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segunda-feira, 31 de março de 2014

CHIADO ABAIXO




...numa manhã do Outono de 1912, duas costureiras dos elegantes armazéns trazem consigo a merenda da tarde. Vestem de acordo com o figurino importado, mas o tecido é, provavelmente, dos saldos do Grandella: fim de peça e fim de estação. O fotógrafo Benoliel retratou dezenas de costureirinhas para reportagens da "Illustração Portugueza" sobre os novos hábitos da mulher trabalhadora a "viver fora de casa". Na foto, à esquerda, a montra da casa Ao Último Figurino (mais tarde, Novo Figurino), fundada em 1910. Mais acima, a loja de ferragens Shefield House e um salão de chá, onde mais tarde se instalaria A Pompadour.

Em MARINA TAVARES DIAS
PHOTOGRAPHIAS DE LISBOA

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

ALVALADE

«O plano de urbanização do Sítio de Alvalade, futuro bairro do mesmo nome, compreendia a área trapesoidal de cerca de 230 hectares limitada a norte pela Avenida do Brasil (denominada Alferes Malheiro na década de 40), a nascente pela futura Avenida do Aeroporto, a sul pelos terrenos confinantes com a Avenida Almirante Reis e a poente pelo Campo Grande e pela antiga Estrada de Entrecampos. O novo bairro, planeado no final da década de 30 e inaugurado na segunda metade da de 40, pretendia-se estampa ideal da nova cidade. O projecto é do primeiro urbanista português diplomado em Paris: Faria da Costa.»

MARINA TAVARES DIAS
em LISBOA NOS ANOS 40 - LONGE DA GUERRA


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

OS ÓRFÃOS DOS CAFÉS: Marina Tavares Dias por Eduardo Prado Coelho

Um texto magnífico de 

EDUARDO PRADO COELHO

 sobre os livros de

 MARINA TAVARES DIAS. 

Disponível neste blog:





OS ÓRFÃOS DOS CAFÉS



Tal como Borges escreveu um dia, eu poderia de igual modo dizer: «Nasci noutra cidade que também se chamava Lisboa».

Borges diz que recorda o que viu e também o que os pais lhe contaram. Mas ele sabe que as nossas verdadeiras cidades são sempre as cidades da nossa infância. Por isso acrescenta: «sei que os únicos paraísos não proibidos ao homem são os paraísos perdidos. / Alguém, quase idêntico a mim, alguém que não terá lido esta página / lamentará as torres de cimento e o podado obelisco». A cidade de hoje será a infância de amanhã.

Por tudo isto gosto imenso dos livros de MARINA TAVARES DIAS. Com uma obstinação exemplar, ela tem vindo a reerguer a «Lisboa Desaparecida», isto é, a Lisboa da minha infância e sobretudo a Lisboa dos meus tempos de estudante, mas também a Lisboa dos meus pais e dos meus avós (com o tempo tudo se mistura, e regressamos todos à mesma pátria intemporal, à Lisboa fora do tempo, onde brincámos e aprendemos a amar). Associando a isto duas outras obsessões, mas a verdade é que as duas coisas não estão separadas: Sá-Carneiro e Pessoa, ligados aos cafés que eles frequentaram e aos lugares onde passearam e escreveram.

Num desses livros envolvidos numa aura de bruma, Marina Tavares Dias restitui-nos agora «Os Cafés de Lisboa» (Quimera). Noutro dia Jorge Listopad escrevia que à saída do Teatro São João do Porto me tinha visto, no último café iluminado na noite da cidade, a escrever certamente a crónica para o dia seguinte. Não era por acaso. As crónicas escrevo-as sempre em computador. O resto (que se poderia dizer «o essencial», mas talvez isto nem sempre bata certo), escrevo-o à mão, em cadernos verdes ou azuis, nos cafés ensonados e friorentos que ainda existem pelo mundo fora.

A verdade é que adoro cafés. E que tive em cafés alguns dos mais belos momentos de leitura, encontro, discussão, contemplação, escrita, estudo, violência de olhares, ternura das mãos, de que me posso lembrar. Nesses cafés que a Marina recorda no seu livro: o Monte Carlo, o Monumental, a Brasileira, o Palladium, ou, depois, a Grã-Fina, o Nova-Iorque, o Vává. E entre os motivos que tenho para gostar do Porto estão os cafés que ainda lá existem: cafés rodeados de noite e fumo, com velhos de unhas negras, prostitutas tristes, e adolescentes sufocando a tristeza num bolo de arroz e num leite quente.

Eduardo Prado Coelho, in Crónicas no Fio do Horizonte, Asa, 2004

quinta-feira, 21 de março de 2013

Cinema Lys

Cinema Lys
na Avenida Almirante Reis
(gaveto com a Rua dos Anjos),
bairro dos Anjos.
Década de 1940




Lisboa Desaparecida, volume VII. História do Lys no capítulo OS CINEMAS DE BAIRRO

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

MAIS CAFÉS.

Lisboa Desaparecida

OS CAFÉS DE LISBOA




Largo D. João da Câmara, antigo Largo de Camões, fronteiro à Estação do Rossio. Postal a partir do cliché original da contracapa do livro.



