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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A Rainha D. Estefânia




A 8 de Julho de 1857, dia de Corpus Chisti, Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen terá decidido que casaria com o rei de Portugal. A ideia parece ter partido – e as Memórias do conde de Lavradio apontam nesse sentido – , mais uma vez, do príncipe Alberto de Inglaterra. [.../...] D. Estefânia parecia ser a única princesa católica à altura [...], proveniente de uma casa liberal, habituada como estava a um estilo de vida simples e conhecida que era a sua vocação para o estudo e para a caridade. A fama das virtudes do jovem monarca português [D. Pedro V] chegara [...] a Dusseldorf, sobretudo após a sua arriscada permanência em Lisboa durante o surto de cólera que [...] assolara a capital. [.../...] 
Os pais da princesa, concedendo-lhe opção sobre o assunto [...], não deixaram contudo de regozijar-se pelo pedido da sua mão.

Excertos de 
«D. Estefânia, 
uma Rainha, um Hospital e um Bairro de Lisboa»
em
Lisboa Desaparecida
volume VII
de
Marina Tavares Dias

segunda-feira, 12 de maio de 2014

PEDRO e STEPHANIE



LISBOA DESAPARECIDA
de
MARINA TAVARES DIAS


biografia da Rainha D. Estefânia
volme VII


«[---]
A 8 de Julho de 1857, dia de Corpus Chisti, Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen terá decidido que casaria com o rei de Portugal. A ideia parece ter partido – e as «Memórias» do conde de Lavradio apontam nesse sentido – , mais uma vez, do príncipe Alberto de Inglaterra.


Após exame minucioso de todas as hipóteses alternativas na escolha de uma futura rainha para Portugal, Alberto informara Pedro de que Estefânia parecia ser a única princesa católica à altura de tal missão, proveniente como era de uma casa liberal, habituada como estava a um estilo de vida simples e conhecida que era a sua vocação para o estudo e para a caridade.


A fama das virtudes do jovem monarca português chegara, por sua vez, a Dusseldorf, sobretudo após a sua heróica permanência em Lisboa durante o surto de cólera que, em 1856, assolara a capital. O regime político português, minado pela incerteza e pela corrupção, tornava ainda mais louvável, aos olhos da Europa, o jovem monarca que, pela sua cultura e seriedade, era considerado um dos mais dotados soberanos do seu tempo.»

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Rainha D. ESTEFÂNIA


Rainha D. Estefânia fotografada por Francisco Gomes em 1858 (Arquivo MTD).

O Hospital de D. Estefânia é ideia sua,surpreendida que ficara ao ver as crianças de Lisboa serem tratadas em hospitais para adultos. Mais de século e meio depois, com o previsto encerramento do seu hospital (hoje o único pediátrico do Sul de Portugal), o que foi considerado sórdido em 1858 vai voltar a acontecer


A Rainha D. Estefânia destinou a maior parte do seu dote de casamento à construção do primeiro hospital pediátrico de Lisboa e de Portugal. Fê-lo em 1858, após verificar as condições degradantes em que as crianças doentes da capital eram tratadas nos hospitais então existentes.

Por sua morte, o marido, Rei D. Pedro V, não deixou esmorecer tal sonho. Para que se construísse um hospital pioneiro e ao nível dos melhores da Europa, cedeu parte da Quinta da Bemposta, propriedade da Casa Real.

Hoje, o hospital continua a ser único e imprescindível para quem mora em Lisboa. E o parque que o circunda é uma das poucas manchas verdes que restam no centro da cidade. Mas tudo isto não impede quem, movido por interesses vários, pretende deixar Lisboa sem hospital pediátrico.

domingo, 29 de maio de 2011

Hospital de D. Estefânia


Começou o «abate» do
Hospital de D. Estefânia.

Nestas coisas de destruição da cidade, já pouco me revolta. Este triplo atentado (histórico, patrimonial e ao bem da comunidade) faz-me abrir uma excepção.

Em 2009, fiz uma página no Facebook para defender a obra da Rainha D. Estefânia (Hospital de D. Estefânia: Nós estamos contra o encerramento»). Duvido que consigamos seja o que for, contra especuladores e PPPs. Mas é obrigação de todos os lisboetas não deixar morrer o assunto.

Este atentado é a coisa mais grave que se programa contra a nossa cidade e as futuras gerações aqui nascidas. Mesmo eu, habituada a toda a espécie de destruição do património, não consigo deixar de ficar pasmada. E já repararam na política de silêncio do Ministério da Saúde (cujas «fontes» nada mandam para os jornais)?

Já repararam no verdadeiro atestado de incompetência que isso representa? - Neste assunto de alienação de património, e mesmo que implique maltratar a saúde das nossas crianças, o MS nem sequer é ouvido ou achado. Valores mais altos...

Começou o abate do Hospital, com a decisão inacreditável de encerrar o bloco de partos a 6 de Junho de 2011. Edifício modelo, com obras de pouco mais de uma década e funcionamento considerado exemplar em termos técnicos e humanos. A partir de Junho, uma criança que nasça doente na Maternidade Alfredo da Costa é separada da mãe, para ir para o Hospital de D. Estefânia. Pareceria anedota, se não fosse aquilo que é.


MARINA TAVARES DIAS