou-se ponto de encontro para todos os habitantes de Lisboa oriental. Em 1903, a Photographia Achilles expandiu-se para a loja com o número 7 do largo. Era um edifício de grande visibilidade, cuja fachada ostentava enormes inscrições publicitárias anunciando retratos, ampliações e processos fotográficos modernos.

O local não foi escolhido por acaso. O Intendente era o eixo de saída de Lisboa pela Rua dos Anjos e as estradas de Arroios e de Sacavém. Zona muito movimentada da cidade, mantinha também uma ligação histórica ao ensino secundário lisboeta. No antigo Palácio do Intendente funcionava o Liceu Central de Lisboa, antecessor do actual Liceu Passos Manuel. Aquiles tornou-se conhecido como o fotógrafo dos estudantes, numa época em que os alunos dos liceus ainda usavam capa e batina. Muitos dos seus clichés mostram rapazes de capa, retratos de fim de curso e jovens que procuravam assinalar fotograficamente uma etapa importante da vida escolar.

A maior especialidade da casa eram os retratos de crianças. Aquiles parecia possuir um raro talento para as fotografar. Numa época em que as exposições ainda exigiam paciência e imobilidade, conseguiu conquistar a confiança das famílias lisboetas. 

Os álbuns da minha família, residente na Avenida desde a segunda década do século XX, mostram bebés, crianças pequenas, primeiras comunhões, retratos escolares e adolescentes, acompanhando os mesmos clientes ao longo de muitos anos. Mais do que um fotógrafo ocasional, Aquiles é, neles, um cronista da infância lisboeta. Em 1907, o atelier passou para a Avenida Rainha D. Amélia, mais tarde Avenida Almirante Reis, n.º 1-E, onde continuou a funcionar durante sete décadas. Na nova morada, passou a revelar rolos fotográficos alheios, a  fazer ampliações e reproduzir retratos para sucessivas gerações de clientes. O nome do fundador tornou-se marca da cidade. As amplicópias e ampliações, mate ou esmaltadas, dos negativos da kodak da família trazem também esse carimbo: Achilles, Avenida Almirante Reis.

Todos os meus tios passaram pela objectiva de Aquiles. A  primeira fotografia do meu pai, ainda bebé, foi ali feita. Gerações de de bebés, crianças de laço, meninos vestidos à maruja, estudantes de viola e jovens sorridentes. São dezenas de imagens espalhadas por várias décadas, testemunhando uma fidelidade que não era exclusiva da nossa família. A minha avó resumia tudo numa frase simples que repetia todos os anos, quando se aproximava o mês de Outubro: «Vão começar as aulas, têm de ir ao Achilles.»

Hoje, poucos se lembram dos ‘fotógrafos de crianças’. O local onde Achilles trabalhou continua a existir. A zona envidraçada da actual Cervejaria Ramiro ocupa o espaço do antigo atelier de ‘luz natural’, na Avenida Almirante Reis. O arquivo fotográfico camarário é mesmo ali ao pé, mas as teses conhecidas põem o Achilles como fotógrafo pouco importante e desaparecido na década de 1930. Ainda tirei lá o meu ‘retrato infantil’ antes de, em 1970, passarmos todos para a Foto-Esmalte Lisbonense, algumas portas mais acima. Olho para o velho estúdio sempre que desço a pé a nossa Avenida. Fotografo-o muitas vezes. Onde agora se guardam mariscos, entrava a claridade ideal para fotografar crianças e estudantes. Foi ali que ficaram registadas as memórias de milhares de famílias lisboetas.


Marina Tavares Dias






sábado, 6 de junho de 2026

 

Este raríssimo postal ilustrado documenta a transferência da histórica camisaria de Avelino de Magalhães Pitta para a Rua Augusta. 'O Pitta' sempre foi uma referência da elegância lisboeta, e este documento revela mais sobre a sua história que as actuais informações hoje online, fontes de repetição sem verificação documental.

