terça-feira, 13 de outubro de 2009

Artigo de 1986


Lisboa Desaparecida: um fenómeno da olisipografia nascido nos jornais


Das chatas e labregas que desciam a ria de Aveiro até aos mais miseráveis bairros da Lisboa de Oitocentos, as varinas cumpriram todos os rituais da estampa etnográfica. Inspiraram poetas, pintores e alfacinhas em geral, atentos aos gritos quotidianos que anunciavam a chegada do peixe: "Viva da costa!"; "Pescada do alto!"; "Olha a bela pescada marmota!". Um dia, desapareceram. Caiou-se de novo a lúgubre Madragoa e fizeram-se restaurantes finos nas antigas tascas do vinho morangueiro, sentaram-se etnógrafos a narrar origens e extinção das «gregas do ocidente», conformaram-se os outros bairros com peixe congelado dos supermercados. Foi assim aos poucos, antes que se desse por isso. Mas foi o fim de uma era. 

Publicado no «Diário de Lisboa» em 1989.









terça-feira, 8 de setembro de 2009

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O Café Chave d'Ouro, no Rossio, encerrado em 1959


Café Chave d'Ouro, no Rossio. Piso térreo. Postal ilustrado fotográfico, c. 1931

terça-feira, 18 de agosto de 2009

sábado, 4 de julho de 2009

CARRO ELÉCTRICO PARA A BOLA
O eléctrico para os estádios costumava ir assim, Avenida da República acima, na década de 1940.
Sporting e Benfica jogavam futebol em dois campos praticamente contíguos, no Lumiar. Os grandes jogos eram à tarde, com luz do dia, porque ainda não chegara o tempo das transmissões televisivas e respectivos horários forçados.
Em Lisboa Desaparecida, volume 3.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Do Passeio Público à Avenida da Liberdade

O Passeio Público, demolido entre 1879 e 1886, para construção da Avenida da Liberdade. Correspondia ao troço entre a Praça dos Restauradores e a Rua das Pretas. No topo do Passeio existia uma praça hoje desaparecida: a Praça da Alegria (de Baixo). À antiga Praça da Alegria de Cima chama-se, agora, apenas Praça da Alegria. No local da fonte representada pela gravura está o monumento aos Restauradores.


Lisboa Desaparecida, volume I, de Marina Tavares Dias. 1987.

terça-feira, 23 de junho de 2009



PALÁCIO REAL DA AJUDA

A primeira pedra do edifício actual foi lançada pelo príncipe D. João a 9 de Novembro de 1795. O projecto ainda era barroco. Condicionamentos sucessivos determinaram paragens das obras e reviravolta estilística para o neo-clássico (o arquitecto inicial foi Manoel Caetano de Souza, sucedendo-lhe Francisco Xavier Fabri, José da Costa e Silva e, em 1821, António Francisco da Rosa). Só em 1802 é decidida a versão final, com os torreões a as paredes dispostas em quadrilátero. Estas novas obras de Santa Engrácia ainda hoje estão por terminar.

Adaptação de Lisboa Desaparecida

de Marina Tavares Dias,

volume 8,

capítulo sobre o Palácio da Ajuda.














sexta-feira, 19 de junho de 2009

GRANDES ARMAZÉNS DO CHIADO

Escadaria principal do corpo central do Palácio Barcelinhos, onde estavam instalados os Grandes Armazéns do Chiado. Este local correspondia à antiga igreja do Convento do Espírito Santo da Pedreira. O interior do edifício ficou reduzido a cinzas durante o incêndio do dia 25 de Agosto de 1988.

Fotografia de Marina Tavares Dias, 1985.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Fernando Pessoa numa cadeirinha que não era dele

O estúdio de João Francisco Camacho foi dos mais importantes na Lisboa de finais de Oitocentos. Tinha entrada pelo número 116 da Rua Nova do Almada (edifício dos Grandes Armazéns do Chiado).
Natural da Madeira, Camacho viveu em Paris, conhecendo grandes profissionais e trabalhando como discípulo do «inventor» da carte de visite, Disderi.
Esta fotografia do futuro poeta Fernando Pessoa é posterior à reconstrução do atelier (após o incêndio do Palácio Barcelinhos, em 1880). Camacho viria a morrer em 1898, aos 65 anos. O estúdio passou então para a posse do filho, José Alves Camacho.
In Lisboa Desaparecida, volume 7.