História dos cafés desta praça em Os Cafés de Lisboa, de Marina Tavares Dias.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Lisboa de Fernando Pessoa

Rua Pascoal de Melo (c. 1910). Percurso terceiro,
em LISBOA NOS PASSOS DE FERNANDO PESSOA,
de MARINA TAVARES DIAS. Editora Objectiva, 2012.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

D. CARLOS uma biografia por Marina Tavares Dias

 
D. CARLOS, o Rei de 1900

« Numa das suas cartas a João Franco, publicadas em 1924* com enorme sucesso editorial, D. Carlos escreveu: 'Não me admira que nestes momentos turvos alguns apareçam e alguma coisa tentem; mas para isso é que nós cá estamos e por certo nem a ti nem a mim será o medo que nos fará mudar de caminho'. [carta de 8 de Agosto de 1907] O Rei sabe, portanto, dos perigos que o espreitam. Desvaloriza-os, mas sabe. E não muda em nada o seu quotidiano por medo do que possa vir a acontecer. Os deveres de Estado ainda o chamam a Lisboa uma vez, a 11 de Janeiro, mas rapidamente regressa a Vila Viçosa, onde permanece mesmo após a chegada das piores notícias. »

Pequeno excerto do último capítulo
de D. Carlos,
de Marina Tavares Dias,
edição de 2007.

sábado, 12 de janeiro de 2013

OS CAFÉS DE LISBOA de MARINA TAVARES DIAS

O Café CHAVE d'OURO

 
 

[.../...] O Chave d’Ouro Foi – pelo menos a partir da remodelação em 1936 – o maior café de Lisboa. Fundado em 1916, aproveitou o nome de uma antiga casa de ferragens existente na mesma morada: A Chave d’Ouro. A fachada inicial, representando um anjo, transformou-se rapidamente numa das imagens mais famosas do Rossio. Pelos meados da década de 20, o Chave d’Ouro era o café preferido dos comerciantes da Baixa, possuindo muitos deles mesa cativa, onde recebiam amigos e fornecedores, como se de um segundo escritório se tratasse. O Chave d’Ouro inaugurou por essa altura as suas “tardes musicais”, aproveitando a clientela mista da hora do lanche para divulgar um famoso chá com torradas com sabor a “charleston”. Sessões que se prolongaram através da década seguinte, já após as obras de transformação do edifício. Em1936, após sucessivas ampliações, o Chave d’Ouro foi completamente remodelado, passando a ocupar todo o edifício, com enormes áreas especialmente destinadas a restaurantes, barbearia, bilhares, tabacaria e salão de recepções.

[...]

Capítulo sobre os cafés do Rossio,
em

OS CAFÉS DE LISBOA de MARINA TAVARES DIAS

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

TITANIC por MARINA TAVARES DIAS


TITANIC  |  SOBRE O OCEANO DA HISTÓRIA
 
O novo livro de
MARINA TAVARES DIAS

 

Os que, em 1912, profetizaram que o Titanic era insubmersível não imaginaram como e até que ponto ele o seria – metaforicamente.

[…/…] O navio mais célebre do mundo iniciou, na noite do naufrágio, uma longa viagem através do imaginário dos povos. Neste interminável percurso, assume tudo aquilo com que cada um de nós o aparelha dos seus próprios medos, das suas próprias causas e da sua própria alma. Demanda simbólica, também, de um século em que a humanidade tentou, sem sucesso à vista, reencontrar-se consigo mesma e com o significado da sua obra à face de Deus. [do prefácio]
 
Editora Objectiva, 2012.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

LISBOA NOS PASSOS DE FERNANDO PESSOA - O grande livro da rentrée


LISBOA NOS PASSOS DE FERNANDO PESSOA
- O grande livro da rentrée
LISBON IN FERNANDO PESSOA'S FOOTSTEPS
- NOW IN ENGLISH AND PORTUGUESE EDITION
Not a turistical guide. Not a collection of modern photographs. A story of the Poet's life illustrated by sellected images during a 25-year old research. The city exactly as Pessoa saw it during his lifetime.


Lisboa e Fernando Pessoa são indissociáveis, como o
demonstra Marina Tavares Dias, profunda conhecedora da cidade e também da vida e
obra do poeta.
Viagem única através de textos e de imagens inéditas da
época, este passeio pela Lisboa pessoana remete-nos para uma Baixa Pombalina
alegre e animada, muito diferente da actual, e para uma cidade em que bairros
residenciais, como Campo de Ourique, eram ainda considerados pitorescos e muito
longínquos do centro.
Um passeio memorável e uma vivência ímpar de cenários que o
poeta conheceu, tal como ele os conheceu. Eis o que Marina Tavares Dias nos
oferece nestas páginas.

COD INTERNO
28309
ISBN
978-989-672-115-2
EAN
9789896721152
TITULO
Lisboa nos Passos de Fernando Pessoa
AUTOR
Dias, Marina Tavares
EDITORA
OBJECTIVA
PVP
22,00 €
TEMATICA
Monografias