A camisaria foi fundada em 1885, na Rua de São Julião, por Avelino de Magalhães Pitta, comerciante lisboeta cujo nome surge frequentemente abreviado como A. M. Pitta. Sei que era filho de José Rodrigues Pitta e de Josefa Maria de Magalhães,e a sua figura permaneceu durante décadas simbolicamente presente na loja, através de um retrato emoldurado, mesmo quando já poucos conheciam a sua identidade completa.

Em 1902, Avelino de Magalhães Pitta surge como solicitando obras no edifício da Rua Augusta, data que coincide com a mudança da camisaria para a morada que a tornaria célebre. A fachada representada neste postal — ainda nova, cuidadosamente preparada para a fotografia promocional — exibe a designação «CAMISEIRO» em destaque, com o apelido PITTA funcionando quase como assinatura de qualidade. O enquadramento frontal, as montras meticulosamente organizadas e a figura colocada à entrada revelam claramente uma imagem concebida para anunciar a nova instalação da firma aos seus clientes.

Nos últimos anos da Monarquia Constitucional, a casa consolidou reputação de excelência no vestuário masculino como fornecedora do Rei D. Carlos e do Príncipe Real D. Luís Filipe. Integrava o restrito círculo de estabelecimentos associados à elegância da corte lisboeta, e a ligação à Família Real tornou-se uma das marcas da sua identidade.

Tudo o que hoje se lê on-line repete as mesmas informações, muitas vezes com datas contraditórias e erros que foram sendo copiados de texto para texto. A cronologia da mudança para a Rua Augusta aparece frequentemente deturpada por sucessivos «copy-paste», fenómeno agravado pelo desaparecimento do arquivo histórico da empresa (estava depositado num cofre do Chiado e ardeu em 1988), pela perda da memória familiar e e pelo trespasse da casa, em 1977 (para um antigo empregado). 

Depois de mais de 130 anos de actividade, a histórica camisaria encerrou definitivamente em 31 de Maio de 2018. Nem a integração no programa municipal das Lojas com História conseguiu evitar o desaparecimento da casa, considerada por muitos a mais antiga camisaria da Península Ibérica. A fachada histórica da Rua Augusta foi preservada, mas o interior perdeu a função que lhe dera fama durante mais de um século.

O Pitta Camiseiro chegou também ao cinema português. Em 'O Costa do Castelo' (de Arthur Duarte, 1943), num diálogo frequentemente citado de forma errada, António Silva, ao tocar no tecido de uma camisa de seda, exclama simplesmente:

«Isto é Pitta!»

A frase bastava para o público compreender imediatamente a referência. Numa Lisboa onde o nome da camisaria era sinónimo de qualidade, não era necessária qualquer explicação adicional.





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domingo, 8 de março de 2026

A BAIXA QUE CONHECI por MARINA TAVARES DIAS

Era muito pequena. Talvez quatro anos. O meu pai, agrónomo, trabalhava no Ministério da Agricultura, no Terreiro do Paço. Várias vezes por semana íamos esperá-lo à porta do Grandella, na Rua do Ouro. Quando ele chegava, passeávamos pela Baixa.

A cidade era diferente da que viria mais tarde. Havia muito menos dependências bancárias: essa invasão acentuou-se sobretudo nos anos 70 e no início dos anos 80. Naquele tempo, a nossa Baixa era território de comércio variado e sedutor. Passeava-se só para ‘ver as montras’.
Espectáculo inesgotável. Nas ourivesarias, anéis e medalhas rodavam lentamente, em expositores giratórios que pareciam pequenos carrosséis de ouro. Nas lojas de brinquedos, havia comboios eléctricos montados em circuitos completos, com locomotivas, carruagens que deslizavam continuamente pelos carris, montes e vales encavalitados no cenário.
Chorava para que parássemos diante de um ourives da Rua do Ouro, do lado esquerdo de quem desce. Na montra havia um pequeno mecanismo. Sobre ele estava um casalinho de bonecos. À medida que o expositor rodava, os dois afastavam-se e voltavam a aproximar-se. Tinham um pequeno íman escondido na cabeça e, quando ficavam suficientemente perto, davam um beijinho. Eu ficava ali imenso tempo, fascinada, a olhar para aquele movimento lento e repetido. Os meus pais, naturalmente, começavam a perder a paciência.
Nas relojoarias, repetiam-se os relógios de cuco suíços. Dezenas deles nas montras. Relógios de madeira escura, com telhados inclinados e pequenas portinholas. De tempos a tempos uma delas abria-se e aparecia o pássaro mecânico, que cantava o seu cuco metálico antes de desaparecer novamente. Alguns modelos tinham uma figura pendurada em baixo: a camponesa suíça num baloiço, que subia e descia na cadência dos segundos.
Mas aquilo que mais me fascinava eram as montras das companhias de navegação. Expostos em vitrinas profundas, todos os navios da frota, em reproduções minuciosas: paquetes, cargueiros, botes. Havia chaminés, escadas, luzes, e até pequenas figuras humanas no convés, minúsculas como formigas.
Para mim, a Baixa era o mundo inteiro. Para onde foi esse mundo, tão próximo e tão distante? Desço hoje a Rua do Ouro e, entre lojas paquistanesas e hotéis recém-inaugurados, nada já parece estar na mesma cidade.








