Mostrar mensagens com a etiqueta Paulo Guedes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Paulo Guedes. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

CAMPOLIDE

Marina Tavares Dias 
em volume III 
da 
Lisboa Desaparecida

[...] O Colégio de Campolide, construído na antiga Quinta da Torre, onde morou o guarda-jóias de D. João V. [...] vista do alto da torre em 1906, vendo-se o colégio à esquerda. Entre Monsanto, a ribeira e a encosta de Campolide, apenas se viam hortas e latadas.





sexta-feira, 22 de maio de 2009

OS POSTAIS DE PAULO GUEDES

 

PAULO GUEDES

Paulo Emílio Guedes (23 de março de 1886 – 1 de dezembro de 1947) foi fotógrafo, editor e impressor, com actividade marcante na Lisboa das primeiras décadas do século XX. Natural de Mondim de Basto, fixou-se na capital ainda jovem, desenvolvendo carreira ligada à produção fotográfica e à edição. Foi proprietário da Papelaria Guedes, na Rua do Ouro, um dos eixos centrais do comércio lisboeta, a partir da qual editou e difundiu um vasto conjunto de postais ilustrados. A sua firma - Paulo Guedes & Saraiva - chegou a publicar milhares de postais, de vistas urbanas, monumentos e cenas da vida quotidiana, desempenhando um papel relevante na construção da imagem identitária de Lisboa e de Portugal. Entre os postais que editou estão os da famosa série 'Lisboa na Rua', considerada a 'joia da cartofilia portuguesa': 15 imagens em fototipia, a partir e negativos de sua autoria, que percorrem ruas e costumes e formam a colecção mais valiosa de postais antigos portugueses. 

A conjugação das funções de fotógrafo e editor permitiu-lhe controlar todo o ciclo da imagem, da captação à circulação pública. Ao contrário de Bárcia, cujos postais eram provas fotográficas com legendas manuscritas, Guedes fazia grandes tiragens e distribuía por representantes em todo o país. Representa, assim, uma figura-chave da fotografia portuguesa enquanto prática editorial e instrumento de memória urbana no início do século XX.


Marina Tavares Dias
«Os Melhores Postais de Lisboa», 1995.