domingo, 8 de setembro de 2019

OS SALDOS DA LOJA DAS MEIAS

Nos anos 70, a maior confusão do Rossio eram os saldos da Loja das Meias. Para perceber a enorme afluência de público, em fila desde o Terreiro do Paço, é preciso compreender que eram então os representantes exclusivos de muitas marcas da alta moda internacional que mais tarde teriam loja, stand ou balcão próprio noutros locais. Nessa altura, para roupa de marca, ia-se ao Rossio. Na madrugada anterior à abertura, toda a gente trazia de olho uma ou mais peças que, nessa altura, estariam a 50 por cento do inalcançável preço habitual. A partir das 9 da manhã, a polícia controlava entradas e saídas. As enormes montras ofereciam espectáculo a quem passasse no Rossio: inúmeras pessoas a puxarem por bocados de tecido, tentando agarrar um vestido ou um casaco antes do cliente ao lado. Estava tudo amontoado na zona das montras e era comum haver quem puxasse pelas duas pontas da mesma peça, com resultado previsível.

A Loja das Meias nasceu em 1864, quando Joaquim António Vieira abriu o estabelecimento no local onde até então funcionara um talho. Em 1904 foi remodelada e especializou-se no comércio de meias, actividade que lhe deu o nome definitivo. O sucesso levou à ampliação do estabelecimento, que passou a ocupar também o primeiro andar. Em 1931, Raul Lino desenhou uma nova fachada, hoje recordada como uma das mais elegantes do Rossio.

Mas foi outra imagem que ficou gravada na memória de várias gerações. Em 1960, uma profunda remodelação, da autoria do arquitecto Carlos Tojal, substituiu a obra de Raul Lino para maior aparato dos grandes panos envidraçados. Ficou uma fachada pesada, pouco feliz esteticamente, mas foi essa que assistiu aos anos dourados da Loja das Meias. No interior, sobreviveram até ao encerramento os grandes painéis decorativos de Querubim Lapa, integrados na remodelação de 1960.

A empresa expandiu-se, abrindo lojas no Centro Comercial Castil (1971), nas Amoreiras (1985) e em Cascais (1995). Em 1999, a fachada recente foi demolida e substituída por uma reconstituição inspirada na de Raul Lino, devolvendo ao edifício imagem próxima da que tivera antes de 1960. O estabelecimento histórico acabaria por encerrar em 2007. Continua a sua história já longe do Rossio. Para muitos lisboetas, a Loja das Meias permanece ali, onde agora está a Benetton, naquela esquina da multidão por trás dos enormes vidros. A fabulosa loja do grande espectáculo dos saldos que fascinava a cidade inteira.


Marina Tavares Dias 





Interiores com
decoração de Querubim Lapa 


Fachada da Loja das Meias 
no início do século XX 


A fachada de Raul Lino 
(Fotografia de Mestre Horácio Novaes)

Interior da Loja das Meias em 1925
(Arquivo da loja)





Interiores na década de 1960

À esquina da Loja das Meias (1989)

Loja das Meias em 1989






terça-feira, 8 de setembro de 2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009